sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pesquisa mostra dilemas de biólogos evangélicos

[Meus comentários seguem entre colchetes] Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo. O biólogo com mestrado em Zoologia do Museu Histórico Nacional Luis Fernando Marques Dorvillé achava que ninguém, dentro de uma universidade, seria capaz de contestar sem base científica o que para a ciência é verdade absoluta. Mas o aumento da incidência de alunos evangélicos nos cursos de Biologia instaurou a polêmica.

A questão que aflige Dorvillé é como alguém pode ensinar ciências sem acreditar na teoria de Darwin? [Como se isso fosse impossível...] Seu assombro foi tamanho que ele passou os últimos oito anos entrevistando alunos para sua tese de doutorado na UFF. O trabalho narra esses embates usando a experiência do cientista com seus alunos evangélicos no curso de Biologia de outra instituição do Estado, a Universidade Estadual do Rio (Uerj).

O levantamento mostra que dos 245 matriculados no curso de Biologia da Uerj, em São Gonçalo, 23% são evangélicos. O número é mais alto do que revelou o Censo de 2000 (15,44% dos brasileiros são evangélicos), mas muito próximo das estimativas de crescimento que o próximo Censo deve mostrar em 2010.

Dorvillé distribuiu questionários entre os alunos de todas as religiões. Diante de questões como “Comente a frase: alguns seres vivos têm parentesco maior entre si do que com outros”, descobriu que a desconfiança sobre teoria da evolução chega a 70% entre os protestantes, 30% dos católicos e 20% dos espíritas e umbandistas.

“No início eu queria convencer os alunos a ferro e fogo. O resultado era nulo. Eles ficavam quietos, escreviam tudo certo e depois falavam ‘mas eu não acredito em nada disso’.” Dorvillé mudou a estratégia. Passou a confrontar as ideias religiosas com argumentos, sem tentar demovê-los de suas crenças.

Da indignação para a conciliação demorou um ano. Nesse período o biólogo ouviu de tudo. De um aluno mais enfático, no auge da discussão sobre a teoria da evolução, veio a justificativa considerada absurda para um futuro biólogo: “Minha avó não é macaca. Então foi Deus quem criou o homem.” [Mas é bom lembrar que os verdadeiros argumentos criacionistas não são assim rasteiros.]

A pesquisa também indicou que os alunos evangélicos mudam ao longo do curso. “A maioria faz uma mediação entre o que diz a ciência e a religião.” Acreditam, por exemplo, que há evolução, mas quem guia todo o processo é Deus; ou admitem que a evolução sirva para as outras espécies, menos para o homem; ou que a criação divina do universo durou seis dias, mas a leitura não deve ser literal, já que entre um dia e outro ocorreram as eras geológicas e o processo de evolução. [Pelo visto, os alunos têm saído dos cursos ainda mais confusos, tentando a via da conciliação e sacrificando conceitos que deveriam ser mais aprofundados, tanto na ciência quanto na teologia.]

De uma coisa eles não abrem mão, diz o professor. “Nunca deixam de ser evangélicos e de acreditar no que a igreja ensina. Nunca abandonam a religião por conta da faculdade.” Essa também não é a intenção de Dorvillé. “Quando eu consigo qualquer grau de interferência me sinto satisfeito.”

A área de ciências é uma das que mais sofre com a falta de professores no País. Pela carência de profissionais, a maioria dos formandos consegue emprego assim que deixa a universidade. “Muitos deles estudam biologia justamente porque o acesso é mais fácil. Não tem muita disputa de vagas no vestibular”, diz.

O cientista conta que, em uma das aulas, ouviu de um aluno uma declaração perturbadora: “Eu sei de tudo isso que você está me falando, mas prefiro não pensar muito.” Para Dorvillé, os alunos vivem uma angústia. “Esta visão de mundo ajuda a formar quem eles são. Muitas vezes foi graças à religião que eles, vindo de famílias pobres, conseguiram chegar à universidade.” [Pena que apenas exemplos extremos de superficialismo sejam mostrados nesta matéria.]

Na sua tese de doutorado, Dorvillé descobriu também que os futuros professores evangélicos concordam que em sala de aula vão repetir a seus alunos o que aprenderam na faculdade. Mesmo que não acreditem. A religião, dizem eles, vai ficar fora da sala.

