sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Felicidades...

Desejo a todos um ótimo Retiro Espiritual um bom sábado e uma boa semana.

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Abstinência sexual funciona

Um novo estudo afirma que um programa de educação sexual que proponha apenas a abstinência é a forma mais eficiente de retardar o sexo entre jovens. A pesquisa mostrou que os estudantes que ouviram seminários enfocando só a abstinência demoraram dois anos para fazer sexo. No caso de estudantes que ouviram palestras ensinando métodos contraceptivos, 40% fizeram sexo dentro de dois anos. Nos Estados Unidos, onde foi realizada a pesquisa, os dados mudam a forma de se pensar educação sexual. Seria a primeira evidência de que um programa focando apenas na abstinência funcionaria. Os cientistas afirmam que a intenção do estudo não é provar a eficiência da abstinência. Para eles, a abstinência não é eficiente a longo prazo. Uma ONG dedicada a combater a gravidez na adolescência concorda com os cientistas. Outros grupos afirmam que a pesquisa é uma mostra do que se poderia fazer com mais recursos para programas de abstinência sexual.

(Opinião e Notícia)

Nota: Seria bom o governo brasileiro atentar para essa pesquisa. Outro aspecto que os defensores da camisinha como sinônimo de sexo seguro deveriam levar em conta são as "marcas emocionais" do sexo sem compromisso. Já está provado que esse comportamento dito liberal gera depressão e baixa autoestima, entre outros males.[MB]

(Criacionismo)

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Muita TV pode matar você

Se você adora passar horas em frente à telinha, uma equipe de cientistas australianos tem péssimas notícias: de acordo com um novo estudo, cada hora passada em frente à TV pode aumentar em até 18% os riscos de doenças cardiovasculares. A pesquisa foi realizada com base em análises de estilo de vida de 8.800 adultos, e descobriu também que cada hora diária assistindo à televisão aumenta em 11% o risco de morte pos várias causas, além de 9% mais chances de morrer de câncer. De acordo com David Dunstan, que participou do estudo, isso acontece porque o corpo humano evoluiu [ou teria sido projetado?] de modo que precisa se movimentar, e não ficar parado por longos períodos. Por isso, ficar sentado em frente à TV ou a uma tela de computador atrapalha a sua saúde [depois de ler esta postagem, levante-se e vá caminhar, rs]. “O que acontece é que muitas das atividades diárias normais que eram feitas em pé e em movimento hoje viraram atividades que são feitas com as pessoas sentadas”, explica o pesquisador. Por esse motivo, o gasto de energia das pessoas também decresce: “Para muitas pessoas, o dia a dia consiste em mudar de uma cadeira para outra, do carro para o escritório para a frente da televisão”, diz.

A pesquisa foi realizada com 3.846 homens e 9.454 mulheres com mais de 25 anos, que foram separados em grupos de pessoas que assistem a menos de duas horas diariamente, aqueles que veem entre duas e quatro horas de TV e os que passam mais de quatro horas em frente ao televisor. Todo o grupo foi acompanhado por mais de seis anos, e os participantes com histórico prévio de doenças cardiovasculares foram desconsiderados.

Durante o tempo do estudo, 284 pessoas morreram – 125 de câncer e 87 devido a doenças cardíacas. De acordo com Dunstan, a associação entre o tempo passado em frente ao televisor e a quantidade de mortes por doenças cardiovasculares é significativa, mesmo ao se considerar fatores de risco comuns para esses problemas e outras características do estilo de vida dos participantes.

(Hypescience)

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O látex como forma de moral

A questão das campanhas públicas para conter o avanço da aids revela um problema, a meu ver, substancialmente mais grave: a satanização do ponto de vista cristão nos debates de interesse coletivo. A ortodoxia cristã indica duas medidas contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e a gravidez indesejada: abstinência sexual para os não-casados e fidelidade conjugal. Mas, muito melhor que prevenir esses dois flagelos contemporâneos, as propostas cristãs resolvem ainda vários outros, essencialmente mais devastadores. Afinal, o sexo consensual é uma relação interpessoal que deriva de escolhas privadas, e provoca grande impacto sobre o indivíduo e a sociedade. Logo, deve ocorrer em um contexto adequado.

