sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Reflexões sobre Mateus 18:3

“E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

O que é que as crianças têm de tão especial que os adultos também precisam ter para que também possam entrar no reino celestial? Embora tenha ouvido diversos sermões a esse respeito, essa pergunta sempre permeou minha mente. Em todas as oportunidades que tinha, sempre observava com atenção o comportamento das crianças com as quais tive o privilégio de ter contato, na busca de encontrar algo em sua personalidade além daquilo que é dito tradicionalmente (pureza, inocência, simplicidade, etc.).

Em certa ocasião, ao adquirir um exemplar da revista Mente e Cérebro (Edição Especial n° 20) – O Mundo da Infância, minha atenção foi despertada por um artigo do professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Dr. Yves de La Taille, autor do livro vencedor do prêmio Jabuti de 2007, Moral e Ética: Dimensões intelectuais e afetivas (Artmed, 2006). Em seu artigo, com o título “Despertar do senso moral”, o Dr. Taille afirma que:

“A submissão das crianças aos mandamentos de figuras de autoridade não se explica por cálculos de interesse (evitar punições e usufruir recompensas), embora tais cálculos possam influenciar vez ou outra, e sim porque as referidas figuras despertam nelas uma fusão de medo e amor. O medo decorre do fato de os adultos serem vistos como grandes, fortes e poderosos: trata-se de um sentimentos que quase inevitavelmente o menor e mais fraco experimenta diante do maior e mais forte. [...] Segundo Piaget, é a fusão entre esses dois sentimentos que faz com que a criança pequena se submeta aos ditames dos adultos, não por medo do castigo, mas porque quer cumprir as ordens dessas pessoas que ela considera fortes e boas. Logo, submetem-se não por não ter alternativa, e sim por achar bom fazê-lo.”

Infelizmente, é cada vez maior o número de pessoas que se dizem convertidas ao cristianismo buscando algum tipo de prosperidade material (visando à recompensa) ou mesmo com receio de um sofrimento eterno como consequência do estilo de vida que tiveram durante sua existência (visando a evitar uma punição). Contudo, quando se compara esses motivos que levam muitas pessoas a obedecer a Deus (a figura de autoridade) com os motivos que levam as crianças a obedecer às figuras de autoridade, como aqueles citados pelo Dr. Taille, percebe-se que não se está se tornando como as crianças!

O Senhor Deus, Criador de toda a vida, conhece perfeitamente o funcionamento de nosso corpo e de nossos sentidos. Sendo conhecedor de todas as nossas potencialidades e limitações, Ele nos forneceu várias instruções, as quais visam ao nosso bem estar físico, psíquico e espiritual. Dessa forma, devemos obedecer às Suas instruções não por medo de punições ou visando recompensas, mas porque, assim como as crianças vêm nas figuras de autoridade pessoas fortes e boas, devemos ver em Deus um Ser grande, forte e poderoso, o qual deve despertar em nós reverência e amor.

(Tarcísio Vieira, biólogo e mestre em Química pela UNB)

(Criacionismo)

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Comer devagar diminui ingestão de calorias em 10%

As mães sempre pedem aos filhos na mesa de jantar que tenham calma e mastiguem bem a comida. Aparentemente, elas têm um motivo para isso. Pesquisadores descobriram evidências, ao longo dos anos, que quando as pessoas devoram os alimentos acabam consumindo mais calorias do que quando se alimentam num ritmo mais lento. Um motivo é o efeito da ingestão mais rápida sobre hormônios. Num estudo publicado no mês passado, cientistas descobriram que quando um grupo de participantes recebia uma porção idêntica de sorvete em diferentes ocasiões, eles liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Os cientistas coletaram amostras de sangue e mediram a insulina e os hormônios do trato intestinal antes, durante e depois do sorvete. Eles descobriram que dois hormônios que sinalizam a sensação de saciedade, ou de “estar cheio”, mostraram uma resposta mais pronunciada quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.

A sensação de saciedade leva a comer menos, como sugeriu outro estudo publicado no The Journal of the American Dietetic Association em 2008. Nesse estudo, os participantes relataram maior saciedade e consumiram aproximadamente 10% menos calorias quando comeram devagar, em comparação a quando simplesmente “engoliram” os alimentos. Em outro estudo, com 3 mil participantes, publicado no The British Medical Journal, as pessoas que informaram comer rapidamente e comer até se sentirem “cheias” tiveram risco três vezes maior de estarem acima do peso em comparação a outras pessoas.

Em outras palavras, os especialistas afirmam que diminuir o ritmo e saborear mais os alimentos é bom e não dói.

(UOL)

Nota: "A fim de assegurar saudável digestão, o alimento deve ser comido vagarosamente. Os que quiserem evitar a dispepsia, e os que compreendem a obrigação que têm de conservar todas as suas faculdades em condições que lhes permitam prestar a Deus o melhor serviço, farão bem em se lembrar disto. Se vosso tempo para comer é limitado, não comais apressadamente, mas comei menos, e mastigai devagar. O benefício derivado do alimento não depende tanto da quantidade de comida, quanto da digestão completada; nem a satisfação do paladar depende tanto da quantidade de alimento engolido quanto depende do tempo que o mesmo permanece na boca. Os que são agitados, ansiosos ou apressados, fariam bem em não comer até que tivessem encontrado tranquilidade ou repouso; pois as forças vitais, já duramente sobrecarregadas, não podem suprir os necessários fluidos digestivos" (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 107).
(Saúde e Família)

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Gosto compulsivo por doces na infância e depressão

Apesar de a maioria das crianças gostar de doces, um estudo americano publicado na revista Addiction revelou que o gosto compulsivo por bolos, chocolates, rebuçados ou bebidas muito açucaradas na infância pode estar relacionado com depressão ou com um maior risco de futuros problemas com álcool. De acordo com os investigadores do Monell Chemical Senses Center, nos EUA, o estudo realizado com crianças entre os cinco e os 12 anos mostrou que as que eram “viciadas” em produtos muito doces apresentavam com maior frequência sintomas de depressão e tinham maioritariamente um familiar próximo com problemas de alcoolismo. As três centenas de crianças avaliadas, sendo que metade tinha casos de alcoolismo na família, tiveram de experimentar cinco bebidas doces, com diferentes quantidades de açúcar. Para além de terem sido questionadas sobre a bebida que mais lhes agradava, também lhes foram colocadas questões para verificar se tinham sintomas de depressão.

Um quarto das crianças revelou sintomas depressivos, mas as 37 que elegeram a bebida mais doce (continha 24 por cento de sacarose, o equivalente a 14 colheres de chá de açúcar numa xícara de água) como a sua favorita, para além dos sintomas de depressão, apresentaram um histórico familiar de dependência de álcool.

De acordo com os investigadores, embora o gosto por doces e álcool provoque muitos dos mesmos circuitos de recompensa do cérebro e o consumo de doces seja necessário [?] para as crianças deprimidas se sentirem melhor, esta investigação não esclareceu se o gosto por doces está relacionado com mecanismos bioquímicos ou, por outro lado, com a educação.

Os investigadores consideram então que, apesar de estas conclusões serem “interessantes”, um estudo não é suficiente para fazer generalizações, pelo que será necessária mais investigação nesta área.

(Ciência Hoje)

Nota: "As crianças devem aprender que têm de comer para viver, e não viver para comer. Esses hábitos devem começar a ser implantados já na criancinha de braço. Ela só deve tomar alimentos a intervalos regulares, e menos freqüentemente, à medida que vai tendo mais idade. Não convém dar-lhe doces, ou comidas dos adultos, que é incapaz de digerir. O cuidado e a regularidade na alimentação dos pequeninos não somente promove a saúde, tendendo assim a torná-los sossegados e mansos, mas lançará o fundamento para os hábitos que lhes serão uma bênção nos anos posteriores" (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 383).

(Saúde e Família)

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Temperamentos diferentes

Você já ouviu dizer que a incompatibilidade de gênios poderia ser uma razão lícita para a separação de um casal? Será que um casamento entre pessoas de temperamentos diferentes não poderia ter sido um erro, sendo necessária uma reparação, como a separação, por exemplo?

Claro que não, pelo menos para as pessoas que resolveram aceitar a Bíblia como a autoridade e o critério máximo para a própria conduta. É na Palavra de Deus que encontramos a verdade de que "todas as coisas [inclusive uniões entre pessoas de temperamentos diferentes] contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8:28). Veja que o texto é totalmente inclusivo: o "todas as coisas" do apóstolo não deixa nada de fora! Isso quer dizer que mesmo o fato de um casal possuir temperamentos diferentes deveria ser encarado pelos cristãos como uma contribuição para o seu bem, para o crescimento, e não como desvantagem.

Mas em que sentido um casamento entre pessoas tão diferentes, com um potencial tão grande para conflitos, poderia ser uma vantagem? Quem responde é outra autora inspirada: "Está no propósito de Deus que pessoas de diferentes temperamentos se associem... Por este meio será cultivada mútua consideração e tolerância, os preconceitos serão amenizados e abrandados os pontos fortes do caráter. Deve garantir-se a harmonia, e o intercambio de temperamentos será benéfico a cada um" (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 427).

Então, decida hoje a, com a ajuda de Deus, extrair o maior benefício dessas diferenças entre você e as pessoas com quem você se relaciona, especialmente o seu cônjuge.

(Marcos Faiock Bomfim, www.outraleitura.com.br)

(Saúde e Família)

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Curvas femininas agem como droga no cérebro masculino

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira sugere que os efeitos causados pelas curvas das mulheres no cérebro dos homens é similar ao causado pelo consumo de álcool ou drogas. De acordo com o estudo, olhar uma mulher de formas exuberantes ativa uma área associada ao sentimento de recompensa, mesmo local atingido quando submetido a ação de substâncias químicas. As conclusões dos cientistas explicam o motivo pelo qual mulheres como Jennifer Lopez e Beyoncé são consideradas sexy. Os especialistas também acreditam que essa pode ser a razão da preocupação dos homens com a pornografia.

