quinta-feira, 21 de maio de 2009

Busca por fama e riqueza pode prejudicar saúde

Muitas pessoas pensam que ter dinheiro, boa aparência e a admiração dos outros traz a felicidade. Porém, estudo publicado na edição de junho do Journal of Research in Personality indica que a perseguição a metas materiais e relacionadas à imagem poderia contribuir para o mal estar físico e mental. A análise de 147 alunos de duas universidades mostrou que “apesar de nossa cultura colocar uma forte ênfase na realização com riqueza e fama, perseguir esses objetivos não contribui para ter uma vida satisfatória”. Na verdade, isso foi associado à presença de mais emoções negativas, como vergonha e raiva, e mais sintomas físicos de ansiedade, como dores de cabeça, de estômago e falta de energia.

Por outro lado, aqueles que disseram valorizar o crescimento pessoal, as relações próximas, o envolvimento com a comunidade e a saúde física eram mais satisfeitos com o sucesso pessoal, além de apresentar maior sensação de bem-estar, mais sentimentos positivos e menos sinais de estresse.

Nota: "Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6:33).



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Por que é importante ter contato com a natureza

Parece fácil associar uma bela paisagem, com árvores floridas e cachoeiras, a momentos de prazer. Estar em contato com a natureza transmite uma sensação de calma e tranquilidade e faz bem para a mente, certo? Mas isso quer dizer que a cidade pode fazer mal ao seu cérebro? Segundo um estudo da Universidade de Michigan, a resposta é sim. O psicólogo Marc Berman publicou um estudo em que mostrou como, depois de algum tempo andando numa rua barulhenta e movimentada, o cérebro humano perde parte de sua capacidade de guardar informações na memória. Isso explica também por que nos sentimos tão exaustos vivendo em cidades grandes.

Para chegar a essa conclusão, o cientista usou um grupo de estudantes da Universidade de Michigan, que foi submetido a testes e tarefas que exigiam atenção e concentração. A ideia era testar suas habilidades depois de um longo dia de trabalho com e sem o contato com a natureza. Já mentalmente cansados, os estudantes eram separados em dois grupos e tinham que andar por mais de 4 quilômetros. Uma parte fazia o trajeto por um viveiro de plantas da universidade e a outra andava por uma movimentada avenida. Em seguida, os jovens eram submetidos a um novo teste de concentração e memória, como decorar uma sequência de números de trás para frente. O grupo da cidade, além de ter chegado mal-humorado, saiu-se pior que o grupo que esteve em contato com a natureza.

“A mente é uma máquina limitada”, disse Berman em entrevista ao jornal The Boston Globe. “Estamos começando a entender como caminhos diferentes em uma cidade podem exceder esses limites.” O cérebro de todos os animais funciona como um radar, sempre atento a possíveis ameaças. Numa cidade cheia de estímulos visuais e sonoros, o cérebro humano fica em constante estado de alerta. Ao andar na rua é preciso olhar os semáforos, o chão, para evitar buracos e desviar de pessoas distraídas. Ao mesmo tempo, é preciso “avisar” e controlar o cérebro para que ele não se concentre no que for irrevelante, como a conversa de um casal dentro do ônibus. Esse controle, segundo Berman, exige energia.

Essa atenção, chamada “focada”, é a mesma usada pela mente para fazer uma prova ou fechar um acordo financeiro. E ela pode se esgotar. Quando estamos em contato com a natureza, o ambiente calmo e sem ameaças permite que a mente relaxe e “recarregue as baterias” para a atenção focada.

Nem sempre é preciso estar na natureza para que ela traga benefícios. A simples visão de uma paisagem bucólica pode trazer calma e bom humor, como mostrou uma pesquisa do psicólogo Peter Kahn, da Universidade de Washington. Ele fez dois testes com grupos que trabalhavam em salas fechadas, sob níveis de estresse. No primeiro teste, um grupo não tinha janelas e outro, embora estivesse num ambiente fechado, tinha uma televisão onde passavam imagens da natureza, em alta definição. O grupo que assistiu à TV se mostrou mais bem disposto e com raciocínio mais claro. No segundo teste, adicionou-se um terceiro grupo, com uma janela com vista para natureza de verdade. Nesse segundo teste, o grupo da televisão não teve bons resultados. Para o pesquisador, ficou claro que a presença da natureza virtual não substitui a real, ainda que ela esteja em uma projeção de alta definição.