“Eu já acho emblemático haver evangélico ensinando teoria evolutiva com alguma propriedade. E eles podem ser bons professores, principalmente porque vão falar para muitos alunos evangélicos nas escolas públicas.” Dorvillé confia que eles não vão trair o legado de Charles Darwin. [O que esses professores poderiam fazer com propriedade é mostrar as insuficiências epistêmicas do darwinismo, sem se render à “darwinlatria” de nossos tempos. A visão crítica e comparativa em ciências seria muito bem vinda nas salas de aula, mostrando que naturalismo filosófico não é sinônimo de ciência.] (...)

(Estadão)

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Microfotografias do corpo humano


Células vermelhas do sangue


Ponta de um fio de cabelo danificado


Neurônios


Células dos pêlos de uma orelha


Vasos sanguíneos emergindo do nervo ótico


Papila gustativa


Coágulo sanguíneo (a parte mais clara é um leucócito)


Alvéolos pulmonares


Mucosa do intestino delgado


Óvulo humano sobre a cabeça de um alfinete


Espermatozoides tentando fecundar o óvulo


Óvulo fertilizado, com alguns espermatozoides remanescentes


Embrião humano de seis dias alojado na parede do útero

Nota: Entre as coisas que me impressionam quando contemplo a complexidade da vida, tanto em nível micro quanto em nível macro, é o fato de que todos os tipos de células, tecidos e órgãos provieram de uma única célula que trazia em si toda a informação genética necessária para fazer de nós o que somos. A condução desse processo de diferenciação e especialização deve ser perfeita (e deve ter sido sempre perfeita) desde o início, senão as aberrações deveriam ser a regra. “Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem!” (Salmo 139:14).

Leia também: “Estilo de vida conta mais que herança genética”

(Criacionismo)

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Financiamento para a baixaria

Deu na Veja desta semana: “Bruna Surfistinha, quem diria, também conseguiu entrar na Lei Rouanet. O ministério da Cultura acaba de aprovar a captação, via renúncia fiscal, de 2 milhões de reais pra a produção da peça Doce Veneno, inspirada na vida (e, digamos, na obra) da ex-garota de programa Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha. Estreará em março de 2010 e será dirigida pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho. Quem interpretará a protagonista ainda é um mistério.” Uma leitora comentou: “Sim, só podia ser no Brasil! A Lei Rouanet é para a cultura – e duvido que peça de teatro sobre a Bruna Surfistinha seja cultura. Enquanto que a Jornada Nacional de Literatura, que ocorre em Passo Fundo, RS, foi realizada novamente sem apoio da Lei de Incentivo à Cultura. Para uma semana de Jornada, onde vão diversos e renomados escritores do Brasil e do mundo, nada de incentivo então?”

(Criacionismo)

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Aspectos inconstitucionais do acordo Brasil-Santa Sé

O advogado adventista Aldir Guedes Soriano teve seu artigo "Aspectos inconstitucionais do acordo Brasil-Santa Sé" publicado na revista Consulex nº 305, de 30 de setembro deste ano, antes ainda da aprovação do acordo no Senado. Ele começa dizendo: "A tramitação do tratado internacional entre o Brasil e o Vaticano, que foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o papa Bento XVI, em 13 de novembro de 2008, reacende as polêmicas sobre o relacionamento entre as potestades temporal e espiritual. O Projeto de Decerto Legislativo 1736/09 – relativo ao tratado – foi recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados e depende agora do crivo do Senado Federal para que seja ratificado e, por conseguinte, incorporado ao ordenamento jurídico pátrio. O Brasil pode, sem embargo, celebrar tratado internacional com a Santa Sé, uma vez que ambos possuem personalidade jurídica de direito internacional, soberania e poder temporal. O tratado, contudo, não pode conceder vantagens exclusivas. De acordo com o internacionalista Valerio de Oliveira Mazzuoli, ao estabelecer privilégios para a Igreja Católica, o tratado deve receber a denominação de concordata e não, simplesmente, acordo. A inconstitucionalidade das concordatas no contexto da democracia constitucional tem sido sustentada por juristas expressivos como Jónatas Machado, J. J. Canotilho, Paolo Barile e o já citado Valerio Mazzuoli." [Leia mais]

(Criacionismo)

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Como as frutas ficam maduras?