Ora, gritam muitos, os humanos somos falhos, por isso a melhor solução passa ao largo do idealismo religioso; por ser tangível, a camisinha é mais confiável que boas intenções. Essa retórica marota visa a confundir o debate. Vejamos por quê:

A Igreja desaprova, ou não seria cristã, a política de saúde pública do governo quanto à aids. Transformar o preservativo em categoria de pensamento significa minimizar nossa dimensão moral subordinando-a à mera pulsão fisiológica. Quando essas campanhas (aliás, de uma vulgaridade assombrosa!) são aplicadas prioritariamente às camadas mais humildes da população, a coisa desanda para o mais primário e odioso reacionarismo; é como se o brasileiro de baixa renda não passasse de um animal, incapaz de pautar sua vida sexual pelas próprias escolhas. E vai além: colocar máquinas de distribuição de camisinhas em escolas primárias fere a primazia dos pais em educar os filhos, e em função do modismo, da curiosidade e da pressão dos grupinhos ainda antecipa escolhas privadas de pessoas imaturas e despreparadas sob todos os aspectos.

Uma comparação: se as mortes por imprudência no trânsito se multiplicam, o que é mais producente: promover campanhas educativas ou baratear o custo dos air-bags? Ambas as opções, é evidente! Elas se complementam; não se excluem. Errado é ignorar a primeira estratégia e dizer que somente a segunda pode resolver a situação – e ainda demonizar quem apoia as tais campanhas educativas. Pois é bem isso que os círculos de influência midiática fazem com as igrejas cristãs quando o tema é prevenção de DSTs.

Uma pergunta às nossas autoridades: Se o indivíduo transfere suas responsabilidades para um pedaço de látex, terá autodomínio suficiente à falta deste? A atitude sexual individual é influenciada, e muito, pela atitude sexual coletiva, da cultura da sociedade. Ademais, se o preservativo for promovido à única via de responsabilidade acaba virando atalho para o oba-oba, o liberou-geral. Imerso em uma cultura de promiscuidade generalizada e cada vez mais precoce, uma pessoa fará todo tipo de sexo – como sugerido pela propaganda governamental. Com ou sem o tal de preservativo.

Mas não para por aí. E a questão do aborto, defendida pelo tal Programa Nacional de Direitos (direitos????) Humanos, o PNDH-3?

Ironia das ironias, as mulheres de hoje se voltam contra a mesma Igreja que no passado as valorizou e protegeu. Alegação? “Somente à mulher cabe decidir sobre seu próprio corpo.” Não, eu não inventei isso, não; o argumento é esse mesmo. E que dizer da distribuição nos postos de saúde de pílulas abortivas para meninas de 13, 12, 10 anos de idade – sem o conhecimento dos pais.?

Poucos sabem, mas um dos motivos de o Cristianismo ter florescido em Roma, mesmo com suas inúmeras regras de conduta e apesar de toda perseguição, foi a sua aceitação em peso pelas mulheres do Império. Quando alguma mulher dava à luz naquele tempo, o recém-nascido era posto aos pés do pai. Se este o levantava nos braços, a paternidade estava publicamente reconhecida. Caso contrário, era devolvido à mãe, que se não o pudesse criar abandonava-o nos lixões da periferia para ser devorado por ratos e abutres. Mesmo crescido, a vida de uma pessoa estava submetida aos caprichos e às conveniências do próprio pai, que poderia matá-la ou vendê-la. A defesa irredutível da fidelidade conjugal mais a firme condenação às práticas de filicídio e aborto (esse último, um dos agravantes para a baixa expectativa de vida entre as mulheres romanas) cativou os corações femininos da época. E não ficou só por aí; entre os cristãos, mesmo quando escondidos para salvar a vida, o percentual de mortes por epidemias era muito menor que entre os pagãos por causa de sua solidariedade para com os enfermos. Essas práticas caritativas formaram o embrião das santas casas de misericórdia, que evoluíram para os hospitais modernos. Órfãos abandonados à morte? Orfanatos, outra genuína invenção cristã.

Por essas e muitas, muitas outras (tantas, aliás, que não caberiam neste espaço), cabe perguntar: A capacidade cristã de opinar para a construção de uma sociedade melhor, mais justa e mais digna prescreveu? Devemos conformar nossos princípios e valores ao âmbito privado, como algo meramente subjetivo, particular? Para os que pensam assim, uma advertência:

A doxa materialista, com falsas vestes de neutralidade objetiva e encastelada no desvirtuamento do estado laico, também possui seu deus. Ele se chama Pragmatismo, que é inimigo de morte do Cristianismo.* Esse falso deus sempre acaba sendo evocado em situações de crise ou mesmo por interesses ordinários. Pensemos: os alicerces de uma sociedade são os seus valores. Como o materialismo é relativista, chega sempre uma hora em que ele, por força de necessidades ou circunstâncias, questiona esses valores e, pragmaticamente, ou os minimiza ou os substitui. E é aí que mora o perigo. Quem hoje se julga beneficiado por essa, digamos, visão de mundo, amanhã pode acabar sendo muito prejudicado por ela. É apenas uma questão de tempo.