(Época)

Nota: Estamos nas horas de mais um sábado, o memorial da Criação (Gn 2:1, 2; Êx 20:8-11). Que tal, depois do almoço, você e sua família (ou mesmo sozinho) fazerem um passeio em meio à natureza para contemplar as obras do Grande Artista?[MB]

Leia também: "Biorritmo e o sétimo dia"



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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Fermento racista

Circula na internet um vídeo que faz parte de uma pesquisa sobre a inconsciência do racismo entre crianças negras. Peço licença para fazer alguns comentários. Tive meu primeiro professor negro apenas no 2° Colegial, e nunca tinha me dado conta disso. Era Geraldo. Foi meu melhor professor de História. Sua esposa, também negra, era uma ótima professora de Sociologia. Eles eram tementes a Deus. Tenho saudades deles. Estudando o assunto, descobrimos que não existem raças, mas etnias; não há gente “de cor”, mas gente negra ou mulata. As palavras “negro” ou “negra” são tão bonitas e honrosas quanto “morena”, ou “branco”. Na verdade, não há negros, brancos, índios e “olhinhos puxados”, mas pessoas. Todos somos simplesmente pessoas. Portanto, por exemplo, ao apontar uma pessoa em meio a um grupo, não fale: “Aquele preto ali” ou “Aquele senhor de cor”, mas “Aquele senhor negro” ou “Aquele senhor de camisa listrada”, assim como você faria normalmente para identificar outros. Trate as pessoas como tais, sem desmerecê-las, pois, às vezes, fazemos isso sem perceber. Sei que muitos de nós já temos consciência disso.

Em relação à chamada superioridade branca, chego a pensar que não passa de receio quanto a uma possível superioridade negra, manifesta com muita superação e lágrimas em diversas áreas. Que o diga Jesse Owens, atleta negro que ganhou quatro ouros olímpicos diante de Hitler e seu surpreso estádio nazista em 1936. Posso imaginar você acrescentando em sua mente nomes como Martin Luther King Jr., Lewis Hamilton (atual campeão de F1), Nelson Mandela, Barack Hussein Obama, Ben Carson (o neurocirurgião adventista de fama mundial), Joaquim Barbosa (STF), Rodrigo Pereira da Silva (primeiro adventista negro a ser professor de Teologia no Brasil) e tantos outros.

Deus nos criou iguais biológica e moralmente. A cor da pele responde apenas por zero vírgula zero, zero... alguma coisa do DNA – isso é fato. Nosso cérebro tem um quilo e meio. Há espaço para todos debaixo do Sol; todos só precisam de oportunidade.

Fico profundamente indignado com essa hipocrisia, às vezes silenciosa, que será extirpada apenas no Céu. Vivemos num campo de concentração há mais de seis mil anos, mas podemos nos livrar do fermento racista individualmente, em Cristo Jesus.

(Diogo Cavalcanti, pastor e jornalista)



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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Livros didáticos deverão trazer conteúdo homossexual

Os livros didáticos deverão incluir, até 2011, a temática das famílias compostos por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Essa é uma das 50 ações e diretrizes previstas no Plano Nacional da Cidadania dos Direitos Humanos de LGBT, lançado ontem pelo governo. Elaborado por representantes de 18 pastas, o plano orientará a elaboração de políticas públicas de curto e médio prazo voltadas à inclusão social e combate às desigualdades. "É o início de uma caminhada. Como tudo em direitos humanos, demanda tempo, é a construção de uma nova cultura, superando uma cultura de séculos de violência, discriminação e preconceito", afirmou o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi. "Há 10 anos ninguém pensaria que as passeatas do orgulho gay mobilizariam os milhões de brasileiros que mobiliza hoje. Essa mudança tem que estar refletida", frisou.

Como exemplo, citou o fato da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda ter restrição à doação de sangue por parte da população LGBT e a referência à pederastia no Código Penal Militar. De acordo com o Plano Nacional da Cidadania dos Direitos Humanos de LGBT, ambas as questões serão tratadas pelo governo federal.

