sexta-feira, 30 de abril de 2010

Coordenador do NBDI explica o que é design inteligente

Aproveitando como “gancho” o 3º Simpósio Darwinismo Hoje, realizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, de 26 a 29 de abril, o portal iG publicou a reportagem “Design Inteligente ganha espaço no Brasil”. Na matéria de Isis Nóbile Diniz, é dito que “os partidários do Design Inteligente acreditam que algo, seja um Deus ou até mesmo um extraterrestre, seria o responsável pelas criações da maioria dos seres na Terra, em oposição ao darwinismo, que responsabiliza o mecanismo de seleção natural pela evolução dos seres vivos, inclusive o homem”. Nóbile informa que metade da população dos Estados Unidos acredita que Deus criou os seres literalmente como está descrito na Bíblia, e completa, ecoando uma crítica recorrente na imprensa: “Por isso, o Design Inteligente é chamado por seus críticos de ‘criacionismo disfarçado’, uma tentativa de dar um verniz científico a uma crença religiosa.”

Nóbile entrevistou os biólogos Atila Iamarino, da Universidade de São Paulo (USP), e Henrique Paprocki, da Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Segundo Paprocki, “o principal problema do Design Inteligente é montar sua teoria em cima de falhas na Teoria da Evolução”. Paprocki também afirma que “existem evidências indiscutíveis sobre a Teoria da Evolução, é como afirmar que a Terra gira em torno do Sol”. E justifica: “O fato de haver lacunas não significa que ela esteja errada.”

Iamarino apela para a medicina a fim de tentar embasar cientificamente a seleção natural: “Quando digo que a seleção natural favorece certos organismos, sei que na presença de antibióticos as bactérias resistentes tendem a ser favorecidas. Daí a necessidade de tomar os remédios durante todo o tratamento. É não dar chance para que algumas tenham a resistência selecionada e passem adiante essa característica”, explica. “O Design Inteligente é como dizer que o céu é azul porque alguém o deseja assim, não explica nem acrescenta”, acredita Iamarino.

Entrevistei o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI), o mestre e doutorando em História da Ciência Enézio de Almeida Filho. [Leia a matéria completa no portal CNTN]

(Criacionismo)

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Mitos que podem custar vidas

Em um mundo ideal, todos deveriam ter formação em primeiros socorros. Mas, de acordo com St. John Ambulance, até 150 mil pessoas morrem desnecessariamente na Grã-Bretanha a cada ano por ataques cardíacos e vítimas de asfixia. Por causa disso, a instituição de caridade “The Difference” lançou uma campanha para ensinar como lidar em situações comuns. A entidade aponta os dez maiores equívocos em se tratando de primeiros socorros:

Mito 1: A ambulância chegará em um minuto. Não, se você apenas chamá-la, ela não vai. Na Inglaterra, por exemplo, a meta de tempo de resposta para emergências de risco de vida é de oito minutos, e apenas para 75% de todos os incidentes. Tempo suficiente para que o acidentado, dependendo da gravidade, morra. [Conheça os outros nove mitos]

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Pesquisadores creem ter encontrado a arca de Noé

Um grupo de pesquisadores formado por especialistas turcos e chineses assegura ter localizado a bíblica arca de Noé no Monte Ararate [foto], segundo informou nesta quarta-feira a imprensa turca. Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving Cing, assegurou que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros, no Ararate, situado a leste da Turquia, perto da fronteira com o Irã. O explorador, membro de uma organização internacional dedicada à busca da mítica [sic] embarcação na qual Noé e sua família escaparam do dilúvio universal, garantiu que os restos encontrados têm 4.800 anos de idade.

“Não é cem por cento seguro que seja a arca, mas pensamos que haja 99,9 por cento de chances”, indicou Ving em declarações à agência turca Anadolu. “A estrutura do barco tem muitos compartimentos e isso indica que podem ser os espaços nos quais ficaram localizados os animais.”

Ele também explicou que o governo turco foi contatado com o pedido de proteção da região a fim de que possam ser iniciadas as escavações e acrescentou que será solicitado à Unesco que inclua essa região em sua lista de patrimônios da humanidade.

Não é a primeira vez que grupos de pesquisadores da arca asseguram haver localizado a embarcação no Ararate, a montanha mais alta da Turquia, onde a Bíblia narra que Noé desceu quando as águas do dilúvio universal baixaram.

(Agência EFE) e (Criacionismo)

Nota: Está aí a notícia divulgada pela agência de notícias EFE. Não é a primeira vez que algo assim é noticiado, por isso é preciso cautela e paciência para aguardar novas pesquisas e descobertas. Creio ser possível que a arca esteja preservada, mas se realmente será encontrada, só o tempo dirá. Agora note a observação sem sentido feita no site Ciência Hoje, que também divulgou o achado: “Há ainda outros especialistas que apontam ser mesmo impossível um barco naufragar a uma altitude superior a três mil metros, o que impossibilita a veracidade dessa lenda [sic] comum ao cristianismo, judaísmo e islamismo, segundo a qual Deus decidiu criar um dilúvio, tendo, antes disso, dito a Noé, um dos seus seguidores, para construir uma arca e salvar um par de cada espécie animal.” Quem disse que o Ararate tinha mais de três mil metros de altura quando o dilúvio teve fim? Esquecem-se de que as grandes cordilheiras e muitas formações montanhosas têm sido soerguidas ainda hoje pela ação da tectonia de placas? Imagino que tipo de “explicações” esses “especialistas” darão caso a arca seja mesmo localizada algum dia...[MB]

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Afinal, brasileiro reclama de quê?

 O brasileiro (felizmente há exceções) é assim:

- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estaciona nas calçadas, até mesmo debaixo das próprias placas de proibição.
- Suborna, ou tenta subornar, quando é pego cometendo infração.
- Troca voto por qualquer coisa: cesta básica, areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Fala ao celular enquanto dirige.
- Trafega pela direita nos acostamentos durante um congestionamento.
- Pára em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
- Viola a lei do silêncio.
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha mesas, churrasqueira, banca de camelô nas calçadas.
- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
- Faz gato de luz, de água e de TV a cabo.
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, também para pagar menos imposto.
- Escreve que a cor da pele é mais morena, para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou R$ 10, pede nota de R$ 20.
- Comercializa os objetos doados em campanhas pós-catástrofes.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compra produto piratas com a plena consciência de que são piratas.
- Substitui o catalisador do carro por um que de catalisador só tem a casca.
- Se bater num carro estacionado, some fazendo de conta que não tem nada com isso.
- Mente a idade do filho para que passe por baixo da roleta do ônibus sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Frequenta caça-níqueis e faz fezinha no jogo do bicho.
- Leva das empresas onde trabalha pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, etc., como se isso não fosse roubo.
- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas em que trabalha.
- Rouba assento de vaso sanitário e papel higiênico de restaurantes e de banheiros públicos.
- Falsifica tudo, tudo mesmo. Só não falsifica o que ainda não foi inventado.
- Quando volta do exterior, nunca fala a verdade quando o policial pergunta o que traz na bagagem.
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E querem que os políticos sejam honestos... Ora, os políticos, policiais, delegados, promotores, desembargadores, procuradores, ministros que aí estão saíram do meio desse mesmo povo. Ou não?

(UOL Mais) e (Criacionismo)

Nota: O que mais agride meus ouvidos de brasileiro é ouvir que esta é uma nação cristã, quando tantos estão envolvidos com cultos pagãos e creem em doutrinas espiritualistas; quando tantos nunca põem a mão na Bíblia, mas fazem promessas aos santos ao mesmo tempo em que tiram a roupa ao ar livre no Carnaval, tudo diante das câmeras de TV; quando a bebedeira e o clima de festa “correm soltos” e alguns só se lembram de Deus quando ocorrem tragédias; e quando “celebridades” promovem a indecência e valores anticristãos se dizem “evangélicos”. Que país “cristão” é este?[MB]

Leia também: “A cara do Brasil”, “Maturidade nas passarelas (só lá?)” e “A imagem das brasileiras lá fora”

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Documentário: Os Adventistas


Um documentário sobre a mensagem e ministério de saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia está programado para ser levado ao ar por estações de difusão pública por todos os Estados Unidos, começando em 3 de abril. "Os Adventistas" explora o que o cineasta independente Martin Doblmeier considera um paradoxo: uma comunidade de fé conservadora na linha de frente da tecnologia médica. Saber por que os adventistas, que creem na breve vinda de Jesus, têm um compromisso com a longevidade e bem viver motivou o documentário, explicou Doblmeier. O filme começa com a cronologia da Igreja Adventista, dando enfoque sobre a pioneira Ellen G. White e outros membros originais após o desapontamento da falha do retorno de Jesus à Terra em 1844. Os adventistas hoje, Doblmeier parece dizer segundo o filme avança, têm tanta fé quanto os membros originais, mas são comprometidos em viver responsável e positivamente, causando impacto naqueles ao seu redor enquanto esperam pela segunda vinda de Cristo. Esse impacto é em grande medida enraizado na ênfase da igreja no viver saudável, conclui o filme de Doblmeir.

Ao filmar "Os Adventistas", Doblmeier disse que o que o impressionou mais foi "quão central é a teologia de atenção à saúde" para o adventismo. O filme apresenta histórias de muitos dos principais hospitais e centros médicos da Igreja Adventista, inclusive o Centro Médico da Universidade Loma Linda, na Califórnia, o Centro Médico Kettering, em Kettering, Ohio, o Hospital Santa Helena, em Santa Helena, California, e o Centro de Saúde Celebration, em Celebration, Flórida, onde a mãe de Doblmeier certa vez recebeu tratamento.

"Os Adventistas" remonta a herança de viver saudável da Igreja ao fim dos anos 1800. Mesmo então os centros médicos dirigidos pelos adventistas eram mecas de saúde conhecidos por oferecer as mais avançadas técnicas médicas - o Sanatório de Battle Creek, em Battle Creek, Michigan, atraía pacientes tais como Amelia Earhart e Henry Ford, historia o filme.