(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

(*) Quem quiser, pesquise: os piores momentos do Cristianismo não se devem à obediência aos seus princípios e valores, mas à sagração do Pragmatismo como Norte moral.

(Criacionismo)

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Excesso de tempo na internet e depressão

Cientistas da Universidade de Leeds afirmam ter encontrado uma "impressionante" evidência de que alguns internautas desenvolvem uma compulsão que os fazem substituir a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social. "Este estudo reforça a tese de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência", disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison. Os pesquisadores analisaram 1.319 britânicos com idade entre 16 e 51 anos e concluíram que 1,2% deles eram viciados em internet. De acordo com Morrison, esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais.

"O uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro - as pessoas deprimidas são atraídas para a internet, ou a internet causa depressão?", escreveu Morrison. "O que está claro é que para um pequeno subconjunto de pessoas o uso excessivo da internet poderia ser um sinal de alerta para tendências depressivas." O estudo foi publicado na revista especializada Psychopathology.

(Veja)

Nota: Como afirma certo dito popular: tudo o que é demais faz mal. Com a internet não é diferente. A web pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo da maneira como nos relacionamos com ela. Um bom livro de papel, um bate-papo entre amigos, exercício físico, relacionamento saudável entre namorados e cônjuges - essas coisas devem ocupar tempo nobre em nossa vida. Temos que ser sábios para lidar corretamente com o real e o virtual.[MB]
(Criacionismo)

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

40% dos casos de câncer poderiam ser evitados

Quarenta por cento das 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a doença protegendo-se contra infecções e mudando o estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira. Um relatório da União Internacional contra o Câncer (UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que nove infecções podem levar ao câncer e pediram que as autoridades de saúde salientem em seus países a importância das vacinas e da mudança no estilo de vida para combater a doença. "Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do mundo, haveria uma comemoração enorme com razão", disse o presidente da UICC em uma entrevista por telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que não o estamos usando."

O câncer do colo do útero e o câncer de fígado, ambos causados por infecções que podem ser evitadas com vacinas, devem ser a prioridade, indicou o relatório, não apenas nas nações ricas, mas também nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 80% dos casos de câncer do colo do útero.

O câncer é uma causa importante de morte em todo o mundo e o número total de casos globalmente está aumentando, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes por câncer no mundo está projetado para subir 45% de 2007 a 2030, passando de 7,9 milhões para 11,5 milhões de mortes, causadas, em parte, por uma população cada vez maior e mais idosa.

O UICC afirmou que quer concentrar a atenção dos responsáveis pelas políticas de saúde nas vacinas de prevenção ao câncer - como a fabricada pela GlaxoSmithKline e pela Merck & Co contra o vírus do papiloma humano (HPV), que causa o câncer do colo do útero, e outras contra a hepatite B, que causa doença hepática e câncer. "As autoridades de todo o mundo têm a oportunidade e a obrigação de usar essas vacinas para salvar a vida das pessoas e educar suas comunidades para escolhas de estilos de vida e medidas de controle que reduzam o risco delas de câncer", afirmou o diretor-executivo do UICC, Cary Adams, em um comentário sobre o relatório.

Outras infecções causadoras de câncer incluem as dos vírus da hepatite C, do HIV e do Epstein Barr, um vírus do tipo da herpes transmitido pela saliva. Os especialistas afirmam que o risco de desenvolver câncer poderia ser reduzido em até 40% se fossem empregadas medidas de prevenção e de imunização total combinadas com mudanças simples no estilo de vida, como parar de fumar, comer saudavelmente, limitar a ingestão de álcool e reduzir a exposição ao sol.

(Terra)

(Saúde e Família)

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Hitler e Darwin

Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra, relata no livro Até o Fim (Ediouro) suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Toda a informação que podia obter da guerra era cuidadosamente fornecida pelo próprio Hitler e seus imediatos, que faziam questão de transmitir a maior tranquilidade e segurança. Tendo vivido nesse período cercada de conforto e amenidades, Traudl conta que, ao fim da guerra, enfrentou imensa dificuldade para acreditar que Hitler, uma pessoa extremamente cortês e paternal, pudesse ter cometido tamanhas atrocidades. Passou anos do pós-guerra procurando entender como é que havia sido “tão ingênua e alienada durante o período em que esteve tão próxima do centro das decisões”, segundo o texto da contracapa do livro.

Foi com muita dificuldade que chegou à conclusão de que havia sido mesmo contaminada pelo incrível poder de sedução do grande líder. Aliás, essa foi uma de suas motivações para escrever o livro a partir de seus diários. Ela queria alertar para o fato de que o poder sedutor de líderes fanáticos jamais pode ser subestimado.