As ações incluem outras importantes reivindicações do movimento LGBT, como o reconhecimento dos direitos civis de casais homossexuais e a criação de dispositivos legais e jurídicos que garantam o direito do casal homossexual de adotar filhos.

Estão previstos, também, o encaminhamento de mulheres transexuais e travestis condenadas a presídios femininos e até a modificação da legislação do Imposto de Renda para que parceiros do mesmo sexo possam ser incluídos como dependentes.

O governo federal também se compromete a apoiar iniciativas legislativas que tramitam no Congresso Nacional e tratam dos direitos da população LGBT e a criar e implementar, por meio de lei, um fundo nacional de combate à discriminação homofóbica.

Todas as ações têm prazo previsto para execução (entre 2009 e 2011) e ter órgão responsável pelo encaminhamento. O monitoramento deverá ser feito por um grupo que ainda será criado e coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

(Diário Catarinense)

Nota: A discriminação deve ser combatida em todas as suas formas, sem dúvida, mas impor leis e mecanismos que beneficiem minorias limitando os direitos da maioria é algo a se temer. O pastor Sérgio Santeli, do blog Minuto Profético, ainda questiona: "Resta saber o que é, de fato, ser homofóbico. Ao limitar a liberdade de expressão dos religiosos o governo brasileiro estará abrindo caminho para o delito de opinião, algo inconstitucional. Não seria correto, então, o governo brasileiro usar o mesmo critério para os programas cristãofóbicos?"

Quanto aos livros didáticos, supreende que o MEC seja contra o ensino do cricionismo ou da teoria do design inteligente, ao passo que forçará a inserção de conteúdos homossexuais, assunto igualmente polêmico.[MB]



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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A verdade é relativa?

Protágoras: "A verdade é relativa. É somente uma questão de opinião."
Sócrates: "Você quer dizer que a verdade é mera opinião subjetiva?"
Protágoras: "Exatamente. O que é verdade para você, é verdade para você, e o que é verdade para mim, é verdade para mim. A verdade é subjetiva."
Sócrates: "Você quer dizer realmente isso? Que minha opinião é verdadeira em virtude de ser minha opinião?"
Protágoras: "Sem dúvida!"
Sócrates: "Minha opinião é: a verdade é absoluta, não opinião, e que você, Sr. Protágoras, está absolutamente em erro. Visto que é minha opinião, então você deve conceder que ela é verdadeira segundo a sua filosofia."
Protágoras: "Você está absolutamente correto, Sócrates."

A filosofia por trás do Pós-Modernismo não é nova. Sócrates já havia demonstrado a inconsistência lógica do relativismo há mais de 2.400 anos.

Salomão, certa vez, disse: "Não há nada novo debaixo do sol" (Ec 1:9)

Sofismas que previamente existiram ressurgem em nossos dias com nova roupagem semântica; não há nada de novo, somente coisas velhas acontecendo a pessoas novas.

(O Mito da Evolução)



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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O que nos faz humanos

A revista Scientific American deste mês traz a matéria de capa "O que nos faz humanos", assinada pela bioestatística Katherine S. Pollard. No texto, a pesquisadora fala sobre comparações entre genomas humanos e de chimpanzés que revelam extensões de DNA exclusivas de nossa espécie. Num dos boxes da matéria, é dito que "mudanças para certas sequências genômicas podem ter efeitos graves no cérebro. Mutações do gene ASPM, por exemplo, levam a uma redução marcante no tamanho do cérebro comparando-se com o cérebro normal, indicando que esse gene exerceu um papel fundamental na evolução do cérebro grande em humanos". A pergunta é: Como, quando e por que surgiu o tal gene fundamental ASPM? Qual a explicação para o surgimento de informação genética fundamental, complexa e especificada?

O texto do box prossegue: "O mau funcionamento nos neurônios em que o HAR1 [parte de um gene ativo do cérebro] é ativo durante o desenvolvimento, entretanto, pode levar a uma doença grave na qual o córtex cerebral não se dobra corretamente, sugerindo que o HAR1 é essencial para a formação de um córtex sadio." Você não acha que é muita perfeição, muito ajuste fino para ter ocorrido por fatores aleatórios advindos da evolução cega? Se uma parte de apenas um gene não funciona direito, o desenvolvimento do cérebro desanda. Como conceber que toda essa complexidade um dia não tenha existido e passou a existir, pura a simplesmente?