Os pesquisadores utilizaram 14 homens de, aproximadamente, 25 anos no experimento. O teste envolveu a exibição de fotos de sete mulheres nuas, cuja gordura foi distribuída digitalmente em lugares estratégicos, como na região do quadril. Durante a análise foram realizadas tomografias dos cérebros. Esses exames mostraram que as alterações propositais ativaram uma área ligada ao sentimento de recompensa, incluindo regiões também afetadas pela drogas e pelo álcool.

Segundo os cientistas, as curvas das mulheres estão diretamente associadas a fertilidade, a geração de filhos saudáveis e a menor incidência de doenças. “Os resultados indicam que a figura da mulher com o ‘corpo de violão’ ativa áreas cerebrais que dirigem a atenção do homem a garotas com potencial de serem boas parceiras de reprodução”, publicaram os pesquisadores na revista especializada PLoS.

Isso explica por que as características são populares em todas as culturas do mundo. Steven Platek, neurocientista e especialista em evolução cognitiva da Universidade Georgia Gwinnett, na Georgia, Estados Unidos, afirmou que esses descobrimentos podem explicar o vício em pornografia e outras desordens similares, como disfunção erétil ou ausência de libido. “Os resultados também podem ajudar a ciência a entender a infidelidade sexual”, completou o médico.

Os cientistas também disseram que as mudanças no índice de massa corpórea somente ativam áreas associadas a apreciação visual. Isso significa que para o cérebro masculino as gordurinhas extras, eterna preocupação das mulheres, nada tâm a ver com a sensualidade.

(Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/curvas-mulheres-causam-mesmo-efeito-alcool-drogas-homens-535622.shtml

Nota: Se partirmos da cosmovisão criacionista, podemos interpretar esses dados como indicativos de uma criação planejada. Deus criou homem e mulher com atração um pelo outro, e isso é perfeitamente normal e esperado (o que foge disso é que é “estranho”). Só que para tudo o que Deus cria, o inimigo dEle desenvolve uma contrafação. Deus criou o sexo como culminação de um relacionamento de amor e compromisso, no contexto do matrimônio; o diabo criou o sexo livre/casual. Deus criou a mulher bela e sensual para seu marido; o diabo criou a pornografia e transformou a mulher em objeto. Deus criou os instintos para serem regidos pela razão; Satanás inverteu essa ordem (C. S. Lewis compara os instintos ao piano: "Ele não tem dois tipos de teclas: as 'certas' e as 'erradas'. Cada nota será certa ou errada dependendo do momento" [Um Ano com C. S. Lewis, p. 70]). Com base nessa pesquisa sobre o efeito das curvas femininas no cérebro masculino, podemos concluir que, se o homem contemplar apenas as curvas da sua mulher, ficará “viciado” apenas nela. E essa informação serve de alerta também às mulheres que se preocupam com sua dignidade: o vestuário delas não deve supervalorizar suas formas. Se cuidarem desse aspecto, elas estarão ajudando os homens com os quais entrarão em contato e estarão se preservando para o marido.[MB]

Leia também: "Sensualidade pura" e "Homens veem mulheres sensualizadas como objeto"

(Criacionismo)

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Descoberta indica que a Bíblia tinha razão (de novo)

Apesar de não ser gaúcho, fico impressionado com o orgulho que esse povo tem do seu Estado. Encontrei diversos “guris” e “gurias” em várias viagens fora do Rio Grande do Sul e o sentimento deles é sempre o mesmo: saudades do Estado amado! Mas nem todo mundo é assim...

Israel Finkelstein, o co-autor da obra E a Bíblia Não Tinha Razão (Girafa, 2003) e arqueólogo judeu, vem tentando destruir, por meio de suas pesquisas e publicações, o passado glorioso do seu próprio povo, os hebreus. Na realidade, Finkelstein é um dos arqueólogos atuais que têm se esforçado para demonstrar que a antiga amizade entre as Escrituras Sagradas e a arqueologia Bíblia, não combina mais![1]

Tive a oportunidade de ouvir o Dr. Finkelstein, no ano passado, em Porto Alegre, RS. Um dos professores de história da UFRGS, Josué Berlessi, foi um dos organizadores do evento “Religião e Racionalidade: A história bíblica e a investigação arqueológica”, que além da presença do arqueólogo judeu da Universidade de Tel Aviv, contou com a participação do Dr. Nelson Kilpp, da Escola Superior de Teologia (EST) de São Leopoldo, RS. Além de muito simpático, Finkelstein demonstra dominar bem sua disciplina, já que ele a desenvolve há mais de 30 anos.

Sua abordagem na palestra girou em torno de uma metodologia de pesquisa desenvolvida em cinco tópicos:

1. Não havia atividade escribal em Canaã antes do 8º século a.C., ou seja, nenhum livro bíblico foi produzido antes dessa data.

2. Não havia o ofício de inventor de histórias; o que temos nas Escrituras hebraicas são apenas tradições orais muito provavelmente deturpadas ao longo dos séculos.

3. Todo texto deve ser comparado com fontes arqueológicas e do Antigo Oriente Médio. Se a informação bíblia não for amparada por documentação arqueológica, ela é falsa.

4. A história não pode ser transmitida com alterações, mas pode receber elementos da época em que a tradição oral estava sendo contada.

5. Boa parte dos escritos bíblicos está repleta da perspectiva teológica do autor.

Nas linhas abaixo, nosso foco estará entre os tópicos 1 e 3.

Atividade escribal antes do 8º século a.C. O argumento do Dr. Finkelstein sobre esse assunto pode ser sumarizado assim: não há qualquer registro arqueológico que demonstre atividade escribal em Canaã, que seja anterior ao 8º século a.C. Sendo assim, torna-se difícil imaginar a autoria de documentos numa data anterior a essa.

As implicações dessa ideia são profundas: o Pentateuco de Moisés, o livro de Josué, os Salmos dravídicos, os Provérbios de Salomão não teriam sido escritos por esses famosos personagens bíblicos.

No entanto, excelentes estudos literários foram produzidos por eruditos de renome que oferecem uma visão mais ampla sobre esse assunto. Duas das maiores autoridades em texto bíblico do século passado, Frank Moore Cross Jr. (Harvard) e David Noel Freedman (UCLA, em San Diego, Califórnia), publicaram interessante estudo sobre algumas porções do texto bíblico que remontam, sem sombra de dúvida, a uma data anterior ao ano 1000 a.C. É o caso de Juízes 5, o cântico de Débora, Êxodo 15, o cântico de Mirian, Salmo 18, entre outros.[2]

O mesmo pode ser dito dos trabalhos de Kenneth Kitchen, respeitado egiptólogo e professor emérito na Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Em 1995, o Dr. Kitchen publicou um excelente artigo na Biblical Archaeology Review sobre o período patriarcal, oferecendo diversas evidências (linguísticas, literárias, históricas, etc.) para monstrar quão sólida é a narrativa patriarcal, demonstrando assim que seu autor era alguém familiarizado com aquela cultura e com aquela época. O artigo pode ser lido aqui.

No momento de perguntas e respostas, no evento com o Dr. Finkelstein, perguntei-lhe a respeito das pesquisas e conclusões do Dr. Kitchen. Ao invés de responder os argumentos levantados pelo egiptólogo britânico, ele simplesmente disse: “Eu não posso concordar com um erudito que afirma que toda a Bíblia é a Palavra de Deus.” E passou para próxima pergunta!

Acredito que esses nomes mencionados acima oferecem excelentes argumentos para a refutação dessa premissa do Dr. Finkelstein.

A informação bíblica e a arqueologia. Diversas narrativas bíblicas são consideradas mitológicas ou não históricas pelos críticos simplesmente por não dispormos de nenhuma documentação extra-bíblica ou arqueológica – o famoso argumento do silêncio. Mas como bem disse Carl Sagan, “ausência de evidência não é evidência de ausência”. Um ótimo exemplo disso é a estela de Tel Dan, contendo o nome de Davi, encontrada em 1993. (Confira aqui.)

Uma categoria de arqueólogos chamada de minimalistas (aqueles que reduzem a narrativa bíblica a um simples conto não histórico) considera como improvável a descrição bíblica de Jerusalém ser a capital de um reino, por volta do ano 1000 a.C., na época de Davi e Salomão. Para eles, Jerusalém nem sequer era uma cidade significativa nesse período.

Mas na última segunda feira (22/2), uma descoberta arqueológica está fazendo com que os minimalistas refaçam suas anotações sobre o reinado de Salomão. A arqueóloga Eilat Mazar, da Universidade Hebraica de Jerusalém, anunciou que sua equipe encontrou uma muralha de aproximadamente 70 metros e um portal bem decorado, que datam de aproximadamente 1000 a.C. A datação está baseada em fragmentos de cerâmicas encontrados junto ao muro, uma técnica largamente utilizada por arqueólogos. Sua conclusão até o momento é que esse prédio pode estar relacionado ao governo de Salomão, no 10º século a.C, como mencionado em 1 Reis.

Se a conclusão de Mazar estiver correta, Jerusalém pode ter sido um grande centro político por volta do ano 1000 a.C., ao contrário do que afirmam os minimalistas. Mas ainda é cedo para ser dogmáticos com qualquer conclusão que vá além dessa. Devemos esperar por publicações em periódicos especializados, como a já mencionada Biblical Archaeology Review e outras revistas indexadas.

O debate em torno da Bíblia e de fontes antigas está longe de ter fim. Pelo contrário, o que se vê é aumento do interesse do público sobre esse tipo de assunto. Como cristãos, devemos aproveitar o momento e “estarmos sempre preparados para dar a razão da esperança que há no nosso coração” (1Pd 3:15).