Uma de minhas filhas leu todo o livro e recitou alguns trechos em voz alta para mim. Achei o livro muito interessante. O que mais me impressionou foi este trecho, que descreve um dos momentos corriqueiros passados por Traudl com Hitler (e Eva Braun) na “Toca do Lobo”, quando o ditador confessa sua filosofia de vida e seu relacionamento para com a religião:

“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Fica claro aqui que o conceito de luta das espécies e da sobrevivência do mais apto foi aquilo que lhe permitia matar sem problemas de consciência (aliás, existe consciência sob a ótica darwinista?). É o mesmo pensamento evolucionista que também leva à ação aqueles que estão por aí, não tão famosos quanto Hitler, mas, como ele, desejando ser mais fortes, subjugar ou destruir os mais fracos e levar vantagem em tudo, sem qualquer pudor ou dor de consciência. Eles estão no meio político, no transito, na vida do crime, na economia e até nas empresas. Não existe esperança para um mundo que, no fundo, está sendo dominado por esse tipo de ideia. Mais cedo ou mais tarde, se nada diferente acontecer, ele se autodestruirá!

No conceito evolucionista a ética é vencer. Roubar pode, desde que você não seja pego. Quem rouba sem ser descoberto é vitorioso. Mas se você é descoberto, foi bobo e perdeu. É a sobrevivência do mais apto, nem que seja para roubar. E matar? É lógico que isso também não é errado. Aliás, dentro do conceito evolucionista, não existem absolutos, nem certo nem errado. Existe, sim, o forte e o fraco. Quem pode mais, chora menos. Juízo, julgamento superior, como ensina a Bíblia, não existe. Então, vão prestar contas para quem? Tire a Deus da vida e tudo vira certo, desde que seja “para o meu lado”. E como o evolucionista não crê em Deus... É tudo puro incensário ao egoísmo! Vamos esperar para ver quem estava certo...

Em um curso de que participei, uma professora evolucionista chegou ao cúmulo de afirmar que o incesto só seria errado nas sociedades que assim o convencionaram, como, por exemplo, a nossa (ufa!). Mas, dentro do conceito evolucionista (amplamente aceito em nossa sociedade), a pedofilia não seria uma atitude errada, desde que seja algo bom para você, e se você não for descoberto. Como explicar para um evolucionista o erro da pedofilia? Morte, acompanhada de violência sexual (necrofilia), também pode (lembra-se do Maníaco do Parque?). É simplesmente a lei do mais forte. É assim que funciona a natureza. Era assim a mente de Hitler.

Se um rapaz evolucionista se casa com uma linda garota, mas depois se depara com uma “espécime” mais apta, ou seja, que lhe chame mais a atenção, tchau... Esse mesmo pensamento de Hitler é o que está por trás das invasões das propriedades alheias, que vemos em nosso país. Nesse caso, claro que as invasões são realizadas a despeito das leis do país, mas... (é o evolucionismo mostrando as garras).

Preciso reconhecer que Hitler e Darwin não estavam completamente errados. Existe mesmo hoje uma tremenda competição na natureza, com a sobrevivência do mais apto. Só faltou para eles a análise da hipótese de que, como diz a Bíblia, as coisas não foram sempre assim, e, segundo eu também creio, não o serão. (Se você não acredita, vamos ter que esperar para ver.) Eles não analisaram a possibilidade de que, segundo a Bíblia, Deus tenha criado um universo perfeito, e que o seu perfeito amor estaria baseado na liberdade de escolha (livre arbítrio). Eles também não sabiam que onde existe livre-arbítrio, existe a possibilidade de se divergir e de trair. De acordo com a Bíblia, Deus nunca criou autômatos, mas seres livres, pensantes.

Lá está escrito que um desses seres livres resolveu se rebelar. Deus é bom, mas não é leniente. Sendo então expulso do Centro de Comando do Universo, Lúcifer veio à Terra recém-criada e, extremamente sedutor, como seu filho Hitler e todo fanático totalitário, transmitiu sua rebelião aos primeiros seres humanos, que a aceitaram de bom grado, afastando-se do Criador.

Como aquilo que aconteceu entre Traudl e Hitler, nem imaginavam o que estava por trás daquela fala tão mansa. E quando se afastaram de Deus e se apegaram ao rebelde, desligaram-se da fonte da vida. De acordo com a Bíblia, todo o mundo natural sofre por causa disso. As pessoas morrem, as coisas envelhecem, apodrecem, se estragam, as flores murcham, etc. É por isso que existem “Hitlers” e guerras até hoje.