Embora tenha sabor darwinista do começo ao fim, a matéria de Pollard admite: "O cérebro humano é bem conhecido por diferir consideravelmente do cérebro do chimpanzé em termos de tamanho, organização e complexidade, entre outras peculiaridades."

A imagem e a semelhança de Deus não são nossas por acaso...[MB]



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Jovens sexualmente despreparados

Pesquisa feita pelo Ibope e comentada pela psicóloga especialista em análise comportamental, Mariuza Pregnolato, no site DNA Mulher, revela que a maioria dos jovens é ansiosa quando o assunto é sexo. “As tecnologias estimulam as atividades solitárias, o que dificulta o treinamento das sociais”, afirma. Ela diz ainda que por conta do computador e do videogame as relações se tornaram ainda mais superficiais. “A própria transa não tem muita entrega. Não se vê muitos relatos de encontros felizes”, diz. Segundo a especialista, o jovem que namora tem a oportunidade de compartilhar uma vida a dois, o que proporciona equilíbrio emocional e tranquilidade de se expressar sexualmente. O jovem casado, por sua vez, vive em conflito porque escolheu a estabilidade do casamento. Mas o mundo, a mídia e o ambiente em que ele vive, até mesmo o próprio trabalho, o chama para fora do casamento. Então, ele precisa constantemente administrar essas coisas. “Mas isso só acontece se ele não se casou com maturidade suficiente”, afirma a Mariuza. É importante saber, no entanto, que cada pessoa tem sua própria maneira de agir e pensar, apesar das pesquisas, e isso deve ser levado em consideração antes de qualquer dado que classifique as pessoas.

Nota: A moda do "ficar" tem originado uma geração de desajustados sexuais. Quando o namoro cumpre seu papel de conhecimento mútuo e preparação para o casamento (o que não significa que sempre terminará necessariamente em casamento), a tendência é a de formar relacionamentos felizes e estáveis.[MB]



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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Pensamentos negativos podem deixar você doente

Pensamentos negativos podem influenciar na vida das pessoas. A reação de um paciente diante da doença pode influenciar na sua recuperação, pense ele de maneira positiva ou negativa. Exemplo disso são pessoas que participam de ensaios clínicos. Metade dos pacientes são submetidos à verdadeira droga e a outra metade recebe o placebo, porém, todos estão cientes dos possíveis efeitos colaterais. O que foi observado é que entre as pessoas que sofrem com os efeitos colaterais estão também pessoas que tomam apenas o placebo. Enquanto o efeito placebo consiste em a pessoa doente tomar uma substância qualquer, que não seja um remédio, e melhorar simplesmente por ter sido feito acreditar que aquele era um remédio real. O contrário disso é chamado de efeito nocebo, ou seja, uma reação adversa que não é causada por alguma droga, mas apenas pela crença de que efeitos indesejáveis são possíveis. Aí entra o efeito do pensamento negativo.

(Hypescience)

Nota: No aspecto espiritual, isso é ainda mais verdadeiro: "Necessitamos de ter um constante sentimento do poder enobrecedor dos pensamentos puros. É nos bons pensamentos que reside a única segurança para cada alma. O homem, 'como imaginou na sua alma, assim é' (Pv 23:7). A faculdade de se dominar desenvolve-se pelo exercício. O que a princípio parecia difícil torna-se fácil pela repetição constante, até que os retos pensamentos e ações acabam por ser habituais. Se quisermos, podemos afastar-nos de tudo o que é baixo e inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por Deus" (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 491).