(Luiz Gustavo Assis, pastor adventista em Caxias do Sul, RS) e (Criacionismo)

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Sequestrando o cérebro – como a pornografia funciona

Estamos rapidamente nos tornando a sociedade pornográfica. Durante o curso da última década, imagens explicitamente sexuais se infiltraram lentamente nos anúncios comerciais, no marketing e praticamente em todo vão da vida americana. Essa pornografia de ambiente está agora em quase todos os lugares, desde o shopping mall local ao horário nobre da televisão. Pelos cálculos de alguns, a produção e venda de pornografia explícita agora representam a sétima maior indústria dos Estados Unidos. Novos vídeos e páginas de internet são produzidos a cada semana, com a revolução digital trazendo um grande número de novos sistemas de distribuição. Toda nova plataforma digital se torna uma oportunidade de marketing para a indústria pornográfica.

O que não é surpresa para ninguém é que a vasta maioria daqueles consumidores de pornografia são homens. Não é nenhum segredo de comércio que as imagens visuais, quer fotos ou vídeos, estimulam muito os homens. Isso não é nenhum avanço novo, conforme atestam antigas formas de pornografia. O que é novo é o acesso em toda parte. Os homens e meninos de hoje não estão olhando para quadros desenhados em paredes de cavernas. Eles têm acesso quase que instantâneo a inumeráveis formas de pornografia numa grande quantidade de formas.

Mas, enquanto a tecnologia tem trazido novos meios para a transmissão da pornografia, o conhecimento moderno também traz uma nova compreensão de como funciona a pornografia no cérebro masculino. Embora essa pesquisa não faça nada para reduzir a culpabilidade moral dos homens que são consumidores de pornografia, ajuda a explicar como o hábito acaba viciando tanto.

Como explica William M. Struthers da Faculdade Wheaton, “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas”.

Struthers é psicólogo com formação em neurociência e especialidade de ensino nas bases biológicas da conduta humana. No livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain (Programado Para a Intimidade: Como a Pornografia Sequestra o Cérebro Masculino), Struthers apresenta percepções fundamentais da neurociência que fazem uma longa explicação do motivo por que a pornografia é uma tentação grande para a mente masculina.

“A explicação mais simples da razão por que os homens veem pornografia (ou procuram prostitutas) é que eles são levados a procurar intimidade”, explica ele. O impulso para obter intimidade sexual foi dado por Deus e é essencial para os homens, reconhece ele, mas é facilmente mal direcionado. Os homens são tentados a buscar “um atalho para o prazer sexual por meio da pornografia” e agora acham que dá para se acessar esse atalho com facilidade.

Num mundo caído, a pornografia se torna mais do que uma distração e uma distorção da intenção de Deus para a sexualidade humana. Torna-se um veneno viciador.
Struthers explica:

“Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. É fundamentalmente diferente de olhar para fotos em preto e branco do Memorial Lincoln ou olhar um mapa colorido das províncias do Canadá. Os homens são reflexivamente atraídos para o conteúdo de material pornográfico. Como tal, a pornografia tem efeitos de grande repercussão para estimular um homem à intimidade. Não é um estímulo natural. Atrai-nos para dentro. A pornografia é indireta e voyeurística em sua essência, mas é também algo mais. A pornografia é uma promessa sussurrada. Promete mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência.”

A pornografia “atua como uma combinação de múltiplas drogas”, explica Struthers. Conforme afirma o Dr. Patrick Carnes, a pornografia é “um relacionamento patológico com experiência de alteração do humor”. O tédio e a curiosidade levam muitos meninos e homens a experiências que se tornam mais como vício de drogas do que muitas vezes se admite.

Por que os homens em vez das mulheres? Como explica Struthers, o cérebro da mulher e do homem são feitos de forma diferente. “O cérebro de um homem é um mosaico sexual influenciado por níveis de hormônio no útero e na puberdade e moldado por sua experiência psicológica.” Com o tempo, a exposição à pornografia leva um homem ou menino mais profundamente “numa superestrada neurológica de mão única em que a vida mental de um homem fica restrita a uma sexualização excessiva. Essa superestrada tem inúmeros acessos de entrada, mas muito poucas saídas”.

A pornografia é “visualmente magnética” para o cérebro masculino. Struthers apresenta um exame fascinante da neurologia envolvida, com hormônios de prazer sendo conectados e liberados pela experiência de um homem vendo imagens pornográficas. Essas experiências com pornografia e hormônios de prazer criam novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação.

E, então, nunca acaba. “Se eu tomo a mesma dose de uma droga repetidas vezes e meu corpo começa a tolerá-la, precisarei tomar uma dose mais elevada da droga a fim de que tenha o mesmo efeito que tinha com uma dose mais baixa na primeira vez”, recorda-nos Struthers. Por isso, a experiência de ver pornografia e praticá-la cria uma necessidade no cérebro de mais e mais, só para alcançar o mesmo nível de prazer no cérebro.

Enquanto os homens são estimulados pelas imagens sexuais do ambiente ao redor deles, a pornografia explícita aumenta o efeito. Struthers compara isso à diferença entre a televisão tradicional e as novas tecnologias de alta definição. Tudo é mais claro, mais explícito e mais estimulante.

Struthers explica isso com força e persuasão: “Algo sobre a pornografia influencia e arrasta a alma masculina. A influência é fácil de identificar. A forma da mulher nua pode ser hipnotizante. A disposição de uma mulher de participar de um ato sexual e expor sua nudez é sedutora para os homens. A consciência da própria sexualidade, o desejo de saber, experimentar algo como bom brota do profundo lá de dentro. Uma imagem começa a ficar maior em importância quanto mais a olhamos, ganhando força máxima e podendo chegar a um ponto em que nos sentimos como se estivéssemos num caminhão sem freios descendo uma montanha.”

Wired for Intimacy é um livro oportuno e importante. Struthers oferece perspectivas profundas e estratégicas da neurobiologia e psicologia. Mas o que torna esse livro realmente útil é o fato de que Struthers não deixa seu argumento para a neurociência, nem usa a categoria de vício para suavizar a pecaminosidade de ver pornografia.

Os pecadores naturalmente procuram um jeito de esconder seu pecado, e a causa biológica é muitas vezes citada como meio de evitar responsabilidade moral. Struthers não permite isso, e sua perspectiva da pornografia tem base bíblica e teológica. Ele responsabiliza o pecado de ver pornografia naqueles que voluntariamente se tornam consumidores de imagens explícitas. Ele conhece sua audiência – afinal, suas aulas são cheias de estudantes universitários do sexo masculino. O viciado é responsável por seu vício.

Ao mesmo tempo, qualquer compreensão de como o pecado opera seu mal enganador é uma ajuda para nós, e entender como a pornografia atua na mente masculina é um conhecimento poderoso. A pornografia é um pecado que rouba Deus de Sua glória no presente do sexo e sexualidade. Há muito sabemos que o pecado faz reféns. Conhecemos agora outra dimensão de como esse pecado sequestra o cérebro masculino. Conhecimento, como dizem, é poder.

(LifeSiteNews) e (Criacionismo)

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Jornalista destaca caráter espiritualista de Avatar

Deu no site da Uniban: "Cameron filma sua história num mundo alienígena, planeta que tem o sugestivo nome de Pandora. Na mitologia grega Pandora tem muitos mistérios e coisas boas e más a serem reveladas. Ocorre o mesmo com aquele mundo que estamos prestes a conhecer durante a exibição. E nós o conhecemos a partir da narrativa de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado numa cadeira de rodas. Jack chega ao planeta junto com um treinado grupo de homens que tem a missão de explorar um minério raro denominado de unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra. (...)

"Temas ecológicos (nova menina dos olhos da imprensa) estão presentes. Não faltou também a pitada religiosa, com ênfase no espiritismo (comunicação com os mortos) e na tradição religiosa dos indígenas americanos, que creem num rito de passagem com a morte do indivíduo. A justificativa? Na entrevista coletiva, Cameron brincou que quis criar um tipo de aventura com a qual todos estivessem familiarizados, num mundo nada familiar, com a clássica trama do forasteiro que encontra uma cultura e um lugar diferentes num planeta alienígena. (...)"

(Manuel Marques)  (Criacionismo)

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Mostra com Jesus gay é cancelada na Espanha

A exposição de uma polêmica releitura da vida de Jesus Cristo, que inclui cenas de homossexualismo, prostituição e forte conteúdo sexual, teve de sair de cartaz na Espanha após levantar a ira de grupos católicos. A série Circus Christi foi descrita pelo seu autor, o fotógrafo Fernando Bayona, como "uma visão atualizada da vida de Jesus pelo filtro da sociedade atual, nas quais os personagens vivem vidas paralelas às narradas nos textos bíblicos". Em uma das 13 fotografias, o dolorido nascimento de Jesus se dá em um precário ambiente caseiro. A sua pregação é simbolizada por um show de rock. E talvez o mais polêmico retrato seja o Beijo de Judas, no qual dois modelos masculinos, um com a camisa aberta no peito, trocam carícias. A foto empresta uma estética amplamente utilizada na publicidade. Grupos católicos espanhóis qualificaram a mostra de "blasfêmia" e disseram que o "escárnio" do artista "fere o sentimento dos cristãos".

Segundo a imprensa espanhola, apenas 38 pessoas tiveram a chance de ver a exposição, que ficaria em cartaz até o dia 5 de março na Universidade de Granada, na sul andaluz da Espanha.

Por causa dos protestos de grupos católicos e a polêmica criada na imprensa e na sociedade local, a universidade decidiu suspender a exibição alegando que não poderia garantir a segurança no local.

Ouvido pelo jornal El Mundo, o artista, que declinou pedidos de entrevista da BBC Brasil, disse que ficou "surpreendido" com a reação gerada pela exposição e garantiu que a polêmica não lhe beneficia. "Há muita gente que está falando de ouvir dizer, porque nem sequer houve tempo suficiente de todas as pessoas que estão opinando terem visitado a exposição", afirmou, ao jornal. ...