Deus poderia ter destruído todos os rebeldes, inclusive o chefe deles, e acabar com todas as consequências ruins e tristes que a gente vê por aí. Mas aqueles que não haviam participado da rebelião, então, teriam no relacionamento o medo como um árbitro. Seria a violência como forma de pressão para a manutenção do “amor” (tem muita gente tentando manter um relacionamento nessa [paupérrima] base).

Mas Deus sabe que a violência sempre gera rebelião. Ainda que, por falta de condições, não se realize, está lá, dormente, pronta a explodir ao menor descuido. E Deus não queria um amor obrigado. Imagino que deve ter havido desequilíbrio ou perda de energia tal que ocasionou a desorganização e a morte. Para acabar com tudo isso, Ele, o Criador, resolveu assumir essa perda – morrendo! E quem, mesmo ainda hoje, acredita nisso, e utiliza seu livre-arbítrio para escolher se conectar a Ele através da mente, pode receber de volta essa energia. De acordo com o que se sabe, isso ocorre não apenas no nível emocional e espiritual, mas físico também.

Um dia eu também não acreditava. Minha vida era tão ruim que não podia piorar. E eu resolvi experimentar. Uma das bases do método científico não é justamente a experimentação? Então, por que não experimentar orar, ler a Bíblia? Quero desafiar você a justificar sua mente científica, e fazer uma experiência. Não precisa contar para ninguém. Se não acontecer nada, o que você perdeu? Mas se tudo isso for verdade... Sem experimentar, nunca se vai saber o gosto! Hitler não quis.

(Marcos Bomfim é pastor, terapeuta familiar, apresentador do programa “Novo Tempo em Família” da Rede Novo Tempo de Rádio e colunista do site www.outraleitura.com.br)
(Criacionismo)

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Jovens optam pela castidade; governo, pela baixaria

Fazia tempo que minha esposa e eu não víamos telejornal – e nem TV (existem maneiras melhores de se manter seletivamente atualizado). Na quinta-feira passada, resolvemos assistir ao Jornal Nacional. Num dos intervalos comerciais, ficamos estarrecidos. Um jovem caminhava e ouvia os “conselhos” da camisinha que carregava na mão (depois fiquei sabendo que a voz da camisinha é da Luana Piovani). De repente, o rapaz se vira e avista outro jovem. E o preservativo incentiva: “Olha que gato!” O vídeo termina com os dois se abraçando e uma voz em off dizendo algo como (não me lembro bem): “Não importa se é por amor, paixão ou só sexo mesmo, use camisinha.”

Ainda bem que minhas filhas pequenas estavam distraídas e não fizeram perguntas. Não importa que pensem que sou um pai “fora de época”, nunca vou concordar com o Governo Federal que pensa que as crianças devem ter contato com esse tipo de coisa por meio da TV, em horário nobre. Assim, o governo nos obriga a (1) a introduzir os pequenos precocemente num mundo que ainda não lhes diz respeito, ou (2) a desligar a TV. Claro que vou continuar preferindo a última opção.

Como se não bastasse a apologia ao homossexualismo, vem o governo incentivar a prática do sexo unicamente pelo prazer, como se fosse uma simples brincadeira inconsequente – e ainda chama isso de “sexo seguro”! Depois, o mesmo governo hipócrita se mostra alarmado com o aumento no número de casos de contaminados pelo vírus HIV e com o crescente número de mães solteiras adolescentes (parece que a camisinha não tem se mostrado assim tão eficaz).

Na contramão dessa baixaria institucionalizada (e, infelizmente, paga com meus impostos), alguns jovens estão tendo a coragem de mostrar o que é o verdadeiro sexo seguro. Deu no portal UOL:

“Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade [também, com o próprio governo dizendo “Faça!”...]. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

“O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). ‘Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a esse amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!’, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas ‘máculas’. ‘Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal’, revela.

“Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um ‘estilo de vida’. ‘Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção’, explica. ‘Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama’, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a ‘tiração de sarro’ e o espanto dos amigos. ‘A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente’, diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.

“Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. ‘Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos’, ressalta.

“Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as ‘sisters’ do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em ‘jejum’ há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. ‘O namoro casto potencializa o autoconhecimento’, afirma. ‘Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias’, destaca ele, que não gosta muito do termo ‘abdicar’. ‘Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo.’ (...)”