Doblmeier dedica considerável tempo do filme a avanços mais recentes na área médica, como o transplante bem-sucedido do coração de um babuíno numa criança no Centro Médico da Universidade Loma Linda, bem como avanços na área de cirurgia robótica e mesmo à distância.

Ele também destaca o compromisso dos adventistas com a guarda do sábado. "Eu realmente me senti tocado pela cultura do sábado na Igreja Adventista. Os adventistas não ficam simplesmente à toa no sábado - estão ajudando as pessoas e impactando suas comunidades", comenta Doblmeier.

A reação ao filme de parte da comunidade adventista tem sido "gratificante", disse Doblmeier, acrescentando que espera que aqueles que não tenham formação adventista achem o filme "uma avaliação equilibrada e positiva" do impacto da igreja nos Estados Unidos.

De uma perspectiva adventista, o filme pode parecer por demais positivo, mas Doblmeier declarou que acredita que os não adventistas que o virem poderão considerar alguns aspectos do filme de forma diferente. "Eles verão Ellen White e suas visões retratadas honestamente em seu papel central na fundação da igreja, e creio que isso irá levantar algumas sobrancelhas", ele comentou.

"Os Adventistas" é o último dos 25 filmes de Doblmeier que obteve prêmios cinematográficos ao retratar religião, fé e espiritualidade, o que inclui "Bonhoeffer", um documentário sobre o teólogo Dietrich Bonhoeffer, que resistiu ao nazismo, e "Albert Schweitzer: Chamado à África", um filme recordando a vida daquele humanitário ganhador do prêmio Nobel.

Doblmeier é presidente e fundador de Journey Films, sediado em Alexandria, Virginia, EUA. Descobrir "o que está acontecendo na cultura contemporânea e ver como a religião está interagindo nisso" motiva esses filmes, explica Doblmeier.

Uma discussão da visão holística adventista sobre ministério de saúde é "oportuna", mas o lançamento do filme quando a reforma de assistência de saúde está nas manchetes dos jornais nos Estados Unidos é particularmente "um tempo providencial", ele disse.

Doblmeier admitiu que seu enfoque limitado ao ministério de saúde nos Estados Unidos não cobre muitos aspectos da denominação global. Outro filme explorando o aspecto internacional da igreja e sua êfanse em educação poderá fazer parte de planos futuros, ele indicou. [...]

Para encomendar uma cópia em DVD de "Os Adventistas" ou saber mais a respeito dos filmes de Doblmeier, visite www.journeyfilms.com

(Adventist News Network) e (Criacionismo)

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hawking diz que devemos evitar contato com ETs

O renomado físico britânico Stephen Hawking sugeriu que os seres humanos devem evitar fazer contato com seres extraterrestres. Em uma série de documentários a ser exibida em maio no Discovery Channel, Hawking diz que é "perfeitamente racional" acreditar que pode existir vida fora da Terra, mas adverte que os alienígenas podem simplesmente roubar os recursos do planeta e ir embora. "Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos", afirma. "Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar."

No passado, foram enviadas sondas para o espaço levando artefatos com diagramas e desenhos mostrando a localização da Terra.

Hawking diz que a probabilidade matemática é de que existam seres vivos em outros lugares do universo mas "o verdadeiro desafio é imaginar como poderia ser a aparência dos alienígenas".

O programa especula sobre várias espécies de extraterrestres, inclusive herbívoros de duas patas e predadores semelhantes a lagartos. Hawking admite, contudo, que a maior parte dos seres em outras partes do universo provavelmente não passará de micróbios.

Em uma série exibida recentemente na TV da BBC - Wonders of the Solar System (Maravilhas do Sistema Solar) - o físico britânico da Universidade de Manchester, Brian Cox, também sugeriu que pode haver vida em outra parte do nosso sistema solar. Segundo Cox, pode haver organismos sob a camada de gelo que envolve Europa, uma das luas de Júpiter.

Ele afirmou que aumentam os indícios de que pode haver vida em Marte. "Nós só saberemos com certeza quando a próxima geração de naves espaciais, adaptadas para procurar vida, for lançada para as luas de Júpiter e as planícies áridas de Marte nas próximas décadas."

(BBC Brasil) e (Criacionismo)

Nota: Contrariando os temores de Hawking, quando fizermos contato com os bons extraterrestres (Jesus e Seus anjos), esse será um encontro fantástico e memorável! Na verdade, é um encontro esperado e anunciado nas Escrituras há muito tempo - a segunda vinda de Cristo (Mt 24:30, 31). Infelizmente, uma multidão de outros extraterrestres já vive entre nós há milênios. São os anjos caídos sobre os quais falam o Apocalipse e outros livros bíblicos. Esses é que "pintam e bordam" fingindo ser espíritos de mortos e até mesmo falsos extraterrestres. E fazem tudo isso para desviar o foco das pessoas do que realmente importa: a vida eterna.[MB]

Leia também: "Extraterrestres existem?"

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Casais que lavam louças juntos são mais felizes

Um novo estudo publicado pela Universidade de Ontário, no Canadá, revela que casais que dividem as responsabilidades domésticas são mais felizes e satisfeitas que famílias com outros modelos de divisão de trabalho. A categoria considerada de “papéis divididos” – em que cada parceiro realiza de 40 a 60% do trabalho doméstico sem remuneração – já correspondem a 25% das famílias daquele país. Segundo o estudo, grande parte dessas famílias têm mulheres que trabalham fora, ganham bem e são menos religiosas. Já o modelo de família tradicional, em que os homens realizam o trabalho remunerado e as mulheres realizam o trabalho doméstico não-remunerado, está diminuindo, mas ainda constitui grande parte das famílias. Os pesquisadores sugerem que a divisão de trabalhos domésticos é mais vantajosa para a sociedade, em termos de igualdade de gêneros e a capacidade de participação por adultos no campo de trabalho. O estudo também afirma que o modelo é mais vantajoso pois não deixa a mulher desamparada em caso de separação, divórcio ou morte do parceiro.

Os pesquisadores afirmam que uma política pública poderia ajudar a promover esse estilo de vida e modelo familiar. Segundo eles, deveriam ser providenciadas oportunidades iguais de acesso aos estudos e ao mercado de trabalho para homens e mulheres. Além disso, eles afirmam que melhores condições para equilibrar a dedicação ao trabalho e ao lar e políticas de maior envolvimento masculino no trabalho caseiro poderiam ajudar a aumentar o número de famílias que têm este modelo.

(Hypescience) e (Saúde e família)

Nota: Se trabalhar juntos no lar já promove a felicidade do casal (mesmo os sem religião), imagine o que o hábito do culto familiar, a oração em dois e a frequência à igreja juntos pode promover em termos de união e felicidade! Experimente.[DB]

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Debate sobre a ressurreição de Jesus (1 de 14)

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Astrologia pode, criacionismo não

A julgar pela capa da Veja desta semana, a revista já escolheu seu candidato... Mas, como ainda não escolhi o meu (e está difícil), não vou falar disso. Quero destacar, porém, um detalhe que, creio, passará praticamente despercebido da imprensa em geral: José Serra costuma ler horóscopo e considera a astrologia “uma espécie de ciência”. Conforme demonstrei em outro artigo (confira aqui), a astrologia não é científica e é infinitamente menos racional do que um modelo teológico-científico que acusam de ser irracional: o criacionismo. E aí é que está a incoerência e imparcialidade de certos setores da mídia. Garanto que nenhum repórter colocará as credenciais do presidenciável em cheque pelo fato de ele gostar de consultar os astros, no entanto, quando a candidata Marina Silva (ministra, na época) se disse criacionista, isso bastou para ser duramente criticada na imprensa, tanto que ela vem tentando se justificar e descolar seu nome dos “infames” criacionistas. Portanto, neopaganismo e pseudociência não têm problema. Criacionismo tem. Vai entender...[MB]

Curiosidade: “Globo retira campanha do ar”

(Criacionismo)

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Pessoas mestiças são mais atraentes


De acordo com um estudo britânico que analisou mais de mil faces, pessoas mestiças são mais atraentes. Cada face recebia uma nota de acordo com a opinião de outros participantes do estudo – normalmente rostos de pessoas mestiças eram reconhecidos como mais atraentes. Segundo o autor do estudo Michael Lewis, da Universidade de Cardiff, estudos anteriores já tinham obtido o mesmo resultado, mas em pequena escala. Essa é a primeira “comprovação da teoria” feita com mais pessoas. Uma coletânea de faces de todas as raças foi mostrada para voluntários, incluindo rostos de mestiços. Na média, os mestiços receberam as notas mais altas. Segundo especialistas, o estudo pode ter implicações maiores do que apenas revelar o que achamos mais atraente.

A heterose foi estabelecida por Darwin em 1876. É um fenômeno biológico que mostra que a cria entre raças diferentes seria mais evoluída por ter a informação genética de cada um dos pais, que seria diferenciada. É um fenômeno considerado universal e é possível que essa seja a razão pela qual os humanos considerem mestiços mais atraentes – a genética deles seria melhor.
(Hypescience) e (Criacionismo)

Nota: Como os criacionistas admitem a diversificação de baixo nível (ou microevolução), é de se supor que todos os grupos humanos (prefiro não chamá-los de “raça”, uma vez que esse conceito está ultrapassado) derivaram do mesmo casal original, Adão e Eva. O DNA desse par humano perfeito continha já a capacidade de variação que permitiu à humanidade adaptar-se e sobreviver nos ambientes diversificados do mundo pós-diluviano. Essa preferência pela beleza mestiça não revelaria a apreciação pela beleza original que conteria traços de todos os grupos humanos?[MB]

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Revista da Coop cita Dez Mandamentos (do Catecismo)

A Cooperativa de Consumo (Coop) é uma rede de supermercados do Estado de São Paulo. Eles editam e distribuem mensalmente a Coop Revista, publicação cuja tiragem é de 150 mil exemplares. A cada edição, são publicadas, além de reportagens de interesse dos cooperados, matérias sobre comportamento, saúde, autoajuda e outros assuntos. Na edição deste mês, há uma matéria sobre os dez mandamentos. O objetivo da autora foi mostrar que, embora bastante antiga, a Lei de Deus dada a Moisés ainda é relevante em nossos dias. Propósito nobre o dela, não fosse o fato de ter confundido o Decálogo com a lei adulterada do Catecismo. Aqui em Tatuí há uma unidade da Coop e costumo ler algumas matérias da revista. Quando li essa, resolvi escrever o e-mail abaixo para a repórter Ivanilde, autora do texto:

Prezada Ivanilde:

Foi com satisfação que me deparei com sua matéria “Código de conduta”, na Coop Revista de abril. É bom ver que, numa época de corrosão da moral e da virtude, ainda há pessoas que veem valor na Lei de Deus e percebem sua aplicabilidade mesmo no século 21. Porém, permita-me fazer algumas observações:

(1) Você menciona que os dez mandamentos foram recebidos de Deus por Moisés há quase quatro mil anos, no entanto, sua lista é baseada nos mandamentos do Catecismo católico, cuja elaboração é muito mais recente que a escritura dos dez mandamentos bíblicos (cf. Êxodo 20:8-11); (2) exemplo disso é a omissão – em sua lista e no Catecismo – do segundo mandamento bíblico, que proíbe a adoração de ídolos (nesta época de consumismo, esse mandamento também daria uma boa aplicação, não acha?); (3) por causa dessa omissão, o quarto mandamento em sua lista vira o terceiro e prescreve a guarda do domingo, ao passo que o mandamento bíblico diz: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra...”; além disso, você focaliza apenas o aspecto do trabalho e do descanso, no entanto, o mandamento do sábado tem que ver também com adoração, já que aponta para Deus como o Criador; (4) para que sua lista e o Catecismo não ficassem com nove mandamentos, por causa da omissão do segundo, o 10º mandamento foi dividido em dois.

O sábio Salomão escreveu, em Eclesiastes 3:14: “Sei que tudo quanto Deus faz [os Dez Mandamentos, inclusive] durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar.” João vai na mesma direção ao chamar atenção para a seriedade do ato de adulterar a Bíblia (Apocalipse 22:18). E o Dr. Lucas registrou em Atos 5:29: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.”

No mais, quero parabenizá-los pelas matérias relevantes que têm publicado e pela qualidade gráfica da revista.

Michelson Borges
Jornalista e editor do blog www.criacionismo.com.br

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Exoplanetas na contramão podem derrubar teoria

Uma descoberta do Observatório de Genebra pode colocar por terra a teoria planetária dominante, segundo a qual os planetas sempre orbitam em torno de seu sol na mesma direção, em rotação similar à da própria estrela. A reviravolta surgiu com o estudo de novos planetas que estão fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas, afirmaram astrônomos. A nova concepção se baseia na descoberta de nove exoplanetas – já foram descobertos 452 desde que o primeiro fora anunciado, em 1995. No entanto, esses últimos são especialmente úteis, pois não foram descobertos pelo cálculo da atração gravitacional que sofrem do sol, mas porque passaram diretamente na frente do sol. Uma equipe do Observatório de Genebra concluiu que seis dos 27 exoplanetas por ela estudados orbitavam na direção oposta à de sua estrela quente. A descoberta será anunciada em um encontro da Royal Astronomical Society, em Glasgow, nesta semana.

(Zero Hora) e (Criacionismo)

Nota: Segundo matéria do site Inovação Tecnológica, "a teoria atual de formação dos planetas propõe que os planetas nascem de um disco de gás e poeira que circunda uma estrela jovem. Como esse disco protoplanetário gira na mesma direção da estrela, a teoria resultava em que os planetas formados a partir desse disco orbitariam, mais ou menos, no mesmo plano e se moveriam ao longo das suas órbitas na mesma direção que a rotação da estrela. Essa é cara do nosso Sistema Solar. Como somente há poucos anos os cientistas começaram a descobrir planetas orbitando outras estrelas, não é de estranhar que a teoria que tentava explicar a formação de todos os planetas resulte em sistemas planetários exatamente iguais ao nosso - o único observado até então". Assim avança a ciência e é assim que ocorrem as "revoluções científicas" (Kuhn). À medida que novos e mais precisos dados são coletados e analisados, se essas evidências contradisserem a teoria vigente, ela terá que ser revista ou mesmo descartada. Isso poderá acontecer com a teoria sobre as origem planetária. Com tantas evidências a favor do design inteligente da vida, isso também deveria acarretar numa revisão daquela teoria que tem o tempo e o acaso como molas-mestras.[MB]

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Em busca do essencial

Sábado, enquanto participava como palestrante no quarto dia do 15º Seminário de Administração, Contabilidade, Informática e Recursos Humanos da União Sul-Brasileira (USB) da Igreja Adventista do Sétimo Dia, fiquei maravilhado com o encadeamento não combinado dos temas de estudo, a começar pelo texto da Meditação Diária daquele dia. O pastor Rubem Scheffel escreveu (no ano passado) que “nos dias finais em que vivemos, chegamos a ficar surpresos quando nos deparamos com uma boa notícia nos jornais ou na televisão. Só se ouve falar de acidentes, homicídios, sequestros, atentados terroristas, enchentes, desabrigados e toda sorte de calamidades, tanto em nosso país como no estrangeiro”. Depois, como jornalista que é, avaliou: “Para a imprensa secular, a má notícia é que é a boa. É a que faz manchete e vende. O povo de Deus, porém, não precisa se abeberar dessas cisternas rotas. Não precisa e não deve ouvir programas de rádio ou televisão em que homicídios, assaltos e outras ocorrências violentas são dramatizadas com sensacionalismo e até com ironia, procurando tornar a tragédia ‘engraçada’. Não precisa e não deve ler jornais que destilam sangue e exploram o que há de pior na sociedade.”

E concluiu: “Há mais de cem anos, quando a situação do mundo era provavelmente cem vezes melhor do que a de hoje, Ellen White [aconselhou]: ‘Quando os jornais chegam em casa, quase desejo escondê-los, para que as coisas ridículas e sensacionais [sensasionalismo] não sejam vistas. [...] Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus devem tornar-se néscios no pecaminoso conhecimento deste século, para serem sábios. Devem fechar os olhos, para não verem nem aprenderem o mal. Devem fechar os ouvidos, para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamentos e de ação’ (O Lar Adventista, p. 404).”

Depois de meditar nesse texto, fui para o auditório me unir aos mais de 200 participantes do evento. Apresentei palestra sobre escolhas – escolher entre o essencial e o bom. Chamei atenção para o texto de Ellen White e testemunhei da experiência que vivo em meu lar. Desde que nossas filhas nasceram, minha esposa e eu decidimos não mais assistir a telejornais (praticamente os únicos programas de TV que ainda assistíamos). Nossas meninas terão bastante tempo para saber que este mundo não presta. Quando chego em casa, no fim da tarde, brincamos, lanchamos juntos, cada um toma seu banho e conversamos sobre o dia. A essas alturas, já passa das 20h e fazemos o culto familiar. As meninas gostam de cantar bastante. Depois oramos e lemos a Bíblia Ilustrada Para a Família (da CPB). Quando concluímos o culto, já é ora de dormir. Acredite-me: essa boa rotina faz toda a diferença na vida familiar. O dia termina em paz, sem o eco das notícias carregadas de sangue e violência que tiram a paz de qualquer um cuja mente ainda não esteja amortecida pela constante exposição a esse tipo de conteúdo. (Sinceramente, não consigo entender as pessoas que se deleitam em assistir programas que vivem de mostrar as mazelas, engarrafamentos das grandes cidades e crimes de toda espécie. O que elas ganham com isso? Que relevância têm essas informações, esse espetáculo macabro?)

Em minha palestra lá em Santa Catarina, procurei avançar um passo além. Imaginando que os líderes que me ouviam já tinham consciência de que não devemos ficar ciscando no lixo midiático, procurei deixar claro que, embora também existam coisas relevantes que são exibidas em alguns (poucos) programas de TV, elas não devem competir com o essencial. Mas o que é esse essencial? Já chego lá.

Depois da minha palestra, o presidente da USB, pastor Marlinton Lopes, e os presidentes das sedes administrativas da Região Sul nos ajudaram a recapitular a lição da Escola Sabatina. O tema: escolhas. Parecia tudo combinado mesmo (se a lição não fosse preparada anos antes de ser traduzida e publicada em cada país). Mas teve mais: o pastor Odaílson Fonseca, diretor da TV Novo Tempo, também falou sobre... escolhas.

À tarde, apresentei outra palestra sobre como devemos nos relacionar com os meios de comunicação, e levei os participantes a pensar na seguinte citação de Viktor Frankl, ex-professor de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Viena: “Vivemos numa sociedade de superabundância; essa superabundância não é somente de bens materiais, mas também de informações, uma explosão de informações. Cada vez mais livros e revistas se empilham sobre as nossas escrivaninhas. Vivemos numa enxurrada de estímulos sensoriais, não somente sexuais. Se o ser humano quiser subsistir ante essa enxurrada de estímulos trazida pelos meios de comunicação de massa, ele precisa saber o que é e o que não é importante, o que é e o que não é essencial, em uma palavra: o que tem sentido e o que não tem” (A Presença Ignorada de Deus, p. 70).

E o que é essencial, afinal? Paulo nos dá a dica: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Colossenses 3:2). As "coisas do alto" são o essencial e merecem o melhor de nosso tempo e dedicação. Deus, a família e os valores eternos – isso é o que realmente importa e estará conosco para sempre.

Michelson Borges

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Não percamos o foco

De vez em quando, recebo e-mails de pessoas e grupos dissidentes que vivem de apontar os alegados erros da igreja. Há erros? Bem, quando nos lembramos de que a igreja somos nós e que somos imperfeitos e pecadores, a resposta é óbvia. Somente Deus, o Senhor/cabeça da igreja, é perfeito. Tudo que tem a mão humana leva o carimbo da imperfeição, por melhores que sejam as intenções do que se faz. Deus, que é misericordioso e zeloso, é quem acaba por consertar as coisas e potencializar os esforços feitos com oração. E quanto às más intenções? Não duvido que existam. Isso também existiu entre os discípulos (e mesmo no Céu!), como ilustra a trágica história de Judas. Mas não foi empecilho para o avanço da causa do Mestre. Invariavelmente, os mal-intencionados, quando não se arrependem, acabam naufragando – como também naufragam os dissidentes.