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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Ciência, intolerância e fé

A ciência é a autoridade suprema na sociedade. Se há uma disputa, a ciência é o juiz. Se uma lei está para ser aprovada, a ciência tem de comprová-la. Quando a ciência é ignorada, brados de protesto ecoam na mídia, nas universidades e nas esquinas. A autoridade atribuída à ciência é tão grande que muitos são tentados a usá-la para validar afirmações que vão além das evidências disponíveis. Phillip Johnson quer trazer de volta ao debate público questões que muitas vezes têm sido consideradas resolvidas. Ao analisar os fundamentos do naturalismo, o autor ressalta os últimos debates sobre ciência e evolução. No fim, ele conclui profeticamente que as muralhas do naturalismo ruirão e que o evangelho deve desempenhar um papel vital na construção de um novo tipo de pensamento — não apenas em relação à ciência e à religião, mas no que diz respeito a tudo que oferece esperança e sentido à vida.

Ciência, Intolerância e Fé é um livro para todos que entendem a importância desse questionamento e que gostariam de ser participantes bem informados do debate atual. “Em toda a ampla literatura sobre darwinismo, evolução, criação e teísmo, dificilmente podemos encontrar uma análise tão calma, compreensiva e convincente quanto a de Phillip Johnson.”

(Richard John Neuhaus, editor de First Things)

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Texto extraído do Site (Criacionismo)

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Gleiser chutou o balde

Marcelo Gleiser chutou o balde mesmo (saiba por que aqui). Disse que "nossa geometria descreve aproximadamente as formas que vemos à nossa volta; esferas, quadrados, cubos, círculos, linhas". Um aluno do Ensino Médio talvez pudesse dizer isso. Mas alguém que faz curso superior, não. Além dos axiomas básicos da geometria e que a ideia de tais não é nada simples, há muitas formas complexas de geometria - muito utilizadas e trabalhadas na matemática -, mas pouquíssimo observadas no mundo real, como os espaços curvos e hiperbólicos. O que dizer, então, de uma geometria em R^n (lê-se como se o "n" fosse um expoente), no qual interagem dimensões que não podem ser observadas? E num curso de cálculo 4 e avançado no qual se veem funções em Rn, e domínios em Rn. E mesmo naqueles "espaços", não oculares, a geometria ainda trabalha, sobretudo uma geometria vetorial.

Matemática, sim, é uma invenção humana, pois se trata de uma linguagem; de modo de pensamento. Contudo, é uma ferramenta e analisa e estuda a lógica, os fatos, o verdadeiro, o transcendente, independente de uma pessoa ou outra. Logo, se a humanidade não existisse, ainda assim os fatos continuariam, 2 + 2 continuaria sendo 4, mesmo não havendo nenhum homem para verificar isso.

Matemática está longe de ser diminuída a algo que apenas descreve nossa realidade. Um simples conhecimento da História da Matemática permitiria verificar que no passado houve muitas descobertas matemáticas, porém, de fatos e comprovações ainda longe da realidade. Apenas muitos anos depois foram de fato utilizados de algum modo ou comprovados. Diga-se de passagem, os números complexos.

Se o Universo é regido por leis matemáticas e padrões de tais existe em praticamente tudo. Eles não passam a existir apenas quando o homem os observa, consegue escrever, formular e divulgar no meio acadêmico. O fato existe, está sempre ali, independentemente do homem. A matemática pura está universalmente presente, mesmo antes de o homem fazer contas. Dizer que ela apenas existe quando o homem a reconhece é no minimo um equivoco. Há ainda muita "matemática" lá fora, e aqui dentro, não a ser descoberta, reconhecida; que existe, independentemente do homem. Caso contrário, pararíamos por aqui, pois nada mais há a descobrir, não há mais matemática a se desenvolver; pois se ela é limitada ao homem, no momento, então, toda a matemática está descoberta.

Gleiser chutou o balde. Admitir que há uma regência matemática no Universo ficou dificil para ele, apesar de dizer: "Talvez mudem os símbolos, mas a essência dos resultados seria a mesma."

Por que isso intriga? Certamente, porque admitir que toda essa lógica exista como fruto de mero acaso, de um acidente, sem propósito, sem uma razão por detrás, sem "um músico que goste de compor músicas melodiosas e harmônicas", seja uma ousadia muito forte, que contraria toda a intuição matemática; e admitir seria contradizer sua religião, sua crença, sua fé - cega - de que Deus não existe e ponto.

(Evandro Costa de Oliveira, estudante de Matemática na USP)



Texto extraído do Site (Criacionismo)

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