Por que o governo não destina um pouco da verba gasta com campanhas paliativas para mostrar comportamentos que previnem os males do sexo irresponsável? Por que não enfrenta as poderosas emissoras de TV com seus conteúdos imorais, colocando um pouco de ordem na baixaria? Talvez seja porque é mais fácil oferecer um remédio de látex com a voz da Luana no país do Carnaval do que investir na moralização e na valorização do verdadeiro sexo seguro: o casamento.[MB]
(Criacionismo)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Razões para Crer

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Um Esconderijo para os Fracos

Não são poucas as vezes que temos ouvido falar de ética em nossos púlpitos. Algumas vezes a palavra não chega a ser pronunciada, mas percebemos pregadores falar dentro da “ética” para não ferir ninguém. Até aonde podemos ser éticos sem ferir os preceitos da Verdade? Ou Verdade é Verdade e deve ser dita mesmo que demande a perda de nossos privilégios? Será que, em se tratando de salvação e perdição, não devemos falar a verdade? Seria isso agir dentro da ética?

Neste breve artigo iremos analisar essas questões e tentar encontrar respostas para elas.

Definição de Ética

O termo ética procedeu do grego ethos, que significa caráter ou a personalidade de uma pessoa. Podemos definir ética como um conjunto de princípios e valores morais que orientam a conduta do homem. Aurélio define ética como um “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto” (Dicionário Aurélio, 2000).

Cada grupo de profissionais elabora seu código de ética. Cada sociedade tem seu conjunto de valores e princípios que determinam sua ética. O objetivo da ética é alcançar um equilíbrio, socialmente falando, para que ninguém seja prejudicado.

Não podemos deixar de considerar que, ao contrário dos princípios bíblicos, os valores morais da sociedade têm mudado no decorrer dos séculos. Por exemplo, nas sociedades antigas possuir escravos era perfeitamente legítimo; as pessoas não eram consideradas iguais entre si, e o fato de umas não terem liberdade era considerado normal. Outro bom exemplo é fato de até pouco tempo atrás as mulheres serem consideradas inferiores aos homens, e, portanto, não merecedoras de direitos iguais. Outro exemplo ainda era que na Idade Média, a tortura era considerada prática legítima, seja para a extorsão de confissões, seja como castigo. Hoje, tal prática é repudiada pela maioria das pessoas e é considerada imoral. Portanto, a moralidade humana é formada dentro do contexto histórico e social, por esse motivo sofreu alterações no decorrer da história, como também sofre alterações de acordo com a cultura social em que está inserida. Em alguns países, por exemplo, é ético sacrificar animais para fins científicos, já em outros, isso é totalmente objetável.

Portanto, a ética é feita dentro da sociedade ou grupo de pessoas das quais fazemos parte. Todos podem criar seus valores éticos, que muitas vezes, serão antiéticos para outros.

Um Equilíbrio Indesejado

O que falar para uma pessoa que nos tem ajudado em muitas coisas, que ocupa uma determinada posição na igreja, que desempenha um papel fundamental diante de muitos, que ela está errada em alguns conceitos bíblicos? O que falar para um grupo de pessoas que tem desempenhado um grande trabalho na igreja e que seus resultados têm sido satisfatórios; suas ofertas e seus dízimos têm ajudado na manutenção da obra, mas que, em alguns pontos de interesse eterno, tem esse grupo de pessoas praticado atos que são inaceitáveis para Deus?

Para alguns (ou a maioria), a solução para esses e outros casos seria encontrar um equilíbrio entre o certo e o errado; não declarar a verdade tão claramente, mas fazer uma boa relação entre o bem e o mal, para que ninguém saia ofendido. Seria isso uma ação corroborada pelas Escrituras Sagradas? Afinal, vivemos pela norma de Sola Scriptura. Tendo em vista que estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele, pois buscamos uma pátria celestial (Romanos 12: 2; Hebreus 11: 13-16; Filipenses 3: 20), não devemos reger nossos princípios e valores morais pelas Escrituras Sagradas? Então, qual a orientação bíblica para solucionar esses casos?

Falar ou fazer o certo em equilíbrio com o que é errado é bíblico?

O conceito de criar um equilíbrio entre o certo e o errado bate de frente com a orientação bíblica, pois não existe equilíbrio entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Essa concepção foi elaborada nas reuniões demoníacas dirigidas por Satanás. Não foi à toa que Deus nomeou a Árvore da Ciência do Bem e do Mal como representante do governo luciferiano, dando ainda forte advertência para não comer do seu fruto (Gênesis 2: 17). Essa advertência não foi atendida por Adão e Eva, como também não tem sido atendida por muitos nos dias atuais. Tiago afirmou que “a vossa [nossa] palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação” (Tiago 5: 12. Colchetes acrescentados). Apesar que Tiago está abordando o tema do juramento e o valor que a palavra do cristão deve ter, o mesmo princípio é perfeitamente aplicável à posição que cada cristão deve tomar em relação ao que é certo ou errado.