Quando me perguntam por que não me envolvo em debates com os críticos da nossa fé, respondo com Neemias 6:3: “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer [do muro em construção], por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” Não me entenda mal. Não considero minha obra maior que a de qualquer outro cristão. Na verdade, grande é a obra, não o obreiro. A pregação do evangelho e a salvação dos perdidos é a maior obra que já foi confiada a mortais. Enquanto alguns ficam preocupados em discutir o sexo dos anjos, detalhes sobre a Divindade e a identidade exata dos 144 mil, multidões perecem nas trevas por desconhecer o básico da fé cristã. É plano do diabo dividir para conquistar. Quando vamos acordar para isso?

Aos dissidentes digo apenas que sei exatamente por que abracei o adventismo há quase duas décadas. Sei o que isso me custou e afirmo que desse caminho (traçado por Jesus) não abro mão. A verdade bíblica esposada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, a qual tenho estudado ao longo destes anos todos, é suficientemente cristalina e embasada no “assim diz o Senhor”. Portanto, deixar o “barco” é arriscar a vida por afogamento nas agitadas águas do engano e do espírito de dissidência que não provém do Deus da paz.

Aos membros e líderes da igreja (entre os quais me incluo), apelo para que busquemos o reavivamento e façamos uma reforma de vida. Nossa conformidade com as normas "mundanas" também tem gerado críticas.

A certeza transmitida pelos textos a seguir, escritos por Ellen White, deve nos motivar a prosseguir, sem perder o foco de nossa missão:

“A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 355).

“Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 362).

“Jesus amou a igreja, e por ela Se deu a Si próprio, e Ele a há de aperfeiçoar, refinar, enobrecer e elevar, de maneira que fique firme em meio das corruptoras influências deste mundo” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 356).

“Como o Capitão do exército do Senhor derribou os muros de Jericó, assim triunfará o povo que guarda os mandamentos do Senhor e serão derrotados todos os elementos oponentes” (Eventos Finais, p. 47).

“Não necessitamos duvidar nem temer de que a obra não avançará. Deus está à frente [...] e porá tudo em ordem. [...] Tenhamos fé de que o Senhor guiará com segurança ao porto a nobre embarcação que conduz Seu povo” (Review and Herald, 20 de setembro de 1892).

“Embora existam males na igreja e tenham de existir até o fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 355).

“Quando alguém se afasta do corpo organizado do povo que observa os mandamentos de Deus, quando começa a pesar a Igreja em suas balanças humanas e a acusá-la, podeis saber que Deus não o está dirigindo. Ele se encontra no caminho errado” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 18).

Michelson Borges

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Como falar de criacionismo

Para muita gente, criacionismo não passa de religião. Outros consideram que Deus não existe. Assim, o criacionismo seria uma ilusão. Teriam eles razão? Primeiramente, é interessante mostrar para o cético o que é o verdadeiro ceticismo. Não considero o ceticismo uma coisa totalmente negativa. Um dos doze discípulos era ligeiramente cético e Jesus não o repreendeu por isso. Esse era Tomé. Ele buscava experimentar por si mesmo aquilo que os outros falavam. A melhor forma de apresentar o criacionismo é convidar o cético a ser cético de verdade; questionar tudo e buscar evidências que sejam sólidas para sua cosmovisão. O criacionista tem bastantes evidências para apresentar: atualmente muitas descobertas da biologia molecular apontam para o design inteligente da vida. A arqueologia bíblica está aí ajudando a desencavar o pano de fundo histórico das Escrituras. Então, mostre os fatos e deixe que os céticos tirem suas próprias conclusões. [Leia mais]

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Terremoto na China deixa cerca de 400 mortos

Cerca de 400 pessoas morreram e 10 mil ficaram feridas no terremoto de 7,1 graus de magnitude que atingiu nesta quarta-feira a remota província de Qinghai, no noroeste da China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. O terremoto atingiu a região montanhosa, próxima à fronteira com o Tibete, de manhã cedo, hora local, quando muitas vítimas estavam em casa. Segundo a mídia chinesa, autoridades do condado de Yushu, uma área próxima ao epicentro, disseram que mais de 85% dos prédios da região foram derrubados pelo tremor. O epicentro atingiu o vilarejo de Rima. Segundo as autoridades locais, trata-se de uma região de pastos, com baixa densidade populacional, a 50 quilômetros de Jiegu, onde fica o governo de Yushu.

As autoridades chinesas enviaram tropas e equipes de resgate para a área, mas segundo o correspondente da BBC em Pequim, Damian Grammaticas, o trabalho será difícil, já que a região é muito remota e não conta com nenhum aeroporto nos arredores.

Um morador da região disse à agência de notícias Reuters que ainda há pessoas presas sob os escombros. Os moradores e funcionários da autoridade local tentam ajudar os soterrados. [...]

Há dois anos, em maio de 2008, a província chinesa de Sichuan sofreu um forte terremoto, que causou a morte de 87 mil pessoas. [...]

(BBC Brasil) e (Criacionismo)

Nota: Terremotos têm ocorrido em quase todos os continentes neste começo de ano. Mas os cientistas céticos continuarão insistindo na tese de que é tudo normal...[MB]

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Como Jesus foi crucificado?

Não é exagero afirmar que a cruz é o alicerce do cristianismo. Instrumento dantesco na mão dos romanos, utilizado como pena capital contra escravos e revoltosos, ela ganhou contornos de altruísmo por volta das 15h da Sexta-feira da Paixão do ano 30, quando Jesus de Nazaré teria morrido pendurado em duas estacas de oliveiras nodosas em forma de “t”. Seus discípulos não estariam ao pé do calvário. Mas as primeiras linhas escritas pelos quatro evangelistas para perpetuar os ensinamentos desse homem que cresceu na Galileia relatavam justamente os episódios de sua Paixão e morte. Não é de se estranhar, portanto, que, quase dois mil anos depois, a iconografia símbolo do cristianismo esteja apoiada na figura de um Jesus magro e frágil, com barba, pouca roupa, coroa de espinhos e preso a uma cruz pelas palmas das mãos e peitos dos pés. Mas essa imagem de Cristo no ato de seu suplício estaria fiel à história? “Não”, opina o especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém Rodrigo Pereira da Silva. “Acredito na hipótese de que Jesus tenha sido crucificado sentado, apoiado em uma madeira que existia na cruz abaixo de seu quadril, com as pernas dobradas para a direita, nu e sem a coroa de espinhos”, diz.

Professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Silva faz essa afirmação baseado, principalmente, em pistas deixadas pelos textos bíblicos e pela literatura romana. O acesso a especulações sobre a real posição de Jesus na cruz tem sido cada vez mais possível graças a algumas obras escritas por especialistas em religião do Oriente Médio. Lançadas recentemente, elas trazem a discussão em torno dessa questão, difundida no meio acadêmico, para perto do grande público.

Em Os Últimos Dias de Jesus – a Evidência Arqueológica (Ed. Landscape), o arqueólogo Shimon Gibson, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), escreve que, “para prolongar a agonia e o momento da morte, os romanos posicionavam a vítima em uma espécie de assento de madeira, ou suporte de forquilha, na metade inferior da cruz”. Havia um motivo. Sem essa espécie de apoio, o corpo tombaria e a morte por asfixia ocorreria mais rapidamente. A intenção, portanto, era dar à vítima a possibilidade de ela respirar para que tivesse uma sobrevida e sofresse por mais tempo antes da morte.

“A pessoa morre mais lentamente por asfixia dolorosa, porque os músculos do diafragma vão parando de funcionar até que ela deixe de respirar”, explica John Dominic Crossan, professor de estudos bíblicos da Universidade DePaul (EUA), no livro Em Busca de Jesus (Ed. Paulinas). Esse tipo de assento é descrito, ainda, pelo historiador espanhol Joaquín Gonzalez Echegaray, do Instituto Bíblico e Arqueo­lógico de Jerusalém, em Arqueología y Evangelios (Ed. Verbo Divino), como uma espécie de “conforto” com objetivo cruel.

Detalhes de como os braços e as pernas de Cristo foram posicionados não são fornecidos pelos evangelistas. “Os soldados romanos, que teriam o que falar, não tinham interesse. E os discípulos, que deveriam escrever, não tinham os dados”, diz Pedro Lima Vasconcellos, professor de pós-graduação de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. As pistas, então, são fornecidas pela ciência.

Em 1968, uma ossada de um homem que viveu no século I foi encontrada em Jerusalém. Sua cartilagem próxima ao calcanhar direito apresentava um prego de ferro de 11,5 cm de comprimento preso a uma madeira. É a única vítima de crucificação descoberta por arqueólogos até hoje. “Se trabalharmos com a hipótese de que um único prego estaria atravessando os dois pés, pela forma como a ossada foi encontrada, as pernas estariam flexionadas para a direita”, diz Silva, da Unasp. Segundo o historiador André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o que há de histórico no relato da Paixão de Cristo são a prisão e a crucificação. “O que ocorreu no meio e depois são relatos teológicos que passam pelo exercício da fé”, diz ele. “Se ele morreu pregado ou amarrado, estendido ou sentado são detalhes para aumentar ou diminuir a dramaticidade.”

Milhares de crucificações foram patrocinadas pelos romanos. A de Jesus foi a única que se perpetuou. Como pode um herói morrer de uma forma tão humilhante e seu nome viajar por gerações? Para a ciência, ele ainda é um quebra-cabeça com muitas peças desaparecidas. Mas não há mistério em um ponto: ele deu novo significado à cruz, hoje objeto de salvação e conforto espiritual, não de tormento.