Um cacho de bananas pendurado na bananeira ou na banca de frutas do supermercado geralmente está verde, bem duro e nada saboroso. Com o passar do tempo, as frutas se tornam macias e doces. O que as faz amadurecer é uma substância química natural que, na forma sintética, é usada para produzir canos e sacolas plásticas de PVC (cloreto de polivinil) – um fito-hormônio gasoso chamado etileno. Durante milhares de anos se utilizaram várias técnicas para incrementar a produção do etileno, mesmo sem saber da sua existência. Antigos colhedores de frutas egípcios abriam os figos com um corte para acelerar o amadurecimento, e fazendeiros chineses colocavam peras em salas fechadas onde queimavam incenso. Pesquisas revelaram mais tarde que cortes e temperaturas elevadas estimulam a produção de etileno nas plantas.

Em 1901, o cientista russo Dimitry Neljubow notou que as plantas ao redor de um gasoduto apresentavam um crescimento anormal. Ao analisar a causa, verificou que um vazamento da tubulação liberava vapores de um composto identificado como etileno. Três décadas depois pesquisadores descobriram que as plantas não apenas reagem ao etileno como também podem produzi-lo: ao talhar a fruta com uma faca, a produção do gás aumentava.

Posteriormente descobriu-se que as plantas produzem etileno em diversos tecidos em resposta a estímulos além do estresse decorrente do calor e cortes. Isso acontece durante certas condições de desenvolvimento para orientar a germinação das sementes, a mudança de cor das folhas e o fenecimento das pétalas das flores. Por se difundir facilmente, o gás pode se deslocar através da planta de célula para célula bem como para plantas vizinhas, servindo como um sinal de alerta de perigo próximo e de ativação de sistemas defensivos apropriados.

Receptores especiais nas células vegetais se prendem ao etileno. Os primeiros genes vegetais conhecidos envolvidos nesse processo, ETR1 e CTR1, foram identificados em 1993. Eles impedem a ativação dos genes da maturação até que o etileno seja produzido e, quando isso acontece, o ETR1 e o CTR1 se desligam, o que provoca uma reação em cascata que finalmente prende outros genes que produzem várias enzimas: pectinase para quebrar as paredes celulares, promovendo o amolecimento da fruta, amilase para converter carboidratos em açúcares simples e hidrolase para reduzir a quantidade de clorofila da fruta, o que resulta na mudança da cor. Essas alterações atraem os animais que consomem as frutas, dispersando suas sementes maduras não digeridas por meio das fezes [nunca é demais lembrar que reações em cascata são sistemas de complexidade irredutível. Como poderiam funcionar sem que todos os fatores necessários estivessem plenamente evoluídos e interconectados? E essa interação entre plantas e animais no processo de dispersão das sementes, como surgiu?].

O caminho percorrido pelo etileno, desde sua produção até respostas finais como a morte de células, ainda intriga os cientistas. As plantas terrestres são os únicos organismos conhecidos que contêm um sistema de resposta completo. As cianobactérias são sensíveis ao etileno, mas não se sabe se podem produzi-lo. Esses micro-organismos têm um gene semelhante ao ETR1, mas não tem o gene CTR1, portanto seu sistema de resposta ao etileno deve ser diferente do das plantas terrestres. As algas verdes, geralmente situadas entre as cianobactérias e as plantas terrestres na árvore evolucionária, não são sensíveis ao etileno, por isso interessa aos pesquisadores saber como as respostas ao etileno saltaram diretamente das cianobactérias para as plantas terrestres. [É mais uma evidência de que a tal “árvore evolutiva” está mais para ficção... Genes complexos e funções que exigem grande aporte de informação genética surgem de repente, sem explicação ou ancestralidade. Durma-se com um enigma desses...]

(Scientific American Brasil) e (Criacionismo)

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

MEC vai enviar os cartões com os locais de prova do Enem 2009 até o dia 30

Da Redação
Em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) pretende enviar os cartões com os locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 até o dia 30 de novembro. A informação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (3). O exame será aplicado nos dias 5 e 6 de dezembro.

Reprodução
Reprodução da capa da prova de ciências da natureza e de ciências humanas do Enem 2009 que sofreu vazamento
BAIXE A PROVA DO 1º DIA
BAIXE A PROVA DO 2º DIA
VEJA O GABARITO
O cartão de confirmação das inscrições conterá a hora, a data e o local da prova onde será realizado o exame. Além disso, devem constar do documento o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico.

Caso o estudante não receba o cartão até o dia 30 deste mês, deverá acessar a página de consulta do Inep (http://enem.inep.gov.br/consulta) ou entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161.