Satanás faz muitos pensar e agir como se não houvesse necessidade de falar tão claramente a respeito de um determinado assunto de interesse eterno. Isso se dar devido a muitas vezes o assunto gerar polêmica e ferir um determinado grupo ou pessoa. Essa prática tem deixado a muitos no limiar das trevas da dúvida, sem saber que posição tomar. Muitos membros estão à espera de uma posição da igreja a respeito de diversos temas polêmicos para poder tomar uma decisão, e, enquanto essa posição não for tomada, milhares continuarão agindo de acordo com a consciência (Juízes 21: 25), e isso é extremamente perigoso, pois é a salvação que está em jogo, e a consciência humana não é um guia seguro (Provérbios 16: 25; Jeremias 17: 9). Oro todos os dias para que a liderança da igreja tome uma posição claramente definida quanto a vários assuntos que tem colocado em xeque a salvação da igreja. A salvação é individual, mas - como líderes espirituais - podemos contribuir para a salvação ou perdição de muitos, e isso será recompensado ou cobrado de cada um de nós (Ezequiel 33:2-9).

Sabemos que a salvação é pela fé em Cristo, mas não podemos esquecer que só seremos salvos se deixarmos Cristo realizar Sua obra de Justificação em nós. A Justificação pela Fé nos salva dos nossos pecados e não em nossos pecados. Jesus nos justificou na cruz, é certo, mas agora Ele quer realizar sua obra em cada um de nós. Essa obra só pode ser realizada se permitirmos que Cristo nos faça uma nova criatura. George Knigth afirmou que "...um cristão pode viver vitoriosamente ao nascer do alto pelo Espírito Santo. Nisso consiste o segredo do viver cristão, segundo a ordem da mensagem de 1888." A Mensagem de 1888, p. 175. Para vivermos um vida vitoriosa sobre o pecado precisamos conhecer o que é pecado e solicitar ajuda do alto para vencer. A igreja tem a obrigação de mostrar o que é pecado aos seus membros.

Compreendo que todas as decisões da liderança da igreja deve ser tomada somente depois de fortes evidências bíblicas, para que não deixe dúvidas. Acredito na administração desta igreja e creio que ela está indo em busca de um forte alicerce para poder se declarar sobre diversos assuntos como música, saúde, e outros temas que sofreram diversas influências mundanas.

Não conhecemos mais as nossas músicas, antes quando elas eram tocadas, rapidamente identificávamos como sendo músicas adventistas; com raras exceções, tal não acontece hoje, pois a grande maioria está parecida com o rock, pop rock, rock romântico e etc. Não se conhece mais um adventista em um restaurante ou em uma lanchonete; nosso patrão de saúde está caindo rapidamente. Não se conhece mais um casal adventista namorando. Onde está o exemplo de família e criação de filhos, ensinado e defendido pelas Escrituras? Não se conhece mais um adventista em uma locadora de vídeo. Não se conhece mais um adventista da forma como se veste e se comporta na rua, no serviço, em casa. Foram tantas as mudanças que estamos perdendo nossa identidade - se é que já não perdemos.

Princípios e valores morais bíblicos que orientam a ética da verdade

1. O exemplo de Cristo

“E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas à aparência dos homens.” Mateus 22:16.

Jesus sempre falou a verdade sem se importar com qualquer pessoa que estivesse presente. Ele não estava preocupado com a ética utilizada em nossos púlpitos nos dias atuais. Claro que em suas palavras havia amor, mas a verdade não era reprimida. Um episódio bem conhecido por todos foi a sua demonstração de total desaprovação quanto ao que o povo estava fazendo no templo (Mateus 21: 12-13). Essa ação foi um dos pontos decisivos para que fosse planejada sua prisão e morte. Quem de nós seria capaz de fazer tal ação sabendo que isso poderia comprometer nossa liberdade e, até mesmo, a nossa vida? Onde estava a ética de Cristo nessa e em outras ações? O conjunto dos valores morais de Cristo, que dão origem à sua ética, são regidos pelo amor. É o amor que O faz repreender, disciplinar, corrigir, educar a igreja a quem ama (II Timóteo 3:16; Apocalipse 3: 19), pois se não fizer isso, verá sua amada igreja perder-se para sempre. A ética de Cristo é o amor que o guia para a salvação. Sua ética não é a ética deste mundo.

O que você faria percebendo que seu filho está prestes a cometer um grave erro que poderá causar sua infelicidade para sempre? Você ficaria calado e deixaria acontecer? Agiria dentro da ética com medo de magoar o filho, encontrando um equilíbrio entre o erro do filho e a verdade? Ou faria todo o possível para tentar fazer com que seu filho corrija o erro, mostrando a verdade? A resposta é óbvia. Todos nós faríamos o que for necessário para proporcionar a nosso filho uma felicidade verdadeira.