(BBC Brasil)

Nota: O desrespeito humano para com seu Criador parece não ter limites. Se essa atitude não fosse profética, causaria ainda maior espanto. Quando digo que estamos em débito com Sodoma e Gomorra, falo sério.[MB]

(Criacionismo)

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Falhas de medição invalidam tese do aquecimento global

Um cientista entre os chamados "céticos do aquecimento global" defende que boa parte dos dados que apontam o aumento da temperatura do planeta devem ser ignorados porque milhares de estações de medição espalhadas pelo mundo estão sendo afetadas por condições que distorcem seus resultados. Mas outros pesquisadores apoiam a análise de Watts, incluindo o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC - o painel da ONU sobre mudanças climáticas. O meteorologista Anthony Watts afirma em um novo relatório que "os dados sobre a temperatura global estão seriamente comprometidos porque mais de três quartos das seis mil estações de medição que existiam no passado não estão mais em funcionamento". Watts acrescenta que existe uma "grave propensão a remover estações rurais e de altitudes e latitudes mais altas (que tendem a ser mais frias), levando a um exagero ainda maior e mais sério do aquecimento".

O relatório intitulado Surface Temperature Records: Policy Driven Deception? (algo como "Os Registros das Temperaturas da Superfície: Mentira com Motivação Política?", em tradução livre) foi publicado de forma independente, e não em revistas científicas - nas quais os artigos de um autor passam pelo crivo da análise de colegas.

Entre as evidências citadas por Watts para defender sua tese está uma foto que mostra como a estação de medição no aeroporto de Fiumicino, em Roma, está posicionada atrás da pista de decolagem, recebendo os gases aquecidos emitidos pelas aeronaves.

Outra estação de medição está instalada dentro de um estacionamento de concreto na cidade de Tucson, no Arizona.

Essas são situações que, segundo o cientista, afetam o uso dos solos e a paisagem urbana ao redor da estação, refletindo muito mais as mudanças nas condições locais do que na tendência global da Terra.

Na América do Sul, o pesquisador afirma que as estações que medem a temperatura nas altas altitudes deixaram de ser consideradas, levando os cientistas a avaliar a mudança climática nos Andes por meio de uma leitura dos dados na costa do Peru e do Chile e da Selva Amazônica.

Para o pesquisador, essas falhas tornam "inútil" a leitura dessas medições colhidas em solo. Watts sustenta que o monitoramento via satélite é mais exato e deveria ser o único adotado.

O debate provocado pelo professor é lenha no fogo da discussão que opõe cientistas para quem o aquecimento global, se existe, é um fenômeno natural - e tem precedentes na história da humanidade - e cientistas para quem o efeito é causado pelo homem e acentuado pelas emissões de gases que causam o efeito estufa.

Nos últimos anos, os cientistas que alertam para as causas humanas por trás do aquecimento conseguiram fazer prevalecer sua visão, sobretudo no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, que recebeu inclusive um prêmio Nobel da Paz.

O órgão da ONU foi obrigado no início deste ano a admitir que se equivocou em um dado que apontaria para a possibilidade de as geleiras do Himalaia derreterem até 2035.

No fim de semana, o cientista por trás desse equívoco, Phil Jones, disse à BBC que seus dados estavam mal organizados, mas que nunca teve intenção de induzir ninguém ao erro.

Jones, que é diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, disse estar "100% confiante" de que o planeta está se aquecendo e de que esse fenômeno é causado pelo homem. O relatório do IPCC estima essa probabilidade em 90%.

O cientista afirmou ainda que as disputas entre os pesquisadores - a "mentalidade de trincheiras", como ele se referiu - só prejudicam a discussão objetiva da questão.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Ninguém (em são juízo e minimamente informado) nega que as tragédias climáticas têm aumentado. Elas são um sinal do fim prenuncioado nas profecias bíblicas (o número crescente de terremotos é ainda mais evidente como sinal, já que esses eventos catastróficos independem da ação humana). O que deveria ficar claro é que há pessoas e grupos se utilizando da bandeira do aquecimento global para levar avante planos políticos e religiosos. Para isso, exageram o papel antropogênico (culpa humana) e se valem da engenharia social para manipular medos e aprovar leis que vão tolhendo as liberdades individuais e a soberania das nações. Para saber mais sobre esse assunto, clique no marcador "ECOmenismo", abaixo.[MB]

Assista: "Aquecimento Global e ECOmenismo"

(Criacionismo)

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Como perder peso e manter a forma

A revista Veja desta semana trata da importância de se adotar um estilo de vida saudável para que se possa perder peso e manter a silhueta, com saúde. Segundo a reportagem de capa, "o problema é manter o novo peso por um longo período - de preferência, para o resto da vida. Nas últimas duas décadas, especialistas de diversos centros de pesquisa no mundo têm se dedicado a estudar o que fazem os 20% dos homens e mulheres que, como Daniela, conseguem escapar do famigerado efeito sanfona. A constatação é que os magros para sempre seguem uma rotina férrea". A metéria prossegue: "Maior estudo já realizado sobre o assunto, o 'National weight control registry' (NWCR) é uma força-tarefa criada em 1994 por médicos das universidades Brown e do Colorado, nos Estados Unidos. Atualmente, os pesquisadores acompanham 5.000 ex-obesos que perderam, no mínimo, 13 quilos e que preservam o novo peso há pelo menos um ano. ... Os participantes do NWCR cultivam as mesmas estratégias para manter o peso. Praticar uma hora de atividade física diariamente, tomar café da manhã todos os dias, fazer a maior parte das refeições em casa, não sair da linha nos fins de semana e pesar-se regularmente são algumas delas. 'É um esforço e tanto, porque a vida moderna conspira contra os hábitos de vida saudáveis', diz o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade. (...) [Leia mais]

(Criacionismo)

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Por que as células morrem?

A universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriu porque as células envelhecem. As células se autodestruiriam após detectar falhas em seu DNA, causadas pelo tempo. A razão para isto é evitar o desenvolvimento de DNA defeituoso, que causa câncer. Embora o grupo responsável pela descoberta não acredite que isto vá levar a um “elixir da juventude”, a descoberta pode ser o primeiro passo para o desenvolvimento de novas drogas para doenças relacionadas ao envelhecimento, como diabetes e doenças do coração. De acordo com os cientistas, o avanço em drogas para combater essas doenças deve ser feito com cuidado. O risco seria acabar fazendo com que as células não se autodestruam, gerando tumores.

(Opinião e Notícia)

Nota: Um mecanismo que impede que defeitos genéticos prevaleçam e que põe fim à vida neste mundo carcomido pelo mau, antes que a doença se alastre. Ou seria misericórdia, tendo em vista que na vida eterna esse mecanismo não mais será necessário?[MB]

(Criacionismo)

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Estilo de vida adventista não é igual a veganismo

Tenho notado cada vez mais nossos irmãos e irmãs em Cristo utilizarem o termo “vegan” ou “vegano” para definir sua dieta alimentar. Alguns até mesmo se autodenominam vegans dizendo: “Sou vegan” ou “tornei-me vegan”. Alguns livros de nosso meio religioso também trazem no título essa palavra. No entanto, preocupa-me muito o fato de adotarmos esse termo para definir nosso estilo alimentar por uma série de razões. Vou expor minha opinião.

Antes de mais nada, veja as definições de “vegan” que encontrei numa rápida pesquisa na Internet:

“Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas” (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo).

“‘Vegan’ denomina um modo de vida que procura reduzir ao máximo a exploração de animais e, por consequência, adota uma dieta vegetariana estrita – eliminando carnes, ovos, leite e derivados da alimentação; eliminando o uso de artigos de couro do vestuário; evitando comprar produtos que envolvam testes desnecessários em animais etc. A pessoa que adota esse modo de vida também é chamada de ‘vegan’” (fonte: http://veganbrasil.com.br/tag/definicao).

Os adeptos ao veganismo são pessoas que, não conformadas com a morte ou os maus tratos a que os animais são submetidos, decidem tornar-se vegetarianas estritas. Ou seja, não fazem uso de produtos animais, porém, fazem uso das bebidas à base de cafeína, do fumo, dos refinados, dos aditivos químicos, enfim, tudo o mais que não seja de origem animal, quer saudável ou não. Além disso, essas pessoas fazem parte de um movimento ativista que combate a exploração dos animais por meio de manifestações, protestos, boicotes e outras atividades, dentre elas, algumas ilegais.

Como filha do Criador do Universo, sou responsável por Sua criação e criaturas. Devo proteger e defender a natureza em tudo que estiver ao meu alcance. Porém, da forma como Jesus agiria – que certamente não inclui manifestações sarcásticas, boicotes e atividades ilegais. Ao identificarmos nossa dieta como “vegan”, não estamos apenas dizendo que não consumimos produtos animais, mas também que aceitamos (embora não diretamente) todas as outras coisas que esse termo engloba. [Leia mais]

(Criacionismo)

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O impulso extra do espermatozoide

Deu na Veja desta semana: "Os espermatozoides, as células reprodutivas masculinas, são depositados pela ejaculação no colo do útero e dali partem numa acirrada corrida pelos 15 centímetros que os separam da trompa de Falópio, onde se encontra o óvulo. Só um deles, mais rápido e forte, conseguirá penetrar no óvulo e dar início a uma nova vida. Pensava-se que os espermatozoides, assim como os aviões e os carros de corrida, dispunham de uma reserva de combustível para ser gasta nessa viagem. Sabe-se agora que não é bem assim. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e publicado na edição deste mês da revista Cell, revelou elementos até agora desconhecidos no processo de fecundação. O trabalho identifica e explica, pela primeira vez, o mecanismo que faz com que os espermatozoides liguem uma espécie de motor turbo na fase final de aproximação do óvulo. Esse motor não só aumenta a velocidade do espermatozoide como lhe dá vigor extra para romper a membrana celular do óvulo. (...)