Se o inscrito precisar de atendimento especial e essa informação não estiver no documento, é necessário entrar em contato imediatamente com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que organiza a prova.

Fraude adia exame

A avaliação, que deveria ter sido aplicada a cerca de 4,1 milhões de estudantes nos dias 3 e 4 de outubro, foi cancelada por conta do vazamento de seu conteúdo.

Depois de fraudada a primeira prova, o MEC interrompeu o contrato com o Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção), consórcio que estava responsável pela execução do Enem. Em regime de urgência, o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) e a Fundação Cesgranrio foram contratados para executar o novo exame. Os custos já atingiram R$ 131,9 milhões.

O Connasel foi o único a participar da licitação para o Enem 2009, fechada em R$ 116 milhões, dos quais cerca de R$ 36 milhões foram pagos pelo governo. O valor desembolsado se referiu à impressão da primeira prova, que já estava em processo de distribuição, quando dois cadernos foram furtados.

Ao todo, 53.542 candidatos do Enem 2009 pediram alteração de cidade para a aplicação da prova, o que representa 1,3% do universo total de inscritos, de 4.147.527.

(UOL)

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E-mails que nos alegram

MOURA disse...

AO LER ESTE COMENTARIO TINHA ACABADO DE PRATICAR O ATO DA MASTURBAÇÃO.SENTI-ME CULPADO PERANTE DEUS,SABIA QUE HAVIA ERRADO.FUI EM BUSCA DE UMA MENSAGEM FORTE O BASTANTE PARA ME CONVENCER OU IMPRESSIONAR-ME AO PONTO DE PARAR DE VEZ.TUDO DESCULPAS.O QUE EU PRECISO É EXERCER DOMINIO SOBRE MIM PODERIA TER O FEITO ANTES DA PRATICA ,AIS CONDECENDI COM O DESEJO DA SATISFAÇÃO.AGORA A CONCIENCIA ACUSA SEI QUE RECEBEREI O PERDÃO DE DEUS MAIS NÃO QUERIA TER QUE PEDIR ESSE PERDÃO,NÃO PRECISAVA EU PODIA TER RESISTIDO.CONCORDO PLENAMENTE COM A DIVINAMENTE INPIRADA AUTORA QUE ESCREVEU A RESPEITO DE UM ASSUNTO REJEITADO NA ÉPOCA PELA MEDICINA.SEI QUE LOGO LOGO A CIENCIA HÁ DE CONCORDAR COM ELA.OU MELHOR COM AUTOR DA INSPIRAÇÃO DELA DEUS O CRIADOR E MANTENEDOR DO HOMEM.
VALEU PELO DIA QUE POSTESTE ESTE ASSUNTO NA "NET",AJUDOU-ME COPEROU.ANTES DE ESTAR AQUE À`DIGITAR EU,ANTES DE ENCONTRAR ESSE SITE EU JÁ HAVIA LIDO TRECHOS DA AUTORA,SOU ADVENTISTA,E CONCORDO PLENAMENTE COM GEORGE KNIGHT.ORO A DEUS PARA QUE ME AJUDE EU SEI QUE VENCEREI.CONFIO EM DEUS E NO AMOR QUE ELE TEM POR.O FATO DE DEUS SER O DONO DE TODAS AS VIDAS ME FAZ PERCEBER O INDIZIVEL AMOR QUE ELE TEM POR MIM ELE PODE AGORA TIRAR A MINHA VIDA MAIS ELE ACREDITA QUE EU ACREDITO NO PODER DELE QUE ME FARÁ VENCER.
ESPERO VER-TE(VC O RESPONSÁVEL PELA PGN)NO DIA EM QUE A MORTE E O PECADO NÃO MAIS EXIATIR´´A.DURANTE OS 1000 ANOS NO CÉU E DURANTE ODA A ETERNIDADE NA NOVA TERRA.AMÉM.
[Leia a postagem sobre esse assunto]

(Eventos Finais)

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O fim do mundo na capa de Veja

A revista Veja desta semana traz na capa a chamada garrafal “O fim do mundo”. Leia aqui alguns trechos: “O ano de 2012 tornou-se o centro de gravidade do fim do mundo por uma confluência de achados proféticos. Primeiro, surgiu a tese de que a Terra será destruída com a volta do planeta Nibiru em 2012. Depois, veio à tona que o calendário dos maias, uma das esplêndidas civilizações da América Central pré-colombiana, acaba em 21 dezembro de 2012, sugerindo que se os maias, tão entendidos em astronomia, encerraram as contas dos dias e das noites nessa data é porque depois dela não haverá mais o que contar. Posteriormente, apareceram os eternos intérpretes de Nostradamus e, em seguida, vieram os especialistas em mirabolâncias geológicas e astronômicas com um vasto cardápio de catástrofes: reversão do campo magnético da Terra, mudança no eixo de rotação do planeta, devastadora tempestade solar e derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da Via Láctea – tudo em 2012 ou em 21 de dezembro de 2012.