2. O exemplo de João Batista

“Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.” Mateus 14: 3-4.

João Batista perdeu a vida por que falou a verdade. Não se importou se Herodes era rei; simplesmente falou a verdade. Essa é a verdadeira ética guiada pelo amor. Nem sempre as pessoas aceitam a verdade, porém ela deve ser dita, mesmo que isso demande a perda de nossa própria vida. Quem ama não fica calado diante do erro; o verdadeiro amigo é aquele que adverte o outro do erro; quem o faz enxergar seu estado e voltar-se para a verdade. Mas infelizmente muitos não aceitam ser repreendidos.

3. O Exemplo de Natan

“Então o furor de Davi se acendeu, em grande maneira, contra aquele homem, e disse a Natan: Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso... Então disse Natan a Davi: Tu és este homem.” II Samuel 12: 5 e7.

Natan, usado por Deus, advertiu Davi de seu grave erro. Ao contrário de Herodes, Davi de arrependeu. Devemos falar a verdade por que, mesmo que muitos possam desaprovar, muitos podem aceitar a advertência e serem salvos. Essa é a ética do amor.

4. O exemplo de Elias

“E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa do teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes aos Baalins.” I Reis 18: 17-18.

Sobre esse caso deixarei Ellen White comentar, pois ela faz um resumo dos casos aqui apresentados, seu resumo confirma a ética bíblica de falar a verdade com amor e por amor, independente de quem quer que seja.

“Há necessidade hoje da voz de severa repreensão, pois graves pecados têm separado de Deus o povo. A infidelidade está depressa tornando-se moda. 'Não queremos que Este reine sobre nós' (Luc. 19:14), é a linguagem de milhares. Os sermões macios tão freqüentemente pregados não deixam impressão duradoura; a trombeta não dá um sonido certo. Os homens não são atingidos no coração pelas claras, cortantes verdades da Palavra de Deus.

“Há muitos professos cristãos que, se expressassem seus reais sentimentos, diriam: Que necessidade há de falar tão claramente? Seria o mesmo que perguntar: Que necessidade havia de João Batista dizer aos fariseus: 'Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?' Luc. 3:7. Que necessidade tinha ele de provocar a ira de Herodias dizendo a Herodes que não lhe era lícito possuir a mulher de seu irmão? O precursor de Cristo perdeu a vida por falar claramente. Por que não podia ele ter prosseguido sem incorrer no desprazer dos que estavam vivendo em pecado?

“...Quando será a voz da fiel reprovação ouvida uma vez mais na igreja?

“Os... que apreciam agradar aos homens, que clamam: Paz, paz, quando Deus não falou de paz, bem deviam humilhar o coração perante Deus, pedindo perdão por sua insinceridade e falta de coragem moral. Não é por amor ao próximo que eles abrandam a mensagem que lhes é confiada, mas porque são indulgentes para consigo mesmos e amam a vida fácil. O verdadeiro amor busca primeiro a honra a Deus e a salvação das almas. Os que possuem este amor não se esquivarão à verdade para se abrigarem dos incômodos resultados de falar claramente. Quando almas estão em perigo, os ministros de Deus não considerarão o eu, mas falarão a palavra que lhes é ordenada, recusando desculpar ou atenuar o mal...

“Deus chama homens como Elias, Natã e João Batista - homens que levarão fielmente Sua mensagem sem considerar as conseqüências; que corajosamente falarão a verdade, ainda que isso signifique o sacrifício de tudo que possuem. Deus não pode usar homens que, em tempos de perigo, quando a força, a coragem e a influência de todos são necessárias, temem tomar uma firme posição pelo direito. Ele chama a homens para que se empenhem fielmente na batalha contra o erro, guerreando contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. A tais é que Ele dirigirá as palavras: 'Bem está, bom e fiel servo... entra no gozo do teu Senhor.' Mat. 25:23.” Profetas e Reis, 141 e 142.

Toda a verdade deve ser pronunciada com amor; não podemos mostrar os erros sem mostrar Cristo como solução para eles. Isso deve ficar bem claro. Outro ponto que gostaria de deixar claro é o fato que todos têm o livre arbítrio; não podemos obrigar a ninguém a cumprir com a verdade se não deseja fazê-lo; devemos amar-lo igualmente a qualquer outro que aceite viver os preceitos da verdade. O que podemos fazer é apenas orar por todos. E lembre-se sempre: odiar o pecado, mas amar incondicionalmente o pecador é uma ordem Divina.

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