"Um dos fatores cruciais para determinar a velocidade dos espermatozoides é o pH do meio onde eles se encontram. Quanto mais ácido o pH, mais lentamente eles se movimentam. Isso explica por que os gametas masculinos permanecem imóveis dentro do trato reprodutivo masculino, que é ácido, começam a mover-se quando estão no líquido seminal, que é alcalino, e se tornam agitados em contato com o aparelho reprodutor feminino, onde o pH é mais alcalino. Os pesquisadores foram além dessa constatação e descobriram que a aproximação do óvulo ativa estruturas localizadas na cauda do espermatozoide, as Hv1. Uma vez abertas, elas funcionam como comportas, pelas quais são expulsos íons de hidrogênio do interior do gameta masculino. Esse curso aumenta imediatamente o pH interno do espermatozoide, facilitando sua mobilidade. 'O mecanismo que descobrimos é como uma mudança de marcha para que o carro ultrapasse uma barreira. Ele fornece o impulso extra que permite romper a proteção externa do óvulo', disse a Veja a pesquisadora Polina Lishko, coautora do estudo.

"O gatilho que põe a corrente de íons em funcionamento fica nos arredores do óvulo. Nessa região, há dois fatores extremamente favoráveis à mobilidade das células masculinas. O primeiro é a baixa oferta de zinco, que em quantidade mais alta inibe a movimentação dos espermatozoides. A outra é a alta concentração de moléculas de anandamida, substância secretada pelos neurônios e presente também nas células de proteção dos óvulos. Inibir essa chave, teoricamente, inviabilizaria a concepção. 'Há um potencial enorme para o desenvolvimento de anticoncepcionais sem efeitos colaterais, já que sua ação se daria exclusivamente nos espermatozoides, sem nenhuma repercussão em outros tecidos do corpo', diz Polina Lishko. Outra possível aplicação da descoberta está no campo da fertilidade, em casos em que a infertilidade masculina se deve a problemas de mobilidade dos espermatozoides."

Nota: Se pela inibição de apenas uma chave bioquímica se impede a fecundação; se problemas com a mobilidade dos espermatozoides (mecanismo que depende de uma conjunção de fatores) impedem a fecundação; se alterações de pH no homem e na mulher atrapalham o processo; a questão é: Até que todos esses mecanismos que dependem de uma série de fatores interligados e interdependentes tivesse evoluído aos poucos, como os seres humanos teriam se reproduzido? Estaríamos aqui hoje para estudar esse assunto?[MB]

Leia também: "Sexo é bom, mas ninguém explica como surgiu" e "Da concepção ao nascimento"

(Criacionismo)

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Felicidades...

Desejo a todos um ótimo Retiro Espiritual um bom sábado e uma boa semana.

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Abstinência sexual funciona

Um novo estudo afirma que um programa de educação sexual que proponha apenas a abstinência é a forma mais eficiente de retardar o sexo entre jovens. A pesquisa mostrou que os estudantes que ouviram seminários enfocando só a abstinência demoraram dois anos para fazer sexo. No caso de estudantes que ouviram palestras ensinando métodos contraceptivos, 40% fizeram sexo dentro de dois anos. Nos Estados Unidos, onde foi realizada a pesquisa, os dados mudam a forma de se pensar educação sexual. Seria a primeira evidência de que um programa focando apenas na abstinência funcionaria. Os cientistas afirmam que a intenção do estudo não é provar a eficiência da abstinência. Para eles, a abstinência não é eficiente a longo prazo. Uma ONG dedicada a combater a gravidez na adolescência concorda com os cientistas. Outros grupos afirmam que a pesquisa é uma mostra do que se poderia fazer com mais recursos para programas de abstinência sexual.

(Opinião e Notícia)

Nota: Seria bom o governo brasileiro atentar para essa pesquisa. Outro aspecto que os defensores da camisinha como sinônimo de sexo seguro deveriam levar em conta são as "marcas emocionais" do sexo sem compromisso. Já está provado que esse comportamento dito liberal gera depressão e baixa autoestima, entre outros males.[MB]

(Criacionismo)

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Muita TV pode matar você

Se você adora passar horas em frente à telinha, uma equipe de cientistas australianos tem péssimas notícias: de acordo com um novo estudo, cada hora passada em frente à TV pode aumentar em até 18% os riscos de doenças cardiovasculares. A pesquisa foi realizada com base em análises de estilo de vida de 8.800 adultos, e descobriu também que cada hora diária assistindo à televisão aumenta em 11% o risco de morte pos várias causas, além de 9% mais chances de morrer de câncer. De acordo com David Dunstan, que participou do estudo, isso acontece porque o corpo humano evoluiu [ou teria sido projetado?] de modo que precisa se movimentar, e não ficar parado por longos períodos. Por isso, ficar sentado em frente à TV ou a uma tela de computador atrapalha a sua saúde [depois de ler esta postagem, levante-se e vá caminhar, rs]. “O que acontece é que muitas das atividades diárias normais que eram feitas em pé e em movimento hoje viraram atividades que são feitas com as pessoas sentadas”, explica o pesquisador. Por esse motivo, o gasto de energia das pessoas também decresce: “Para muitas pessoas, o dia a dia consiste em mudar de uma cadeira para outra, do carro para o escritório para a frente da televisão”, diz.

A pesquisa foi realizada com 3.846 homens e 9.454 mulheres com mais de 25 anos, que foram separados em grupos de pessoas que assistem a menos de duas horas diariamente, aqueles que veem entre duas e quatro horas de TV e os que passam mais de quatro horas em frente ao televisor. Todo o grupo foi acompanhado por mais de seis anos, e os participantes com histórico prévio de doenças cardiovasculares foram desconsiderados.

Durante o tempo do estudo, 284 pessoas morreram – 125 de câncer e 87 devido a doenças cardíacas. De acordo com Dunstan, a associação entre o tempo passado em frente ao televisor e a quantidade de mortes por doenças cardiovasculares é significativa, mesmo ao se considerar fatores de risco comuns para esses problemas e outras características do estilo de vida dos participantes.

(Hypescience)

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O látex como forma de moral

A questão das campanhas públicas para conter o avanço da aids revela um problema, a meu ver, substancialmente mais grave: a satanização do ponto de vista cristão nos debates de interesse coletivo. A ortodoxia cristã indica duas medidas contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e a gravidez indesejada: abstinência sexual para os não-casados e fidelidade conjugal. Mas, muito melhor que prevenir esses dois flagelos contemporâneos, as propostas cristãs resolvem ainda vários outros, essencialmente mais devastadores. Afinal, o sexo consensual é uma relação interpessoal que deriva de escolhas privadas, e provoca grande impacto sobre o indivíduo e a sociedade. Logo, deve ocorrer em um contexto adequado.

Ora, gritam muitos, os humanos somos falhos, por isso a melhor solução passa ao largo do idealismo religioso; por ser tangível, a camisinha é mais confiável que boas intenções. Essa retórica marota visa a confundir o debate. Vejamos por quê:

A Igreja desaprova, ou não seria cristã, a política de saúde pública do governo quanto à aids. Transformar o preservativo em categoria de pensamento significa minimizar nossa dimensão moral subordinando-a à mera pulsão fisiológica. Quando essas campanhas (aliás, de uma vulgaridade assombrosa!) são aplicadas prioritariamente às camadas mais humildes da população, a coisa desanda para o mais primário e odioso reacionarismo; é como se o brasileiro de baixa renda não passasse de um animal, incapaz de pautar sua vida sexual pelas próprias escolhas. E vai além: colocar máquinas de distribuição de camisinhas em escolas primárias fere a primazia dos pais em educar os filhos, e em função do modismo, da curiosidade e da pressão dos grupinhos ainda antecipa escolhas privadas de pessoas imaturas e despreparadas sob todos os aspectos.

Uma comparação: se as mortes por imprudência no trânsito se multiplicam, o que é mais producente: promover campanhas educativas ou baratear o custo dos air-bags? Ambas as opções, é evidente! Elas se complementam; não se excluem. Errado é ignorar a primeira estratégia e dizer que somente a segunda pode resolver a situação – e ainda demonizar quem apoia as tais campanhas educativas. Pois é bem isso que os círculos de influência midiática fazem com as igrejas cristãs quando o tema é prevenção de DSTs.

Uma pergunta às nossas autoridades: Se o indivíduo transfere suas responsabilidades para um pedaço de látex, terá autodomínio suficiente à falta deste? A atitude sexual individual é influenciada, e muito, pela atitude sexual coletiva, da cultura da sociedade. Ademais, se o preservativo for promovido à única via de responsabilidade acaba virando atalho para o oba-oba, o liberou-geral. Imerso em uma cultura de promiscuidade generalizada e cada vez mais precoce, uma pessoa fará todo tipo de sexo – como sugerido pela propaganda governamental. Com ou sem o tal de preservativo.

Mas não para por aí. E a questão do aborto, defendida pelo tal Programa Nacional de Direitos (direitos????) Humanos, o PNDH-3?

Ironia das ironias, as mulheres de hoje se voltam contra a mesma Igreja que no passado as valorizou e protegeu. Alegação? “Somente à mulher cabe decidir sobre seu próprio corpo.” Não, eu não inventei isso, não; o argumento é esse mesmo. E que dizer da distribuição nos postos de saúde de pílulas abortivas para meninas de 13, 12, 10 anos de idade – sem o conhecimento dos pais.?