Com base em descobertas arqueológicas, escritos dos evangelistas e na literatura romana, especialistas sugerem como Jesus teria passado as últimas três horas de vida na Terra


(IstoÉ)

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Saga Crepúsculo entra para lista de livros proibidos

A saga Crepúsculo acaba de entrar em um novo ranking que não é o dos mais vendidos. Agora, o best-seller da escritora [mórmon] Stephanie Meyer faz parte de uma espécie de "lista de livros proibidos" divulgada nesta quarta-feira pela Associação Americana de Bibliotecas (ALA, na sigla em inglês). O motivo? Histórias sobrenaturais e de conteúdo sexual - alega a entidade. Crepúsculo ficou em 5º lugar na lista de "livros desafiadores" deste ano. De acordo com a ALA, o critério para inclusão no ranking é que a obra tenha sido alvo de reclamações formais e escritas de alguma biblioteca ou escola pedindo que o material fosse removido por causa de conteúdo ou "decência".

"Histórias de vampiros têm sido alvo por anos e os livros de Crepúsculo são tão populares que muitas das preocupações que as pessoas já tiveram sobre vampiros se voltam para os livros", disse a diretora da associação Office for Intellectual Freedom, Barbara Jones, segundo informações da agência Associated Press.

Ao entrar para o ranking, Crepúsculo se equipara a clássicos como O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Sallinger. Apesar de escrito em 1951, o livro ainda consta na lista, devido sobretudo a linguagem e ao tal conteúdo sexual.

Um título, no entanto, fez falta no "Índex americano". Harry Potter, que por anos tem sido criticado por trazer histórias de bruxaria, não aparece mais entre os dez livros mais "desafiadores". Mais uma evidência de que o posto de autora teen da vez já não é mais de J.K. Rowling.

(Veja) e (Criacionismo)


Nota: Se esses livros (de Rowling e Meyer) têm sido considerados nocivos por associações preocupadas com a linguagem e o conteúdo das obras, como deveriam ser considerados por cristãos preocupados com a vida eterna e que sabem que seu tempo é precioso para ser desperdiçado com conteúdos duvidosos e fúteis?[MB]

Leia também: "As 20 lições que as garotas aprendem com Crepúsculo" e "A nova onda de vampirismo"

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Extraterrestres existem?

Essa pergunta tem sido feita por muitas pessoas ao longo dos anos. Especialmente em nossos dias, o assunto OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) tem ocupado lugar de destaque nos meios de comunicação. Diversos filmes foram produzidos nas últimas décadas, relacionados ao assunto: ET, Arquivo X, Contatos Imediatos, Independence Day, são alguns exemplos. Pode-se dizer que isso evidencia a carência da humanidade, em sua busca desorientada pelo transcendental. Afinal, muitos já perceberam que a solução para os problemas humanos não está nas mãos do homem.

Como existe muito preconceito por parte das pessoas ditas científicas e racionais, a Bíblia é descartada como fonte de informações. E a própria ciência tem se mostrado limitada frente a muitas questões com as quais as pessoas se deparam freqüentemente.

Essa situação de impasse - limitação da ciência e rejeição das Escrituras - foi muito bem aproveitada pelo espiritualismo e pelo esoterismo. Os próprios OVNIs têm sido interpretados como manifestações espirituais extraterrestres, pois as ditas naves (ou discos voadores) realizam movimentos no céu que extrapolam as leis da física (como "curvas" de 90 graus a altíssimas velocidades).

Mas o que, afinal, a Bíblia tem a dizer sobre o assunto? Extraterrestres existem ou não?

1. A Divindade. Gênesis 1:1 afirma que Deus criou o mundo "no princípio", logo, Deus não pertence a este mundo. O mesmo é dito de Jesus Cristo, em Hebreus 1:2. A Trindade, portanto, é apresentada pelas Escrituras como eterna, sem princípio nem fim (João 1:1), e não está incluída entre as inteligências criadas. A localização do trono de Deus no Universo é muito indefinida, e é referida apenas como "Céu", ou "Terceiro Céu" (ver 2 Coríntios 12:2).

A comunicação da Divindade com os seres humanos tem sido abundante ao longo da História, bem como Suas visitas à Terra. De modo mais efetivo, Jesus é a suprema revelação de Deus (ver Mateus 1:23).

2. Os anjos. Hebreus 1:14 informa que os anjos são "espíritos ministradores". Os anjos existiam, sem dúvida, antes de os seres humanos serem criados (ver Jó 38:7).

O próprio Lúcifer pertencia a essa categoria antes de ter se rebelado, no Céu, sendo expulso para a Terra (Apocalipse 12:7-9). Em Gênesis 3:24 é dito que anjos foram encarregados de cuidar da entrada do Jardim do Éden, após a queda.

Fica claro, então, que os anjos não são "almas" de humanos mortos, pois são mencionados pela Bíblia antes mesmo de ter havido a primeira morte.

Como Lúcifer e um terço dos anjos foram lançados na Terra, este planeta é o único lugar no Universo em que existem duas categorias de seres criados, que estão em rebelião contra seu Criador.

Logo, este é o único planeta no qual existe a morte, e isso é fundamental para se entender as diferenças entre a concepção bíblica de ETs e a concepção corrente no mundo.

3. Outros seres extraterrestres. Além da Divindade e dos anjos, a Bíblia ainda menciona outros seres que não pertencem ao nosso planeta. Em Jó 1:6 e 7 e 2:1 lemos: "Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela."

O lugar de reunião não era a Terra, pois Satanás vinha de lá, e seres humanos não têm acesso ao Céu. Então, quem eram os filhos de Deus mencionados no verso 6? A primeira carta aos coríntios (4:9) diz que os seguidores de Cristo se tornaram "espetáculo ao Universo, tanto a anjos, como a homens", e Efésios 3:15 diz que "toda a família, tanto no Céu como sobre a Terra", tomam o nome do Pai. Hebreus 11:3 diz que "os mundos" foram criados pela palavra de Deus.

Os textos a seguir, da escritora Ellen G. White, fornecem mais detalhes sobre o assunto: "[Deus] conta as estrelas, Ele que criou os mundos - entre os quais esta Terra é apenas um grão de pó, e quase não se notaria sua ausência dentre os numerosos mundos" (In Heavenly Places, p. 40).

"Deus tem mundos inumeráveis que são obedientes a Suas leis, e que se conduzem de acordo com Sua glória" (The Faith I Live By, p. 61).

"O resultado da luta [entre Cristo e Satanás] teve uma implicação no futuro de todos os mundos, e cada passo que tomou Cristo na senda da humilhação foi observado por eles com o mais profundo interesse" (Advent Review and Sabbath Herald, março de 1901).

Portanto, existem ETs, sim. Mas do ponto de vista bíblico não podemos considerar os ditos OVNs como veículos de inteligências extraterrestres por várias razões:

1. Sua existência real não foi comprovada.

2. Os "extraterrestres bíblicos" possuem meios de transporte muito mais eficicazes e avançados que os "discos voadores" (ver Daniel 9:20-23).

3. O pecado não alcançou os outros mundos, logo, a morte, a destruição, as violações, os sequestros, as crueldades e as conquistas atribuídos aos ETs não combinam com a descrição bíblica dos anjos e outros seres perfeitos.

Mas é bom é saber que a ovelha perdida da parábola de Mateus 18:12 também pode representar nosso mundo perdido. Se Deus foi capaz de deixar tudo para vir morrer neste que é um dos menores planetas, um "grão de pó", como escreveu Ellen White, isso deixa claro o quanto Ele nos ama.

Michelson Borges

(Outras Leituras)

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Entre a fé e o mito

Vez ou outra o Santo Sudário, mortalha identificada por alguns como o pano que cobriu Jesus após sua morte, é pautado pela imprensa, especialmente em datas de interesse cristão, como a Páscoa. Por isso, na semana passada, diversas matérias sobre a reconstituição do rosto do defunto envolto na relíquia ganharam destaque, dentre elas uma veiculada no Fantástico do último domingo. Para saber um pouco mais sobre o que há de concreto e sensacionalista nessa discussão, conversei com o professor Rodrigo Silva, doutor em Novo Testamento, especialista em Arqueologia Bíblica pela Universidade Hebraica de Jerusalém e curador do Museu Paulo Bork do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), onde também leciona no curso de Teologia. Ele, que apresenta o programa Evidências da TV Novo Tempo, explica por que é cético em relação ao sudário e se a imagem imortalizada que temos de Jesus tem respaldo histórico.

1) Apesar de a autenticidade do Santo Sudário já ter sido seriamente questionada, por que a relíquia é pauta recorrente?

O que temos são modismos sensacionalistas. Por exemplo, quando em 1980 três laboratórios mostraram, a partir do teste de carbono 14, que o pano era da Idade Média, o descrédito veio a tona na mídia. Em 2005, quando a Igreja Católica declarou que o pano submetido a exame, por engano, fora apenas um remendo feito no sudário por freiras na Idade Média, a questão voltou ao noticiário. A seguir, em 2009, quando um sudário autêntico do primeiro século foi encontrado numa tumba em Jerusalém, a comparação com o sudário de Turim novamente lançou dúvidas sobre o assunto. Mas, vale lembrar que, a veracidade do sudário não foi o tema da matéria do Fantástico e sim a reconstituição do rosto do suposto morto envolvido no pano.

2) O senhor se considera um crítico ou no mínimo um desconfiado em relação à mortalha. Por quê?

Apesar de crer na ressurreição literal de Jesus, não aprecio a fabricação de argumentos para consubstanciar minha fé. A legitimidade ou não do Santo Sudário, não me faz mais nem menos crente acerca da historicidade da ressurreição. Além disso, as investigações sobre a peça ficaram restritas a Igreja Católica, o que dificulta a credibilidade da pesquisa. Mesmo assim, o grupo que investigou um pedaço do pano, sob a tutela da Igreja, teve resultados muito contraditórios, sem contar os outros três laboratórios que dataram a "relíquia" como pertencendo à Idade Média. Logo, do ponto de vista científico ou acadêmico há muito pouco o que dizer sobre um objeto que não está disponível para investigação.

3) E o que de concreto pode haver contra a autenticidade do sudário?

Alguns fatores, entre eles, a não comprovação de que o sangue contido no pano seja humano. E ainda que seja de um homem, intriga porque o sangue fresco em contato com o lençol deixaria um borrão e não a marca de um tênue escorrimento. Em segundo lugar, se o corpo de Jesus foi levado envolto no lençol desde a cruz até o túmulo, a caminhada apressada dos discípulos provocaria marcas de transporte no tecido. Essas marcas não existem. Em terceiro lugar, a Bíblia, no texto de João 19:38 a 20:7, menciona que Jesus foi envolto em "lençóis", no plural. E indica também que um dos panos estaria envolvendo apenas a cabeça. Essa descrição contraria a teoria do sudário, por ser uma peça única.