“Com tantas sugestões, a profecia ganhou as ruas. No dia 13 de novembro, terá lugar a estreia mundial de 2012, uma superprodução de Hollywood que conta a saga dos que tentam desesperadamente sobreviver à catástrofe final. No site da Amazon, há 275 livros sobre 2012. Nos Estados Unidos, já existem lojas vendendo produtos para o apocalipse. Os itens mais comercializados são pastilhas purificadoras de água e potes de magnésio, bons para acender o fogo. É sinal de que os compradores estão preocupados com água e fogo, numa volta ao tempo das cavernas. Na Universidade Cornell, que mantém um site sobre curiosidades do público a respeito de astronomia, disparou o número de perguntas sobre 2012. Há os que se divertem, pois não acreditam na profecia. Entre os que acreditam, os sentimentos vão da tensa preocupação, como é o caso de Patrick Geryl, autor de três livros sobre 2012, todos publicados no Brasil, até o pavor incontrolável. O fim do mundo é uma ideia que nos aterroriza – e, nesse formidável paradoxo que somos nós, também pode ser a ideia que mais nos consola. Por isso é que ela existe.

“No inventário dos fracassos humanos, talvez não haja aposta tão malsucedida quanto a de marcar data para o fim do mundo. Falhou 100% das vezes, mas continua a se espalhar, resistindo ao tempo, à razão e à ciência. As tentativas de explicar esse fenômeno são uma viagem fascinante pela alma, pela psique, pelo cérebro humano. Uma das explicações está no fato de que o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo. Assim, somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito. As constelações no céu, por exemplo, são uma criação mental para organizar o caos estelar. Ao enxergarmos as constelações de Órion ou Andrômeda, encontramos ordem e sentido. O dado complicador é que a vida, no céu e na terra, deve muito mais às contingências do acaso do que ao determinismo. O espermatozoide que fecundou o óvulo que gerou Albert Einstein foi um produto do acaso, resultado de uma disputa entre espermatozoides resolvida por milésimos de segundo. Assim como aconteceu, poderia não ter acontecido [mas o que não se pode afirmar é que a origem do espermatozoide seja fruto do acaso]. (...)

“A preponderância do aleatório sobre o determinado pode dar a sensação de desesperança, de que somos impotentes diante de todas as coisas. Talvez nisso residam a beleza e a complexidade da vida, mas o fato é que o cérebro está mais interessado em ordem do que em belezas complexas. Por isso, quando não vê significado nas coisas naturais, ele salta para o sobrenatural. (...) A religião seria uma criação mental através da qual o cérebro atende a sua necessidade por sentido. O apocalipse, nesse caso, é uma saída brilhantemente engenhosa. Explica duas questões que atormentam a humanidade desde sempre: o significado da vida e a inevitabilidade da morte. Somos a única espécie com consciência da própria morte e, no entanto, não sabemos o significado da vida. Afinal, por que estamos aqui? A pergunta, em si, revela nossa busca por sentido, devido à nossa dificuldade de conviver com a possibilidade de que, talvez, não estejamos aqui por alguma razão especial. O apocalipse é uma resposta. Está descrito nos seus mínimos e horripilantes detalhes no Livro do Apocalipse, escrito pelo evangelista João, por volta do ano 90 da era cristã, quando estava preso, perseguido pelo Império Romano.