Poucos sabem, mas um dos motivos de o Cristianismo ter florescido em Roma, mesmo com suas inúmeras regras de conduta e apesar de toda perseguição, foi a sua aceitação em peso pelas mulheres do Império. Quando alguma mulher dava à luz naquele tempo, o recém-nascido era posto aos pés do pai. Se este o levantava nos braços, a paternidade estava publicamente reconhecida. Caso contrário, era devolvido à mãe, que se não o pudesse criar abandonava-o nos lixões da periferia para ser devorado por ratos e abutres. Mesmo crescido, a vida de uma pessoa estava submetida aos caprichos e às conveniências do próprio pai, que poderia matá-la ou vendê-la. A defesa irredutível da fidelidade conjugal mais a firme condenação às práticas de filicídio e aborto (esse último, um dos agravantes para a baixa expectativa de vida entre as mulheres romanas) cativou os corações femininos da época. E não ficou só por aí; entre os cristãos, mesmo quando escondidos para salvar a vida, o percentual de mortes por epidemias era muito menor que entre os pagãos por causa de sua solidariedade para com os enfermos. Essas práticas caritativas formaram o embrião das santas casas de misericórdia, que evoluíram para os hospitais modernos. Órfãos abandonados à morte? Orfanatos, outra genuína invenção cristã.

Por essas e muitas, muitas outras (tantas, aliás, que não caberiam neste espaço), cabe perguntar: A capacidade cristã de opinar para a construção de uma sociedade melhor, mais justa e mais digna prescreveu? Devemos conformar nossos princípios e valores ao âmbito privado, como algo meramente subjetivo, particular? Para os que pensam assim, uma advertência:

A doxa materialista, com falsas vestes de neutralidade objetiva e encastelada no desvirtuamento do estado laico, também possui seu deus. Ele se chama Pragmatismo, que é inimigo de morte do Cristianismo.* Esse falso deus sempre acaba sendo evocado em situações de crise ou mesmo por interesses ordinários. Pensemos: os alicerces de uma sociedade são os seus valores. Como o materialismo é relativista, chega sempre uma hora em que ele, por força de necessidades ou circunstâncias, questiona esses valores e, pragmaticamente, ou os minimiza ou os substitui. E é aí que mora o perigo. Quem hoje se julga beneficiado por essa, digamos, visão de mundo, amanhã pode acabar sendo muito prejudicado por ela. É apenas uma questão de tempo.

(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

(*) Quem quiser, pesquise: os piores momentos do Cristianismo não se devem à obediência aos seus princípios e valores, mas à sagração do Pragmatismo como Norte moral.

(Criacionismo)

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Excesso de tempo na internet e depressão

Cientistas da Universidade de Leeds afirmam ter encontrado uma "impressionante" evidência de que alguns internautas desenvolvem uma compulsão que os fazem substituir a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social. "Este estudo reforça a tese de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência", disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison. Os pesquisadores analisaram 1.319 britânicos com idade entre 16 e 51 anos e concluíram que 1,2% deles eram viciados em internet. De acordo com Morrison, esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais.

"O uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro - as pessoas deprimidas são atraídas para a internet, ou a internet causa depressão?", escreveu Morrison. "O que está claro é que para um pequeno subconjunto de pessoas o uso excessivo da internet poderia ser um sinal de alerta para tendências depressivas." O estudo foi publicado na revista especializada Psychopathology.

(Veja)

Nota: Como afirma certo dito popular: tudo o que é demais faz mal. Com a internet não é diferente. A web pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo da maneira como nos relacionamos com ela. Um bom livro de papel, um bate-papo entre amigos, exercício físico, relacionamento saudável entre namorados e cônjuges - essas coisas devem ocupar tempo nobre em nossa vida. Temos que ser sábios para lidar corretamente com o real e o virtual.[MB]
(Criacionismo)

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

40% dos casos de câncer poderiam ser evitados

Quarenta por cento das 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a doença protegendo-se contra infecções e mudando o estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira. Um relatório da União Internacional contra o Câncer (UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que nove infecções podem levar ao câncer e pediram que as autoridades de saúde salientem em seus países a importância das vacinas e da mudança no estilo de vida para combater a doença. "Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do mundo, haveria uma comemoração enorme com razão", disse o presidente da UICC em uma entrevista por telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que não o estamos usando."

O câncer do colo do útero e o câncer de fígado, ambos causados por infecções que podem ser evitadas com vacinas, devem ser a prioridade, indicou o relatório, não apenas nas nações ricas, mas também nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 80% dos casos de câncer do colo do útero.

O câncer é uma causa importante de morte em todo o mundo e o número total de casos globalmente está aumentando, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes por câncer no mundo está projetado para subir 45% de 2007 a 2030, passando de 7,9 milhões para 11,5 milhões de mortes, causadas, em parte, por uma população cada vez maior e mais idosa.

O UICC afirmou que quer concentrar a atenção dos responsáveis pelas políticas de saúde nas vacinas de prevenção ao câncer - como a fabricada pela GlaxoSmithKline e pela Merck & Co contra o vírus do papiloma humano (HPV), que causa o câncer do colo do útero, e outras contra a hepatite B, que causa doença hepática e câncer. "As autoridades de todo o mundo têm a oportunidade e a obrigação de usar essas vacinas para salvar a vida das pessoas e educar suas comunidades para escolhas de estilos de vida e medidas de controle que reduzam o risco delas de câncer", afirmou o diretor-executivo do UICC, Cary Adams, em um comentário sobre o relatório.

Outras infecções causadoras de câncer incluem as dos vírus da hepatite C, do HIV e do Epstein Barr, um vírus do tipo da herpes transmitido pela saliva. Os especialistas afirmam que o risco de desenvolver câncer poderia ser reduzido em até 40% se fossem empregadas medidas de prevenção e de imunização total combinadas com mudanças simples no estilo de vida, como parar de fumar, comer saudavelmente, limitar a ingestão de álcool e reduzir a exposição ao sol.

(Terra)

(Saúde e Família)

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Hitler e Darwin

Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra, relata no livro Até o Fim (Ediouro) suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Toda a informação que podia obter da guerra era cuidadosamente fornecida pelo próprio Hitler e seus imediatos, que faziam questão de transmitir a maior tranquilidade e segurança. Tendo vivido nesse período cercada de conforto e amenidades, Traudl conta que, ao fim da guerra, enfrentou imensa dificuldade para acreditar que Hitler, uma pessoa extremamente cortês e paternal, pudesse ter cometido tamanhas atrocidades. Passou anos do pós-guerra procurando entender como é que havia sido “tão ingênua e alienada durante o período em que esteve tão próxima do centro das decisões”, segundo o texto da contracapa do livro.

Foi com muita dificuldade que chegou à conclusão de que havia sido mesmo contaminada pelo incrível poder de sedução do grande líder. Aliás, essa foi uma de suas motivações para escrever o livro a partir de seus diários. Ela queria alertar para o fato de que o poder sedutor de líderes fanáticos jamais pode ser subestimado.

Uma de minhas filhas leu todo o livro e recitou alguns trechos em voz alta para mim. Achei o livro muito interessante. O que mais me impressionou foi este trecho, que descreve um dos momentos corriqueiros passados por Traudl com Hitler (e Eva Braun) na “Toca do Lobo”, quando o ditador confessa sua filosofia de vida e seu relacionamento para com a religião:

“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Fica claro aqui que o conceito de luta das espécies e da sobrevivência do mais apto foi aquilo que lhe permitia matar sem problemas de consciência (aliás, existe consciência sob a ótica darwinista?). É o mesmo pensamento evolucionista que também leva à ação aqueles que estão por aí, não tão famosos quanto Hitler, mas, como ele, desejando ser mais fortes, subjugar ou destruir os mais fracos e levar vantagem em tudo, sem qualquer pudor ou dor de consciência. Eles estão no meio político, no transito, na vida do crime, na economia e até nas empresas. Não existe esperança para um mundo que, no fundo, está sendo dominado por esse tipo de ideia. Mais cedo ou mais tarde, se nada diferente acontecer, ele se autodestruirá!

No conceito evolucionista a ética é vencer. Roubar pode, desde que você não seja pego. Quem rouba sem ser descoberto é vitorioso. Mas se você é descoberto, foi bobo e perdeu. É a sobrevivência do mais apto, nem que seja para roubar. E matar? É lógico que isso também não é errado. Aliás, dentro do conceito evolucionista, não existem absolutos, nem certo nem errado. Existe, sim, o forte e o fraco. Quem pode mais, chora menos. Juízo, julgamento superior, como ensina a Bíblia, não existe. Então, vão prestar contas para quem? Tire a Deus da vida e tudo vira certo, desde que seja “para o meu lado”. E como o evolucionista não crê em Deus... É tudo puro incensário ao egoísmo! Vamos esperar para ver quem estava certo...

Em um curso de que participei, uma professora evolucionista chegou ao cúmulo de afirmar que o incesto só seria errado nas sociedades que assim o convencionaram, como, por exemplo, a nossa (ufa!). Mas, dentro do conceito evolucionista (amplamente aceito em nossa sociedade), a pedofilia não seria uma atitude errada, desde que seja algo bom para você, e se você não for descoberto. Como explicar para um evolucionista o erro da pedofilia? Morte, acompanhada de violência sexual (necrofilia), também pode (lembra-se do Maníaco do Parque?). É simplesmente a lei do mais forte. É assim que funciona a natureza. Era assim a mente de Hitler.

Se um rapaz evolucionista se casa com uma linda garota, mas depois se depara com uma “espécime” mais apta, ou seja, que lhe chame mais a atenção, tchau... Esse mesmo pensamento de Hitler é o que está por trás das invasões das propriedades alheias, que vemos em nosso país. Nesse caso, claro que as invasões são realizadas a despeito das leis do país, mas... (é o evolucionismo mostrando as garras).