4) E quanto à posição do corpo?

As mãos do defunto sobre a pélvis é no mínimo suspeita. Segundo o costume judeu, os corpos tinham os braços estendidos do lado do corpo ou ajeitados junto ao dorso (a cabeça também era virada para um dos lados). No caso do sudário, as mãos foram delicadamente colocadas sobre o baixo-ventre, como se estivesse cobrindo a nudez do defunto, imagem que parece evocar o puritanismo artístico-medieval. Outra suspeita é a suposta moeda romana vista nos olhos do corpo, demonstrando mais uma prática da Idade Média do que dos tempos do Novo Testamento. E por fim, chamo atenção para o silêncio da Bíblia em relação ao sudário. Se ele fosse autêntico teria sido mencionado pelos discípulos ou críticos de Jesus.

5) No decorrer dos séculos, a figura de um homem alto, com barba e cabelos longos foi praticamente imortalizada como a imagem de Jesus. É possível precisar quando Cristo começou a ser retratado dessa forma e por quê?

Até o início do quinto século praticamente não havia representações artísticas da cruz e da crucificação. Os primeiros cristãos pareciam pouco inclinados a destacar visualmente a morte humilhante do filho de Deus, preferindo retratá-lo em vida como amigo, senhor e protetor. Mas é no período bizantino que se começa a explorar mais as feições faciais de Cristo, de um Jesus com barbas e cabelos longos. Porém, segundo Irineu de Lion, um escritor da Igreja Cristã que viveu no 2º século depois de Cristo, ou seja, muito mais próximo das fontes apostólicas, as descrições feitas em sua época sobre Jesus eram completamente equivocadas. Santo Agostinho de Hipona, por sua, escreveu no começo do 5º século que ignorava completamente as descrições artísticas feitas de Jesus. Talvez, sua fala fosse uma condenação a riqueza e ostentação manifestadas por um cristianismo que dava as mãos para o império romano e se distanciava cada vez mais da simplicidade dos primeiros seguidores de Cristo.

6) O que a Bíblia e os escritos dos primeiros cristãos dizem sobre a aparência física de Jesus?

Na Bíblia, não encontramos um “retrato falado de Jesus”, porém, se aliarmos sua leitura às informações arqueológicas disponíveis, é possível encontrar ali poucas, porém, razoáveis possibilidades. Inquestionavelmente ele era um semita, e como os povos que habitavam ao sul do Mediterrâneo, deveria se distinguir dos gregos e romanos pela cor azeitonada da pele, olhos negros, cabelo escuro, nariz arqueado e estatura mediana. Pelo trabalho pesado que exercia como carpinteiro (não de móveis, mas no corte de pedras e de madeiras para a construção de casas), e por conseguir carregar a cruz por um bom trajeto, Ele deveria ter um físico musculoso.

7) Há poucos anos, uma pesquisa feita com base no crânio de um judeu do primeiro século sugeriu uma face morena e mais arredondada para Cristo, bem distinta da tradicional. Seria essa mais próxima da real? Veja o vídeo sobre a pesquisa.

O próprio professor Richard Neave, da Universidade de Manchester, que comandou a pesquisa, admitiu que essa tentativa forense também tem suas limitações. Questões como cor da pele e dos olhos, forma e tamanho do cabelo e certas cartilagens exteriores são fruto exclusivo da imaginação do especialista, o que torna o resultado parcialmente artístico e não 100% científico como se supõe. Ademais, Neave usou o crânio de um judeu e não faria sentido pensar que todos os contemporâneos de Jesus eram parecidos.

Por Wendel Lima

Para saber +
DVD Evidências, volumes 1 e 2, com 16 programas cada
Livro Escavando a verdade, do Dr. Rodrigo Silva (CPB)

(Conexão JA)

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Escolhas: boas e más

(adaptado do texto do Prof. Sikberto Marks)

"Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" (Salmo 119:11)

O que são escolhas boas, e o que são escolhas más?

Antes de tudo cuidado, pois se focar o imediato, aquilo que acontece logo após a escolha, pode errar no julgamento sobre se uma escolha foi boa ou se foi má. Por exemplo, se escolher ir ao cinema ver um filme de ação, lá dentro talvez se sinta entretido, com a sua mente absorta pelas cenas. Mas depois essas cenas passarão a fazer parte de seu processo decisório, e lhe dominarão durante o restante de sua vida. Muitas vezes nem percebemos os efeitos nefastos de uma decisão errada. Outras vezes só conhecemos esses efeitos ao longo dos anos, e em certos casos só no final da vida. Por exemplo, comer muita carne, mais para o final da vida revelará entupimento de artérias, com alto risco de enfarte e outras consequências ruins. Então essas pessoas precisam viver tomando medicamento todos os dias, ou morrem. Todos sabem que a carne faz mal, mas poucos se importam com isso, e muitas pessoas, nem mesmo quando se vêem à beira de algum colapso, deixam de arriscar, continuando a comê-la em grande quantidade, até na janta. São escolhas e suas consequências. Uma sucessão de más escolhas gera o hábito de sempre fazer tais escolhas. A pessoa adquire gosto por elas. Assim como uma sucessão de boas escolhas gera o hábito de fazer essas escolhas sempre. Mas, em razão de nossa natureza pecadora, temos a tendência bem forte de mais facilmente formarmos maus hábitos.

Como, então, formar bons hábitos e reverter a tendência de pecar para uma sucessão de decisões construtivas? A Bíblia responde. No Salmo 119:11 orienta que devemos guardar no coração (mente) as palavras de DEUS [a Lei de Deus], para não pecar contra Ele. Isso quer dizer o quê? Fácil, tendo o conhecimento de DEUS (a Bíblia) em nossa mente, esta se encherá desse conhecimento, e por meio dele teremos bem maior facilidade de obedecê-Lo. Sabe que obedecer a DEUS não é seguir supostas ordens dEle o tempo todo, e sim, viver segundo os princípios de liberdade que Ele estabeleceu, para vivermos felizes. A vontade de DEUS é ótima para os seres humanos, pois Ele gosta de nós, nos ama!
.
Em Filipenses 4:8 há uma lista em que devemos pousar nossos pensamentos. Em tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, e ainda, se nisso há louvor (se enaltece e honra a DEUS), isso deve ocupar os nossos pensamentos. Agora reflita um pouco. A pessoa que segue essa simples orientação, ela ao longo do tempo vai ou não vai experimentar mudança para melhor em sua vida? É evidente que com uma pessoa assim o ESPÍRITO SANTO estará colaborando. Portanto, as suas escolhas irão sempre melhorar.

Em Colossenses 3:2 diz que devemos pensar nas coisas do alto, não nas que são daqui da terra. Que conselho perfeito. Se nossos pensamentos se demorarem nas coisas do Céu, imagina se há condições de fazermos escolhas erradas! Só mesmo por falha humana, e ainda assim, estas falhas irão diminuindo ao longo do tempo, com a santificação da vida da pessoa.
Em Isaías 31:21 está o grande verso para nos orientar a tomar decisões corretas. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra dizendo: Este é o caminho, andai por ele”. Esse é o ESPÍRITO SANTO orientando a cada momento o que é uma decisão boa e o que é uma decisão má. Nós devemos aprender a sentir essa palavra dita por Ele. Para isto devemos, evidentemente, fazer a reforma da saúde [nos alimentarmos de acordo com os princípios bíblicos de saúde], pois assim nossos neurônios entenderão melhor essa sutil orientação. Devemos também ter forte desejo de sermos transformados para seres santos, separados desse mundo.

Nesses casos, seres humildes sentirão, em seus pensamentos, essas orientações de DEUS sobre como devem se comportar.

REFLEXÃO: "Rios de águas correm dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei" (Salmo 119:136)

(Cristo Voltará) e (Meditando em Jesus)

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

O médico tinha razão

Ele era uma “máquina de trabalhar”. Permanecia em sua empresa várias horas por dia. Como empresário ansioso e hiperativo, fazia algum tempo que estava cansado e estressado. À noite, demorava para dormir, e durante o dia era dominado por sua obsessão por trabalho.
Portanto, era natural que suas forças estivessem minguadas e seu ânimo, abatido.
Então, ele decidiu consultar o médico.
– Eu me sinto cansado e abatido – ele disse ao médico. – Não consigo administrar meu trabalho como antes. E isso me perturba. Preciso recuperar minhas energias e meu entusiasmo.
Após escutar com atenção o relato do paciente, o médico lhe disse sem hesitar:
– Você está abusando de sua saúde. Precisa reduzir suas horas de trabalho. Separe um dia para descansar!
– Não posso fazer isso, doutor; minha fábrica não pode parar.
– Talvez sua fábrica não possa parar, mas você deve parar um pouco, se deseja sentir-se bem outra vez.
– Mas quando? Em que dia? – o homem perguntou, intrigado.
– Um dia inteiro por semana – respondeu o médico. – Descanse no dia que Deus estabeleceu para o repouso semanal, e logo veremos os resultados…
Meio desconfiado, o homem fez o teste. E, para sua surpresa, em poucas semanas seu estresse diminuiu e ele recuperou o ânimo. O médico que ele havia consultado era um bom cristão e não havia feito mais do que receitar ao paciente um antigo preceito divino de trabalhar seis dias por semana e descansar no sétimo, ou seja, no sábado (Êxodo 20:8-11).
Bem-estar – O ciclo semanal de sete dias é um verdadeiro ordenador da vida. Ele nos move à ação do trabalho digno e proveitoso. Mas, por sua vez, nos reserva o sétimo dia da semana para o descanso físico, emocional e espiritual de que tanto necessitamos para combater nossas tensões e aliviar nossas cargas.
O ciclo semanal de sete dias é um ordenador da vida
Quem melhor do que nosso Criador para nos dizer como devemos viver? Se Ele estabeleceu um dia especial da semana para a recuperação de nossas forças é porque nesse dia existe uma importante fonte de bem-estar, paz e fortaleza para nossa vida.
Por isso, “abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 2:3). Em primeiro lugar, Deus “abençoou” o sétimo dia, o sábado, com uma bênção que não colocou sobre nenhum outro dia da semana; em seguida, o Criador “santificou” e tornou santo esse dia específico da semana; e, finalmente, o Senhor “descansou” naquele primeiro sábado, não porque estivesse cansado, mas para nos dar o exemplo.
Muitas pessoas se desgastam por causa de trabalho excessivo, preocupações e ambições. Os nervos estão à flor da pele, e até sua vida de relacionamento fica alterada. Qual é a necessidade básica dessas pessoas? Paz para seu coração atribulado, alegria para seu vazio interior e descanso para seu corpo fatigado. Esses três atributos – paz, alegria e descanso – são, em escala máxima, dons do Altíssimo.
Você sente que o estresse oprime sua mente, que o fardo da vida lhe causa agonia? Deus lhe diz: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (Isaías 41:10). Junto com essa encorajadora promessa de amor, o Criador nos relembra: “Tenho um presente de bênçãos e felicidade para sua vida. É o sábado, o dia de repouso que separei para você. Aceite-o e desfrute dele.”
O médico cristão de nosso relato inicial tinha razão: o descanso no verdadeiro dia do Senhor é uma grande bênção. Alivia o cansaço físico, promove paz interior, contribui para o equilíbrio mental e favorece o bom relacionamento familiar. Você percebe que o sábado é um dos maiores benefícios que Deus concedeu para nosso bem-estar integral?