“O começo do fim do mundo, diz João, será anunciado por sinais tenebrosos: um céu negro, uma lua cor de sangue, estrelas desabando sobre a Terra e uma sucessão de desastres varrendo o planeta na forma de terremotos, inundações, incêndios, epidemias. O Anticristo então dominará a Terra por sete anos [o autor desta matéria devia ter estudado melhor o Apocalipse], ao fim dos quais Jesus Cristo descerá dos céus com um exército de santos e mártires [outra barrigada: Onde está escrito que “santos e mártires” virão do Céu com Jesus?] – e vencerá Satã, a besta. Depois de 1.000 anos acorrentado, Satã conseguirá se libertar e forçará Jesus Cristo a travar uma segunda batalha, a terrível batalha do Armagedom. Derrotado Satã, todos nós, vivos e mortos, nos sentaremos no banco dos réus do tribunal divino [na verdade, o julgamento já terá ocorrido, pois a destruição de Satanás e dos ímpios é a sentença final]. Os bons irão para o paraíso celestial. Os maus arderão no fogo eterno [outro equívoco antibíblico]. (...)

“Nem sempre o apocalipse vem numa embalagem religiosa. A profecia de 2012 começou com base em eventos astronômicos e calendários antigos. Só depois recebeu a adesão de seitas espiritualistas e cristãs, mas originalmente 2012 é, digamos, um fim do mundo pagão. (...)

“As profecias do apocalipse são um desastre como previsão do futuro, mas excelentes como alegorias do presente. A coleção de afrescos e pinturas clássicas que retratam o Juízo Final, como a obra-prima de Michelangelo na Capela Sistina, reflete o temor do tribunal divino e o domínio da Igreja Católica de então. Depois da II Guerra, os filmes de Hollywood, grandes difusores da catástrofe final, passaram a enfocar o fim do mundo como resultado de uma guerra nuclear ou de um monstro deformado pela radioatividade. Estavam narrando as aflições dos americanos com a bomba de Hiroshima e Nagasaki e a chegada da corrida armamentista com a União Soviética. É o momento em que o apocalipse começa a ter duas fontes – a religião e a ciência. Nos anos 60, com as profundas transformações varrendo os EUA, da Guerra do Vietnã à revolução sexual, do advento do computador ao movimento dos direitos civis, dos Beatles a Woodstock, o apocalipse mudou de lugar. ‘O livro da revelação deixou o gueto cristão e entrou no coração da política americana e da cultura popular’, escreve Jonathan Kirsch em A History of the End of the World (Uma História do Fim do Mundo), um ótimo inventário do apocalipse.

“Desde os anos 50, cada década tem pelo menos uma dúzia de filmes apocalípticos dignos de nota, de Godzilla a Apocalypto, de O Planeta dos Macacos a Matrix, de O Bebê de Rosemary a Presságio. Eles sempre narram algo do seu tempo. Há estudiosos que acreditam que mesmo o Livro do Apocalipse teria sido uma resposta às perseguições que os cristãos sofriam no Império Romano – e a besta, o Anticristo, o Satã seriam Nero, o imperador que tocou fogo em Roma. Como os apocalipses tomam a forma de sua época, o Anticristo se atualiza. Na II Guerra, era Adolf Hitler. Hoje, é Osama bin Laden. Isso é claro nos EUA, cuja condição de potência acaba por difundir suas neuroses e seus achados para o mundo todo. O apocalipse na cultura? Antes, eram os hippies com sua percepção extrassensorial e drogas alucinógenas. Depois, no ano 2000, foi o tecnoapocalipse, na forma do bug do milênio. O apocalipse na política? Antes, era o Exército Vermelho. Agora, é o terrorismo islâmico. Como disse Eric Hoffer (1902-1983), que passou a vida como estivador e filósofo: ‘Movimentos de massa podem surgir e se espalhar sem a crença num deus, mas nunca sem a crença num diabo.’

“Nenhuma das hipóteses do fim do mundo em 2012 mencionadas nesta reportagem faz sentido. O planeta Nibiru nem existe. A civilização maia, cujo auge se deu entre 300 e 900 da era cristã, tinha três calendários: o divino, o civil e o de longa contagem, que termina em 2012. ‘Mas os maias nunca afirmaram que isso era o fim do mundo’, diz David Stuart, da Universidade do Texas, considerado um dos maiores especialistas em epigrafia maia. Uma mudança no eixo de rotação da Terra é impossível. ‘Nunca aconteceu e nunca acontecerá’, garante David Morrison, cientista da Nasa, agência espacial americana. Reversão do campo magnético da Terra? Acontece de vez em quando, de 400.000 em 400.000 anos, e não causa nenhum mal à vida na Terra. Tempestade solar? Também acontece e em nada nos afeta. Derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da galáxia? Não haverá nenhum alinhamento planetário em 2012, e, bem, quem souber onde fica ‘o centro’ da nossa galáxia ganha uma viagem interplanetária. (...)”