Preciso reconhecer que Hitler e Darwin não estavam completamente errados. Existe mesmo hoje uma tremenda competição na natureza, com a sobrevivência do mais apto. Só faltou para eles a análise da hipótese de que, como diz a Bíblia, as coisas não foram sempre assim, e, segundo eu também creio, não o serão. (Se você não acredita, vamos ter que esperar para ver.) Eles não analisaram a possibilidade de que, segundo a Bíblia, Deus tenha criado um universo perfeito, e que o seu perfeito amor estaria baseado na liberdade de escolha (livre arbítrio). Eles também não sabiam que onde existe livre-arbítrio, existe a possibilidade de se divergir e de trair. De acordo com a Bíblia, Deus nunca criou autômatos, mas seres livres, pensantes.

Lá está escrito que um desses seres livres resolveu se rebelar. Deus é bom, mas não é leniente. Sendo então expulso do Centro de Comando do Universo, Lúcifer veio à Terra recém-criada e, extremamente sedutor, como seu filho Hitler e todo fanático totalitário, transmitiu sua rebelião aos primeiros seres humanos, que a aceitaram de bom grado, afastando-se do Criador.

Como aquilo que aconteceu entre Traudl e Hitler, nem imaginavam o que estava por trás daquela fala tão mansa. E quando se afastaram de Deus e se apegaram ao rebelde, desligaram-se da fonte da vida. De acordo com a Bíblia, todo o mundo natural sofre por causa disso. As pessoas morrem, as coisas envelhecem, apodrecem, se estragam, as flores murcham, etc. É por isso que existem “Hitlers” e guerras até hoje.

Deus poderia ter destruído todos os rebeldes, inclusive o chefe deles, e acabar com todas as consequências ruins e tristes que a gente vê por aí. Mas aqueles que não haviam participado da rebelião, então, teriam no relacionamento o medo como um árbitro. Seria a violência como forma de pressão para a manutenção do “amor” (tem muita gente tentando manter um relacionamento nessa [paupérrima] base).

Mas Deus sabe que a violência sempre gera rebelião. Ainda que, por falta de condições, não se realize, está lá, dormente, pronta a explodir ao menor descuido. E Deus não queria um amor obrigado. Imagino que deve ter havido desequilíbrio ou perda de energia tal que ocasionou a desorganização e a morte. Para acabar com tudo isso, Ele, o Criador, resolveu assumir essa perda – morrendo! E quem, mesmo ainda hoje, acredita nisso, e utiliza seu livre-arbítrio para escolher se conectar a Ele através da mente, pode receber de volta essa energia. De acordo com o que se sabe, isso ocorre não apenas no nível emocional e espiritual, mas físico também.

Um dia eu também não acreditava. Minha vida era tão ruim que não podia piorar. E eu resolvi experimentar. Uma das bases do método científico não é justamente a experimentação? Então, por que não experimentar orar, ler a Bíblia? Quero desafiar você a justificar sua mente científica, e fazer uma experiência. Não precisa contar para ninguém. Se não acontecer nada, o que você perdeu? Mas se tudo isso for verdade... Sem experimentar, nunca se vai saber o gosto! Hitler não quis.

(Marcos Bomfim é pastor, terapeuta familiar, apresentador do programa “Novo Tempo em Família” da Rede Novo Tempo de Rádio e colunista do site www.outraleitura.com.br)
(Criacionismo)

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Jovens optam pela castidade; governo, pela baixaria

Fazia tempo que minha esposa e eu não víamos telejornal – e nem TV (existem maneiras melhores de se manter seletivamente atualizado). Na quinta-feira passada, resolvemos assistir ao Jornal Nacional. Num dos intervalos comerciais, ficamos estarrecidos. Um jovem caminhava e ouvia os “conselhos” da camisinha que carregava na mão (depois fiquei sabendo que a voz da camisinha é da Luana Piovani). De repente, o rapaz se vira e avista outro jovem. E o preservativo incentiva: “Olha que gato!” O vídeo termina com os dois se abraçando e uma voz em off dizendo algo como (não me lembro bem): “Não importa se é por amor, paixão ou só sexo mesmo, use camisinha.”

Ainda bem que minhas filhas pequenas estavam distraídas e não fizeram perguntas. Não importa que pensem que sou um pai “fora de época”, nunca vou concordar com o Governo Federal que pensa que as crianças devem ter contato com esse tipo de coisa por meio da TV, em horário nobre. Assim, o governo nos obriga a (1) a introduzir os pequenos precocemente num mundo que ainda não lhes diz respeito, ou (2) a desligar a TV. Claro que vou continuar preferindo a última opção.

Como se não bastasse a apologia ao homossexualismo, vem o governo incentivar a prática do sexo unicamente pelo prazer, como se fosse uma simples brincadeira inconsequente – e ainda chama isso de “sexo seguro”! Depois, o mesmo governo hipócrita se mostra alarmado com o aumento no número de casos de contaminados pelo vírus HIV e com o crescente número de mães solteiras adolescentes (parece que a camisinha não tem se mostrado assim tão eficaz).

Na contramão dessa baixaria institucionalizada (e, infelizmente, paga com meus impostos), alguns jovens estão tendo a coragem de mostrar o que é o verdadeiro sexo seguro. Deu no portal UOL:

“Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade [também, com o próprio governo dizendo “Faça!”...]. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

“O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). ‘Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a esse amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!’, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas ‘máculas’. ‘Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal’, revela.

“Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um ‘estilo de vida’. ‘Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção’, explica. ‘Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama’, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a ‘tiração de sarro’ e o espanto dos amigos. ‘A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente’, diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.

“Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. ‘Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos’, ressalta.

“Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as ‘sisters’ do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em ‘jejum’ há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. ‘O namoro casto potencializa o autoconhecimento’, afirma. ‘Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias’, destaca ele, que não gosta muito do termo ‘abdicar’. ‘Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo.’ (...)”

Por que o governo não destina um pouco da verba gasta com campanhas paliativas para mostrar comportamentos que previnem os males do sexo irresponsável? Por que não enfrenta as poderosas emissoras de TV com seus conteúdos imorais, colocando um pouco de ordem na baixaria? Talvez seja porque é mais fácil oferecer um remédio de látex com a voz da Luana no país do Carnaval do que investir na moralização e na valorização do verdadeiro sexo seguro: o casamento.[MB]
(Criacionismo)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Razões para Crer

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Um Esconderijo para os Fracos

Não são poucas as vezes que temos ouvido falar de ética em nossos púlpitos. Algumas vezes a palavra não chega a ser pronunciada, mas percebemos pregadores falar dentro da “ética” para não ferir ninguém. Até aonde podemos ser éticos sem ferir os preceitos da Verdade? Ou Verdade é Verdade e deve ser dita mesmo que demande a perda de nossos privilégios? Será que, em se tratando de salvação e perdição, não devemos falar a verdade? Seria isso agir dentro da ética?

Neste breve artigo iremos analisar essas questões e tentar encontrar respostas para elas.

Definição de Ética

O termo ética procedeu do grego ethos, que significa caráter ou a personalidade de uma pessoa. Podemos definir ética como um conjunto de princípios e valores morais que orientam a conduta do homem. Aurélio define ética como um “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto” (Dicionário Aurélio, 2000).

Cada grupo de profissionais elabora seu código de ética. Cada sociedade tem seu conjunto de valores e princípios que determinam sua ética. O objetivo da ética é alcançar um equilíbrio, socialmente falando, para que ninguém seja prejudicado.

Não podemos deixar de considerar que, ao contrário dos princípios bíblicos, os valores morais da sociedade têm mudado no decorrer dos séculos. Por exemplo, nas sociedades antigas possuir escravos era perfeitamente legítimo; as pessoas não eram consideradas iguais entre si, e o fato de umas não terem liberdade era considerado normal. Outro bom exemplo é fato de até pouco tempo atrás as mulheres serem consideradas inferiores aos homens, e, portanto, não merecedoras de direitos iguais. Outro exemplo ainda era que na Idade Média, a tortura era considerada prática legítima, seja para a extorsão de confissões, seja como castigo. Hoje, tal prática é repudiada pela maioria das pessoas e é considerada imoral. Portanto, a moralidade humana é formada dentro do contexto histórico e social, por esse motivo sofreu alterações no decorrer da história, como também sofre alterações de acordo com a cultura social em que está inserida. Em alguns países, por exemplo, é ético sacrificar animais para fins científicos, já em outros, isso é totalmente objetável.

Portanto, a ética é feita dentro da sociedade ou grupo de pessoas das quais fazemos parte. Todos podem criar seus valores éticos, que muitas vezes, serão antiéticos para outros.

Um Equilíbrio Indesejado

O que falar para uma pessoa que nos tem ajudado em muitas coisas, que ocupa uma determinada posição na igreja, que desempenha um papel fundamental diante de muitos, que ela está errada em alguns conceitos bíblicos? O que falar para um grupo de pessoas que tem desempenhado um grande trabalho na igreja e que seus resultados têm sido satisfatórios; suas ofertas e seus dízimos têm ajudado na manutenção da obra, mas que, em alguns pontos de interesse eterno, tem esse grupo de pessoas praticado atos que são inaceitáveis para Deus?

Para alguns (ou a maioria), a solução para esses e outros casos seria encontrar um equilíbrio entre o certo e o errado; não declarar a verdade tão claramente, mas fazer uma boa relação entre o bem e o mal, para que ninguém saia ofendido. Seria isso uma ação corroborada pelas Escrituras Sagradas? Afinal, vivemos pela norma de Sola Scriptura. Tendo em vista que estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele, pois buscamos uma pátria celestial (Romanos 12: 2; Hebreus 11: 13-16; Filipenses 3: 20), não devemos reger nossos princípios e valores morais pelas Escrituras Sagradas? Então, qual a orientação bíblica para solucionar esses casos?

Falar ou fazer o certo em equilíbrio com o que é errado é bíblico?