por Enrique Chaij


(Esperança)

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Existe desígnio nas coisas criadas

“Só tu és Senhor; Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e Tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus Te adora” (Neemias 9:6).

A atividade docente é algo que me fascinou desde a meninice. Desde muito cedo, segundo minha mãe, eu dava indícios de que seguiria a carreira de professor, profissão que exerço com muito entusiasmo e dedicação, ao lado das atividades de pesquisa na instituição em que trabalho.

É incrível como que, seja após algum tempo de convivência com uma nova turma, ou mesmo após a leitura de vários trabalhos de um mesmo autor, se adquire prática em reconhecer o perfil característico de cada um, no tocante ao seu estilo particular de escrita. Isso acontece porque, dentre outros fatores, tudo aquilo que é fruto do intelecto carrega em si algum tipo de informação que é peculiar ou característica de quem o produziu. Esse tipo de informação característica é o que possibilita a um arqueólogo associar um fragmento de cerâmica, encontrado numa de suas escavações, a uma determinada civilização; permite ainda que o professor seja rigoroso com determinado aluno por este apresentar uma produção textual como sendo de sua própria autoria, mas que na verdade foi toda copiada de outra fonte (o que se conhece como plágio).

Se a natureza e o universo resultam de um intelecto como o poder e a mente criativa de Deus, espera-se encontrar no estudo das coisas que foram criadas informações peculiares e características dEle, conforme nos atesta o texto de Romanos 1:20.

No artigo “Disturbing implications of a cosmological constant”¹ (Implicações transtornantes de uma constante cosmológica), publicado na revista Journal of High Energy Physics, físicos (ateus!) da Universidade de Stanford e do MIT afirmam: “Um agente desconhecido interveio na história cósmica evolutiva [sic] por suas próprias razões.” Após analisarem cuidadosamente alguns fatos advindos da cosmologia, os cientistas chegaram à afirmação acima. Embora eles não façam nenhuma referência a Deus ou à criação, no referido artigo, é evidente que perceberam claramente que o universo é fruto de uma mente inteligente e encontraram informações características de um “agente desconhecido”, o qual, no Criacionismo Bíblico, trata-se do Deus Criador!

Para os interessados em se aprofundar nessas questões, no acervo da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) há um excelente artigo publicado na Folha Criacionista número 39, de autoria de Russel Arndts: “O Princípio Antrópico e o planejamento do universo.” Nesse artigo, o autor argumenta que o Princípio Antrópico,² evocado com frequência pelos evolucionistas mediante as incontestáveis evidências de propósito advindas do estudo do universo, é uma maneira filosófica de se rejeitar as características que apontam para a existência do Deus Criador. Esse artigo pode ser adquirido acessando-se o site da SCB (www.scb.org.br), ou, ainda, solicitando-o por meio do e-mail institucional (scb@scb.org.br).

(Tarcísio Vieira, biólogo e mestre em Química pela UNB)

1. Artigo disponível em: http://arxiv.org/abs/hep-th/0208013 (acesso em 07/03/2010).

2. Em Física e Cosmologia, o Princípio Antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único universo que podemos ver é o universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo. O Princípio Antrópico se divide em princípio antrópico forte e princípio antrópico fraco. O princípio antrópico forte afirma, em geral, que o universo se comportou de forma a se adaptar ao ser humano. O fraco diz que o universo se comportou de forma a surgir o homem, sem esse pleito pré-definido. Publicado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_antr%C3%B3pico. Página acessada em 05/04/2010.

(Criacionismo)

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domingo, 11 de abril de 2010

Cidade "pré-histórica" era bem moderna

Uma cidade pré-histórica foi descoberta na região da Síria. Ela se manteve intocada sob o chão por, aproximadamente, seis mil anos. Agora a cidade revela aos especialistas um pouco mais sobre a forma de vida das civilizações que viveram no Oriente Médio antes da invenção da roda. A cidade é chamada Tell Zeidan e estima-se que ela esteja intocada desde 4 mil a.C., precedendo as primeiras civilizações humanas conhecidas. De acordo com cientistas é um dos maiores sítios arqueológicos da cultura Ubaid, no noroeste da Mesopotâmia. Agora arqueólogos estudam o local, que está em uma área lamacenta e irrigada do rio Eufrates e atualmente pertence ao norte da Síria. Até agora, sabe-se que a economia da sociedade era baseada em fabricação de cobre e extração de obsidiana. Também havia classes economicamente superiores que usavam selos com “brasões” específicos para marcar seus produtos. Isso sustenta uma teoria que os arqueólogos já pregavam. As pessoas daquela região foram as primeiras a estabelecer divisões sociais baseadas em riqueza.

A localização da cidade também contribuiu para seu desenvolvimento. Ela estava localizada em uma rota de comércio que seguia o Rio Eufrates. Nesse período é que os especialistas supõem que tenha surgido a agricultura e os sistemas de irrigação.

Uma das descobertas mais incríveis é um selo de pedra vermelha com um desenho de cervo, usado para distinguir uma família.

Como o sítio arqueológico ainda tem potencial para mais descobertas, é possível que as pesquisas continuem naquela região por várias décadas.

(Hypescience) e (Criacionismo)

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Professora critica meu livro e me agride (2)

Para mim, ficar preocupado excessivamente com mensagens subliminares e não usar o discernimento para escolher os conteúdos explícitos da mídia, é como coar um mosquito e deixar passar um camelo. Como disse na última postagem sobre esse assunto, tenho sempre chamado atenção para isso em minhas palestras. Mas o fato de eu citar um estudioso (Flávio Calazans) que vem recentemente sendo desacreditado no meio acadêmico deu a uma comunicadora (graduada em publicidade em 2009) e professora o pretenso direito de considerar meu livro Nos Bastidores da Mídia um “lixo”, como se o Calazans fosse a única fonte a que me refiro e meu livro se limitasse a esse assunto.

O fato é que Flávio Calazans não inventou nada. Ele apenas ousou desafiar a academia com algo até então tratado como tabu, e, pelo que vi, se deu mal. Mas, quando o usei como uma de minhas fontes, ele ainda não havia “se dado mal”. Essa história de percepção acessível a todos não se comprova bem assim na prática, como me disse outro amigo que estuda semiótica em sua pós-graduação. Se todos fossem cuidadosos com o corpo e a mente, até se poderiam colocar num patamar mais elevado quanto a essa teoria. Mas, diga-se, é apenas uma teoria.

Em segundo plano, traço um relato geral da semiótica, pelo que estudei e consultei (amigos que estudam o assunto academicamente). Hoje, as principais correntes são a norte-americana (peirceana), a francesa (greimasiana/saussuriana) e a russa (de Lothman). Seus defensores se digladiam impiedosamente. Os mais flexíveis são os de Lothman. Os mais extremistas são os greimasianos, ou da semiótica discursiva, aqui no Brasil tratada mais como semionarrativa, na qual um dos meus amigos se insere. Os grandes centros são os cursos stricto-sensu de Comunicação e Semiótica da PUC-SP, em parceria com o Centro Nacional de Pesquisas Sociossemióticas de Paris e da Universidade de Limoges, e Universidades de Bolonha, Sapienza e Tor Vergata (Roma). Em Limoges, destaca-se Eric Landowski, o referencial mais importante da semiótica francesa; também na PUC-SP, destacam-se as outras duas correntes; o curso de Letras da USP carrega os três embriões, mas um pouco distantes das correntes da PUC. Os demais no Brasil são elementos isolados, em geral titulados por aqui e que tentam estabelecer correntes próprias ou têm compreensões unilaterais sobre o assunto.

Considera-se a semiótica peirceana como uma teoria da linguagem, extensão da linguística. A francesa, baseada em Algirdas Greimas e Landowski prima por ser a ciência dos sentidos.

Segundo Lúcia Santaella, Peirce fundamentou parte de sua teoria em Darwin. Daí a rejeição das universidades da época contra sua teoria. Alguns deles são bem claros na refutação de conceitos eternos. Caso de Alain Badiou em Para Uma Nova Teoria do Sujeito. De acordo com Badiou, a “verdade” é um processo real de fidelidade a um evento. “Portanto, uma ruptura imanente. ‘Imanente’ porque uma verdade age na situação e em nenhum outro lugar. Não existe o Céu das verdades”, mas ela se apresenta quando ocorre um evento inesperado.