Nota: É bastante conveniente para o inimigo de Deus comparar o relato inspirado do Apocalipse a outras “profecias” e mesmo a filmes hollywoodianos. Assim, nivela tudo por baixo e reforça a descrença dos céticos. Para aqueles que creem nesse novo “fim do mundo”, ele (o inimigo) pode estar preparando alguma “surpresa” para 2012. Ou não. O ano pode passar sem que nada de especial ocorra e as pessoas voltarão à sua vida rotineira, mais anestesiadas ainda para a mensagem da volta de Jesus. De qualquer maneira, infelizmente, o inimigo leva vantagem. Note a estratégia satânica: (1) o inimigo afasta as pessoas da Bíblia; (2) desvia a atenção delas para falsas profecias que não levarão a nada, exceto a uma excitação momentânea, sem a necessária santificação (afinal, a motivação neste caso é o medo); (3) passada a data anunciada, as pessoas caem no desânimo ou na descrença. Por isso, é mais do que necessário que a igreja se esforce (sob a direção do Espírito Santo) para mostrar ao mundo a solidez das profecias bíblicas e do método historicista de interpretação profética. É preciso que todos saibam que a Palavra de Deus nada tem que ver com essas “profecias” especulativas e sensacionalistas, pois, “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt 24:34), o que significa que devemos estar preparados para encontrar o Criador a qualquer momento.[MB]

(Criacionismo)

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Os mortos dormem

Os mortos dormem

No meu antigo blog destaquei uma notícia bizarra, veiculada na net, ano passado. Um rapaz queria morrer para ir ao céu e matar Jesus.

Autoridades do Estado americano da Carolina do Sul pediram a um tribunal que um jovem seja avaliado psicologicamente depois que ele ameaçou causar uma explosão em sua escola para morrer e ir ao céu matar Jesus, segundo informa a agência EFE.

Ryan Schallenberger, 18 anos, foi detido e pode ser acusado de conspirar para usar uma arma de destruição em massa, o que pode levá-lo à prisão perpétua. “Sua conduta é estranha. É evidente que seu comportamento deve ser avaliado”, disse Buddy Bethea.

O jovem teria dito a um oficial de Justiça que queria morrer. “Disse que a morte era melhor do que a vida”, afirmou o agente Craig Towsend.

Schallenberger foi detido depois que seus pais recolheram no correio um pacote dirigido ao rapaz que continha nitrato de amônio, matéria prima de diversos explosivos. Em casa, eles encontraram uma gravação que o filho havia feito para que escutassem depois de sua morte. O casal encontrou ainda um diário em que o jovem narrava suas experiências com explosivos.

É o fim mesmo. “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto o poder”. II Timóteo 3:1-5.

Além de estar classificado entre alguns dos adjetivos acima, o jovem Ryan também está por fora da Bíblia. Ninguém, ao morrer, vai para o céu ou inferno. Vai para a sepultura. Os mortos dormem (João 11:11-13). Todos eles. Bons e maus. Um dia acordarão. Todos eles. Bons e maus. “Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:29).

Quer saber mais sobre esse assunto de vida após a morte? Ouça este programa (áudio) que dá a palavra final de Deus e da Bíblia sobre o tema.

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Espiritismo: Paganismo Moderno com Aparência de Cristianismo

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Alguns espíritas se perguntam: “Por qual motivo as igrejas atacam tanto nossa religião, se cremos em Jesus?”

Podemos ser curtos e diretos:

O Jesus das escrituras é o Criador do Universo, o Primeiro e o Último, que se fez carne e habitou entre a humanidade. No espiritismo ele é rebaixado a uma criatura evoluída.

O Jesus das escrituras ensinou que ressuscitará os mortos no último dia, ou seja quando retornar a Terra com seus anjos. O espíritismo ensina a mentirosa doutrina da reencarnação. Ensina que não é necessário Jesus e que todos permanecemos VIVOS após a morte em forma de espírito.

Fuja do espiritismo! Como disse uma escritora cristã:

Os que se opõem aos ensinos do espiritismo, enfrentam não somente aos homens, mas também a Satanás e a seus anjos. Entraram em luta contra os principados, potestades e espíritos maus dos ares. Satanás não cederá um centímetro de terreno sequer, a menos que seja rechaçado pelo poder dos mensageiros celestiais. Fontes: 1 e 2.

Para saber mais clique aqui.

(Adventismo em Foco)

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