O conceito de criar um equilíbrio entre o certo e o errado bate de frente com a orientação bíblica, pois não existe equilíbrio entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Essa concepção foi elaborada nas reuniões demoníacas dirigidas por Satanás. Não foi à toa que Deus nomeou a Árvore da Ciência do Bem e do Mal como representante do governo luciferiano, dando ainda forte advertência para não comer do seu fruto (Gênesis 2: 17). Essa advertência não foi atendida por Adão e Eva, como também não tem sido atendida por muitos nos dias atuais. Tiago afirmou que “a vossa [nossa] palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação” (Tiago 5: 12. Colchetes acrescentados). Apesar que Tiago está abordando o tema do juramento e o valor que a palavra do cristão deve ter, o mesmo princípio é perfeitamente aplicável à posição que cada cristão deve tomar em relação ao que é certo ou errado.

Satanás faz muitos pensar e agir como se não houvesse necessidade de falar tão claramente a respeito de um determinado assunto de interesse eterno. Isso se dar devido a muitas vezes o assunto gerar polêmica e ferir um determinado grupo ou pessoa. Essa prática tem deixado a muitos no limiar das trevas da dúvida, sem saber que posição tomar. Muitos membros estão à espera de uma posição da igreja a respeito de diversos temas polêmicos para poder tomar uma decisão, e, enquanto essa posição não for tomada, milhares continuarão agindo de acordo com a consciência (Juízes 21: 25), e isso é extremamente perigoso, pois é a salvação que está em jogo, e a consciência humana não é um guia seguro (Provérbios 16: 25; Jeremias 17: 9). Oro todos os dias para que a liderança da igreja tome uma posição claramente definida quanto a vários assuntos que tem colocado em xeque a salvação da igreja. A salvação é individual, mas - como líderes espirituais - podemos contribuir para a salvação ou perdição de muitos, e isso será recompensado ou cobrado de cada um de nós (Ezequiel 33:2-9).

Sabemos que a salvação é pela fé em Cristo, mas não podemos esquecer que só seremos salvos se deixarmos Cristo realizar Sua obra de Justificação em nós. A Justificação pela Fé nos salva dos nossos pecados e não em nossos pecados. Jesus nos justificou na cruz, é certo, mas agora Ele quer realizar sua obra em cada um de nós. Essa obra só pode ser realizada se permitirmos que Cristo nos faça uma nova criatura. George Knigth afirmou que "...um cristão pode viver vitoriosamente ao nascer do alto pelo Espírito Santo. Nisso consiste o segredo do viver cristão, segundo a ordem da mensagem de 1888." A Mensagem de 1888, p. 175. Para vivermos um vida vitoriosa sobre o pecado precisamos conhecer o que é pecado e solicitar ajuda do alto para vencer. A igreja tem a obrigação de mostrar o que é pecado aos seus membros.

Compreendo que todas as decisões da liderança da igreja deve ser tomada somente depois de fortes evidências bíblicas, para que não deixe dúvidas. Acredito na administração desta igreja e creio que ela está indo em busca de um forte alicerce para poder se declarar sobre diversos assuntos como música, saúde, e outros temas que sofreram diversas influências mundanas.

Não conhecemos mais as nossas músicas, antes quando elas eram tocadas, rapidamente identificávamos como sendo músicas adventistas; com raras exceções, tal não acontece hoje, pois a grande maioria está parecida com o rock, pop rock, rock romântico e etc. Não se conhece mais um adventista em um restaurante ou em uma lanchonete; nosso patrão de saúde está caindo rapidamente. Não se conhece mais um casal adventista namorando. Onde está o exemplo de família e criação de filhos, ensinado e defendido pelas Escrituras? Não se conhece mais um adventista em uma locadora de vídeo. Não se conhece mais um adventista da forma como se veste e se comporta na rua, no serviço, em casa. Foram tantas as mudanças que estamos perdendo nossa identidade - se é que já não perdemos.

Princípios e valores morais bíblicos que orientam a ética da verdade

1. O exemplo de Cristo

“E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas à aparência dos homens.” Mateus 22:16.

Jesus sempre falou a verdade sem se importar com qualquer pessoa que estivesse presente. Ele não estava preocupado com a ética utilizada em nossos púlpitos nos dias atuais. Claro que em suas palavras havia amor, mas a verdade não era reprimida. Um episódio bem conhecido por todos foi a sua demonstração de total desaprovação quanto ao que o povo estava fazendo no templo (Mateus 21: 12-13). Essa ação foi um dos pontos decisivos para que fosse planejada sua prisão e morte. Quem de nós seria capaz de fazer tal ação sabendo que isso poderia comprometer nossa liberdade e, até mesmo, a nossa vida? Onde estava a ética de Cristo nessa e em outras ações? O conjunto dos valores morais de Cristo, que dão origem à sua ética, são regidos pelo amor. É o amor que O faz repreender, disciplinar, corrigir, educar a igreja a quem ama (II Timóteo 3:16; Apocalipse 3: 19), pois se não fizer isso, verá sua amada igreja perder-se para sempre. A ética de Cristo é o amor que o guia para a salvação. Sua ética não é a ética deste mundo.

O que você faria percebendo que seu filho está prestes a cometer um grave erro que poderá causar sua infelicidade para sempre? Você ficaria calado e deixaria acontecer? Agiria dentro da ética com medo de magoar o filho, encontrando um equilíbrio entre o erro do filho e a verdade? Ou faria todo o possível para tentar fazer com que seu filho corrija o erro, mostrando a verdade? A resposta é óbvia. Todos nós faríamos o que for necessário para proporcionar a nosso filho uma felicidade verdadeira.

2. O exemplo de João Batista

“Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.” Mateus 14: 3-4.

João Batista perdeu a vida por que falou a verdade. Não se importou se Herodes era rei; simplesmente falou a verdade. Essa é a verdadeira ética guiada pelo amor. Nem sempre as pessoas aceitam a verdade, porém ela deve ser dita, mesmo que isso demande a perda de nossa própria vida. Quem ama não fica calado diante do erro; o verdadeiro amigo é aquele que adverte o outro do erro; quem o faz enxergar seu estado e voltar-se para a verdade. Mas infelizmente muitos não aceitam ser repreendidos.

3. O Exemplo de Natan

“Então o furor de Davi se acendeu, em grande maneira, contra aquele homem, e disse a Natan: Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso... Então disse Natan a Davi: Tu és este homem.” II Samuel 12: 5 e7.

Natan, usado por Deus, advertiu Davi de seu grave erro. Ao contrário de Herodes, Davi de arrependeu. Devemos falar a verdade por que, mesmo que muitos possam desaprovar, muitos podem aceitar a advertência e serem salvos. Essa é a ética do amor.

4. O exemplo de Elias

“E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa do teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes aos Baalins.” I Reis 18: 17-18.

Sobre esse caso deixarei Ellen White comentar, pois ela faz um resumo dos casos aqui apresentados, seu resumo confirma a ética bíblica de falar a verdade com amor e por amor, independente de quem quer que seja.

“Há necessidade hoje da voz de severa repreensão, pois graves pecados têm separado de Deus o povo. A infidelidade está depressa tornando-se moda. 'Não queremos que Este reine sobre nós' (Luc. 19:14), é a linguagem de milhares. Os sermões macios tão freqüentemente pregados não deixam impressão duradoura; a trombeta não dá um sonido certo. Os homens não são atingidos no coração pelas claras, cortantes verdades da Palavra de Deus.

“Há muitos professos cristãos que, se expressassem seus reais sentimentos, diriam: Que necessidade há de falar tão claramente? Seria o mesmo que perguntar: Que necessidade havia de João Batista dizer aos fariseus: 'Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?' Luc. 3:7. Que necessidade tinha ele de provocar a ira de Herodias dizendo a Herodes que não lhe era lícito possuir a mulher de seu irmão? O precursor de Cristo perdeu a vida por falar claramente. Por que não podia ele ter prosseguido sem incorrer no desprazer dos que estavam vivendo em pecado?

“...Quando será a voz da fiel reprovação ouvida uma vez mais na igreja?

“Os... que apreciam agradar aos homens, que clamam: Paz, paz, quando Deus não falou de paz, bem deviam humilhar o coração perante Deus, pedindo perdão por sua insinceridade e falta de coragem moral. Não é por amor ao próximo que eles abrandam a mensagem que lhes é confiada, mas porque são indulgentes para consigo mesmos e amam a vida fácil. O verdadeiro amor busca primeiro a honra a Deus e a salvação das almas. Os que possuem este amor não se esquivarão à verdade para se abrigarem dos incômodos resultados de falar claramente. Quando almas estão em perigo, os ministros de Deus não considerarão o eu, mas falarão a palavra que lhes é ordenada, recusando desculpar ou atenuar o mal...

“Deus chama homens como Elias, Natã e João Batista - homens que levarão fielmente Sua mensagem sem considerar as conseqüências; que corajosamente falarão a verdade, ainda que isso signifique o sacrifício de tudo que possuem. Deus não pode usar homens que, em tempos de perigo, quando a força, a coragem e a influência de todos são necessárias, temem tomar uma firme posição pelo direito. Ele chama a homens para que se empenhem fielmente na batalha contra o erro, guerreando contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. A tais é que Ele dirigirá as palavras: 'Bem está, bom e fiel servo... entra no gozo do teu Senhor.' Mat. 25:23.” Profetas e Reis, 141 e 142.

Toda a verdade deve ser pronunciada com amor; não podemos mostrar os erros sem mostrar Cristo como solução para eles. Isso deve ficar bem claro. Outro ponto que gostaria de deixar claro é o fato que todos têm o livre arbítrio; não podemos obrigar a ninguém a cumprir com a verdade se não deseja fazê-lo; devemos amar-lo igualmente a qualquer outro que aceite viver os preceitos da verdade. O que podemos fazer é apenas orar por todos. E lembre-se sempre: odiar o pecado, mas amar incondicionalmente o pecador é uma ordem Divina.

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