Greimas tem umas tiradas mais interessantes. Em Da Imperfeição, ele pergunta se “edificar sobre a areia não é por acaso cultivar a espera do inesperado?” Segundo o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf, a falta de percepção de muitos (como a professora-comunicadora) os deixa semelhantes aos morcegos, cujo mundo se encontra quase sempre de cabeça para baixo. Cabe à semiótica, desde que bem utilizada, extirpar essa mentalidade quiróptera. Ao ela cogitar a possibilidade de qualquer um produzir uma obra bibliográfica (foi outra das acusações dela contra mim, conforme e-mail que tenho guardado), pode-se responder também que qualquer um pode produzir um filme, qualquer um pode chegar à Presidência da República (e isso se tornou realidade no Brasil), qualquer um pode não ser nada, qualquer um pode ser tudo.

Semiótica é como uma janela, me disse o Ruben. Quem não vê através dela, fica distante da sensibilidade do mundo e apenas percebe uma pequena parte da paisagem que se descortina além do sensível. Leitor(a), você tem ideia de quais sejam os livros bíblicos com as características de um manual de semiótica? Pois é, se apenas nos desdobrássemos neles, não haveria qualquer necessidade de seguir esses gurus de fundamentos duvidosos. Basta ler Provérbios, Salmos, Cantares e Eclesiastes, verdadeiros sustentáculos da sabedoria e do discernimento...

O semioticista Raúl Dorra, do México, apresenta os seguintes pensamentos a respeito da semiótica discursiva: “Porque se o objeto da semiótica é o sentido, isso equivale a dizer que esta pesquisa [referindo-se ao Da Imperfeição] nos instala na origem mesma da Inteligência formadora desse universo de sinais e reconhecimentos que é para nós o mundo.” Ele se refere a Deus? É bem possível, pois mais adiante ele afirma que “para isso, é necessário ser Deus ou ser estruturalista”. A respeito do projeto da semiótica, ele diz que ela deveria “mudar a vida, ensinar aos homens, se não uma grande sabedoria, pelo menos um conjunto de pequenas astúcias – pequenas escapatórias – que permitissem à beleza, inteira ou em migalhas, descer à humildade de cada dia”. Ele finaliza, garantindo que “a semiótica deixou de ser uma disciplina de contornos precisos para ser cada vez mais um espaço móvel, uma rede de vasos comunicantes distribuída no amplo campo da cultura”.

O fato é que esse se trata de um mundo no qual as vaidades afloram e um puxa o tapete do outro. Incrivelmente, não se admitem referenciais teóricos interdisciplinares. Pior ainda quando se cita um autor da teoria da comunicação. E se ele não fizer parte do “clubinho”, prepare-se para as críticas e a demolição de sua pesquisa. Meu amigo mesmo teve um trabalho destroçado por ousar incluir autores estranhos à semiótica. Ao tentar mesclar Peirce e Saussure, você se arrisca. Franciscu Sedda, da Tor Vergata, tentou, em palestra, demonstrar um ponto comum entre as correntes. Foi rechaçado. E ele é doutor no assunto, diferente da professora-comunicadora, que não tem titulação (como fez notar que eu também não tenho). Santaella acredita que a semiótica possa ser aplicada. Ana Claudia Oliveira e Landowski rejeitam tal postulado. Em compensação, Norval Baitello, o único pesquisador de peso graduado em Comunicação e Semiótica (em São José do Rio Preto havia um curso desses nos anos 1960, conforme descobri), mudou seu discurso e defende a semiótica como a-histórica. É lógico que ele tem sido repelido, além de um certo exagero dele nas considerações. Mas isso faz parte de outro debate...

E sobre a semiótica francesa? Como a professora-comunicadora deve saber, trata-se de um modelo de análise do processamento e da construção do sentido. O que interessa para a semiótica discursiva, ou semionarrativa, é o parecer – não se deve confundi-la com a teoria de simulacro de Jean Baudrillard. Ela também pode ser definida como o conjunto de operadores de como o sentido faz sentido, segundo Landowski. A construção do sentido é a construção do lugar que nos dá sentido. Isso ocorre pela figuratividade, ou seja, pelo arranjo do parecer. A metodologia da semiótica ocorre pela decomposição do objeto, processando o mundo pela expressão visual, textual, sonora, enfim, em linguagens. O importante é chegar ao conhecimento do sensível, onde se encontra o inteligível na construção do sentido. Semiótica não se aprende nem se aplica, mas se faz. Preciso interagir com o mundo e perceber o sentido das coisas nessa relação, capturando os simulacros e a figuratividade presentificada. Bem, sempre achei esse assunto interessante, desde os meus tempos de UFSC, mas preciso estudar muito mais, com certeza.

Um ponto o qual os semioticistas discursivos jamais aceitarão: para eles, não se sabe quem possa ser o destinador. Desconfia-se, mas não se conhece exatamente. No contexto universal, deduz-se ser o Criador ou alguma força. Eis o erro deles. Na realidade, sabemos que dois são os destinadores, cujas ações enunciadas ou destinadas aos destinatários procuram criar um efeito de sentido. Resta saber como os destinatários pretendem responder e a qual deles. Se um artigo não desenvolve sentido primeiramente em seu autor, como esperar uma estesia (construção do sentido) nos enunciatários, destinatários, etc.? Se o sermão, a palestra, o diálogo, a orientação pessoal não criam sentido sobre o enunciador, como fará sentido aos destinatários? A Palavra bíblica foi produzida para criar sentido em seus destinatários, como bem sabemos. A qual destinador os destinatários darão resposta?

Sabe, professora, numa discussão como essa que você iniciou, creio que é muito bom sempre nos inteirarmos de todo um conjunto antes de tomar partido e construir juízos de valor. Na verdade, você não semiotizou meu livro Nos Bastidores da Mídia, mas aplicou uma teoria sobre ele. E como toda teoria, a semiótica peirceana apresenta seus buracos negros.

Nos Bastidores da Mídia foi concebido para ser um livro popular, não acadêmico, escrito com os joelhos, como já lhe disse. O objetivo é despertar a reflexão e a mudança de vida. E isso, graças a Deus, como também já lhe disse, está acontecendo ("pelos seus frutos..."), ainda que, como tudo que é humano, contenha falhas. Seria despropositado tratar nele de temas como o que discuti aqui.

Repito: se você tivesse me escrito um e-mail nos moldes cristãos de mansidão e tato (como recém-graduada respeitando minha quase uma década e meia de atuação profissional jornalística e editorial), certamente eu teria considerado seu ponto de vista com mais facilidade e levado em consideração a sugestão de fazer correções numa edição futura do livro. Considerei um tanto exagerado sugerir a descontinuidade da obra por causa do uso de uma fonte dúbia até então aceita e por causa de conceitos com os quais sua “escola” não concorda.

Num e-mail em tréplica, a professora-comunicadora escreveu: “Bem você é um comunicador e sua esposa a pedagoga. Eu sou vocês dois em uma só! Mas falível como qualquer ser humano. Porém, tenho certeza que mensagem subliminar não existe porque não existe consciência do que viu ou ouviu. [...] O problema é o analfabetismo mesmo! [...] A maioria da população não está alfabetizado em nada! Não compreendem telenoticiários por exemplo, reportagens em revistas etc. Como poderão ler imagens e sons?”

E ela completa: “O pecado só tem efeito quando atinge a consciência. O tal pecado de ignorância que a Bíblia fala, não é o desconhecimento do erro, mas de saber que para Deus aquilo é pecado, pelo costume de pecar e ver a coisa como normal. Pode ver, a maioria diz: fiz porque quis!” E eu concordo com ela. Nunca ensinei nada contrário a isso. Mas é ingenuidade achar que Satanás não se vale de meios mais sutis para nos prejudicar, quando nossa comunhão com Deus não está forte o bastante para levantar um “muro de proteção” para a mente.

Bem, lembrando-me da hostilidade com que fui tratado, cito um texto de Ellen G. White, no livro O Grande Conflito, p. 519: “Sempre houve uma classe que, mostrando-se embora muito piedosos, ao invés de prosseguir no conhecimento da verdade, fazem consistir sua religião em procurar algum defeito de caráter ou erro de fé naqueles com quem não concordam. [...] Eles darão interpretação falsa às palavras e atos dos ardorosos, zelosos e abnegados servos de Cristo como estando enganados ou sendo enganadores. É sua obra representar falsamente os intuitos de toda ação verdadeira e nobre, fazer circular insinuações e despertar suspeitas no espírito dos inexperientes. De todo modo imaginável procurarão fazer com que o que é puro e justo seja considerado detestável e enganador.”

Continuarei orando pela professora, para que essa descrição inspirada não acabe sendo a experiência dela.

Michelson Borges

“Há tanta coisa boa no pior de nós, e tanta coisa ruim no melhor de nós, que dificilmente convém a qualquer de nós falar sobre o resto de nós.” Edward Wllis Hoch

P.S.: Apenas mais um detalhe sobre a questão da subliminaridade. Consultei também o amigo Cristiano James Kleinert, designer graduado pela UFSM, que estudou semiótica da imagem, psicodinâmica das cores, gestalt, psicologia da comunicação, história da arte, ergonomia cognitiva e várias outras disciplinas na área neurossensorial. No fim do curso, ele estudou também Novas Tecnologias, em nível de mestrado, ficando às voltas com autores como Pierre Levy, Negroponte e outros. Ele cita um exemplo interessante:

“Atuei por cinco anos em desenvolvimento de embalagens e displays, com clientes como Elma Chips, Natura, Perdigão, Dell, Siemens, Tramontina, etc., e tais mídias são o último apelo de venda ao consumidor (e entre algumas empresas, o único). Um exemplo clássico de apetit appeal: praticamente todas as embalagens de alimentos têm a foto do produto (pronto, saindo até fumacinha) no mesmo ângulo em que o consumidor vê tal produto sobre a mesa, no momento da refeição. Quando o consumidor passa pela gôndola, tal estímulo visual vai acionar sua memória (mesmo alimento, ângulo, etc.), mecanismo de recompensa, centro do prazer, etc., ou seja, não é algo consciente, portanto, é subliminar. Minha profissão vive disso. A pergunta é: O indivíduo, consumidor precisa estar ‘alfabetizado’ para ser influenciado, como nesse exemplo? Ou alguém não sabe o que é um hambúrguer em seu registro de memória?”

(Criacionismo)

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